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quarta-feira, 14 de janeiro de 2026

A Peste

 


Na manhã de um dia 16 de abril dos anos de 1940, o doutor Bernard Rieux sai do seu consultório e tropeça num rato morto. Este é o primeiro sinal de uma epidemia de peste que em breve toma conta de toda a cidade de Orão, na Argélia. Sujeita a quarentena, esta torna-se um território irrespirável e os seus habitantes são conduzidos até estados de sofrimento, de loucura, mas também de compaixão de proporções desmedidas.
Uma história arrebatadora sobre o horror, a sobrevivência e a resiliência do ser humano, "A Peste" é uma parábola de ressonância intemporal, um romance magistralmente construído, que, publicado originalmente em 1947, consagrou em definitivo Albert Camus como um dos autores fundamentais da literatura moderna.



Por conta do livro anterior, o primeiro que li deste autor, não resisti a ler este e provavelmente mais um, pelo menos, se seguirá.

Uma narrativa que nos prende, pela história que vivemos tão real, em alguns factos semelhante, noutros diferente, há pouco mais de cinco anos (e que continuamos a viver, embora, sem lhe dar tanta importância), e que se torna muito mais interessante de ler por ter sido escrita por quem foi. Albert Camus mais uma vez nos mostra toda a perícia de quem escreve de uma forma perfeita e complexa, que não nos deixa com dúvidas nem com ideias de "poderia ter sido mais" ou "falta aqui qualquer coisa", ou ainda "tanta conversa para nada" como vemos em algumas narrativas. Não é o caso. Tudo o que é escrito e a forma como é escrito completam o que se narra, para que possamos entender melhor o profundo de cada ação e de cada personagem.

O Avesso e o Direito

 


O Avesso e o Direito foi o primeiro livro publicado por Albert Camus, em 1937, em Argel, tinha então vinte e três anos. Só em 1958, mais de vinte anos passados, Camus aceitou ver o título reeditado. E ao reler este conjunto de ensaios da sua juventude descobriu neles a raiz dos temas que alimentaria toda a sua obra. Aqui se apresenta o mundo de pobreza, de pó e de luz da sua infância, aqui se reflete sobre a solidão e a indiferença, aqui se vê despontar a descoberta do absurdo da existência. Este é pois um texto basilar para o conhecimento de um dos grandes autores da literatura moderna, que nunca perdeu, nas suas palavras, «o apetite desordenado de viver».

Um conjunto de ensaios, com poucos "era uma vez" e nenhuns "viveram felizes para sempre". Não há um começo nas suas narrativas, mas também não lhes encontramos um fim. Lemos, absorvemos cada forma de escrever e mesmo que não nos identifiquemos com tudo o que escreve, não podemos ficar indiferentes à sua maneira brilhante e profunda de escrever. E aqueles que gostam de escrever, entre os quais alguns há que até acreditam que sabem escrever, concluimos que afinal somos limitados e não sabemos escrever nada.

Nota: Estas duas publicações, bem como uma mais que se seguirá de imediato estavam atrasadas. A aquecer  como em banho maria lentas e à espera. Calhou agora.