quinta-feira, 9 de janeiro de 2025

A Escrita na Antiguidade

 

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Então o Senhor disse a Moisés: “Escreva isto para memória num livro.” Êxodo 17:14

O cristianismo e o judaísmo, por causa de sua forte conexão com a Bíblia, são considerados religiões do livro, ou seja, a legitimidade de suas crenças está intimamente ligada à veracidade de uma Escritura que permeia seus ensinamentos.

É evidente que a Bíblia não foi escrita por uma única pessoa; ela é o resultado de uma produção literária que envolveu vários autores ao longo de 1.500 anos.

Observe como a invenção da escrita foi providencial na preservação daquilo que Deus havia revelado aos profetas. Embora a história da escrita ainda seja cercada de debates, de modo geral, os historiadores acreditam que ela foi inventada quatro vezes de forma quase simultânea e, possivelmente, de maneira independente.

As duas primeiras formas teriam surgido por volta de 3200 a.C., originando-se dos mesopotâmicos e dos egípcios. Mais tarde, em 1600 a.C., foi a vez dos chineses e, por fim, por volta de 600 a.C., a dos mesoamericanos. Para aqueles que acreditam no relato bíblico, esse fenômeno deve ter começado algum tempo após o dilúvio.

No entanto, ainda se passariam 1.800 anos até que Deus incumbisse Moisés de rascunhar as primeiras linhas do texto bíblico. Se não fosse a invenção da escrita, jamais teríamos progredido como organismo social, pois toda a comunicação e o comércio que caracterizam as sociedades ao longo do tempo dependem de alguma forma de escrita para serem eficazes. Entretanto, é evidente que as pessoas já viviam em agrupamentos antes desse avanço, baseando-se em tradições orais. Porém, o fato de usarem apenas a memória poderia comprometer o relato da história. Assim, podemos dizer que a invenção da escrita foi um grande passo no desenvolvimento das civilizações, mas não se deveu à genialidade humana.

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Foi Deus quem concedeu a capacidade que permitiu a criação dos símbolos, das sílabas e letras, possibilitando ao Espírito Santo revelar, com sotaque humano, verdades vindas diretamente de Deus. Valorize hoje a Bíblia Sagrada.

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Conheça as verdades de Deus que ela apresenta.

Há muitos que dariam tudo para ter esse privilégio.

Na oração, falamos com Deus; no estudo da Bíblia, é Deus quem fala conosco.

(Devocional para Adultos do dia Quinta-feira,  09 de Janeiro de 2025)

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sexta-feira, 27 de dezembro de 2024

Amor Inexplicável


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Deus disse: “Façamos o ser humano à Nossa imagem, conforme a Nossa semelhança.” Gênesis 1:26

Em um dia de Natal, como hoje, não podemos deixar de ler Filipenses 2:5 a 11, um hino que exalta a encarnação de Jesus. Nesse trecho, Paulo nos convida a refletir sobre a grandeza de Cristo que, mesmo subsistindo em forma divina, escolheu Se esvaziar de Sua glória e de Suas prerrogativas e assumir a forma de servo para Se assemelhar aos seres humanos.Aqui está um contraponto a Gênesis 1:26.

No princípio do mundo, o ser humano foi feito à imagem de Deus; na encarnação de Cristo, Deus Se fez à semelhança do homem.O significado dos termos gregos e hebraicos empregados e a natureza divina e humana de Jesus são questões que poderiam ser discutidas aqui, porém o mais importante é que o Criador Se tornou criatura para nos salvar.Hoje celebramos o ato do Deus Filho ter deixado as cortes celestiais, Seu trono e Sua majestade universal, Seu posto como Soberano absoluto para Se aproximar dos pobres pecadores. Que amor é esse? Ele não Se conformou em resolver nosso problema à distância e veio pessoalmente nos resgatar. Que amor sublime! Deus é um Deus de proximidade, de relacionamento, que entrou em nossa história para que fizéssemos parte de Sua história eterna.

E o que é mais surpreendente: para sempre Cristo manterá a semelhança humana, as marcas da cruz, as lembranças de nossa redenção. Isso é amor! Quanta graça! Quanta generosidade! Quanto desprendimento! Por quê? Por que merecemos? Não! Porque Ele nos ama, e isso basta. Desde antes dos tempos eternos até o Éden, preenchido com as delícias e deslumbres da criação, e até a nova Terra, que superará em fulgor e beleza o antigo mundo, o amor é o que impulsiona as ações de Deus para com o ser humano.

Ele nos amou desde a inocência até a culpa e, entre lágrimas e promessas, nos levará de volta ao lar. Ele nos amou para além de toda tragédia e destruição causadas pelo pecado; para além de toda dor que causamos ao Seu divino coração; para além de tudo e de todos. Ele nos amou até a maior de todas as dessemelhanças: a cruz.

Ele nos amou e nos amparou. Que amor inexplicável! Hoje, reflita sobre o Deus que Se fez à nossa semelhança e peça que Ele transforme, a cada dia, seu caráter à imagem e semelhança de Jesus.

Devocional para Adultos do dia, Quarta, 25 de Dezembro de 2024 

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segunda-feira, 25 de novembro de 2024

Cardiomegalia

 

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Ao ver isso, você ficará radiante de alegria; o seu coração baterá forte e se dilatará de júbilo, porque você receberá a abundância do mar, e as riquezas das nações serão trazidas a você. Isaías 60:5

Algumas enfermidades podem ser nocivas fisicamente, mas benéficas espiritualmente. Esse é o caso da cardiomegalia, uma dilatação do coração que ninguém desejaria para si em seu corpo, mas que se torna algo ótimo no âmbito espiritual. É claro que não estou falando literalmente! Nos tempos bíblicos, o conceito de “coração dilatado” era sinônimo de magnanimidade, grandeza e capacidade de ajudar os outros sem qualquer interesse próprio. Como, então, contrair uma boa cardiomegalia espiritual? Aristóteles, em sua Ética a Nicômaco, fornece valiosos conselhos que, embora não tenham sido escritos para este fim, podem nos guiar nessa busca.

Em primeiro lugar, é preciso escolher quais batalhas lutar. Uma pessoa magnânima avalia as circunstâncias que representam um perigo real e busca evitá-las. 

Em segundo lugar, deve-se ser generoso, estar mais interessado em dar do que receber, colocando sempre os interesses dos outros em primeiro plano.

Em terceiro lugar, é preciso superar as más lembranças, perdoar e esquecer.

A compreensão panorâmica do mundo permite que uma pessoa de grande coração não guarde rancor. Por fim, em quarto lugar, deve-se ser paciente, dando “tempo ao tempo” e deixando-o esclarecer as coisas e colocá-las em seus devidos lugares.

Tais conselhos nos levam a pensar em Jesus Cristo, cujo coração gigantesco evitava discussões superficiais, pois tinha uma batalha maior para vencer: a da nossa salvação. Cristo só queria doar, e a cada instante de Sua vida na Terra, esforçava-Se para Se entregar sem medida. Ele lançou nossos pecados no fundo do mar e não quer saber mais nada sobre eles.

Cristo espera pacientemente para que possamos nos entregar a Ele porque nos considera valiosos demais para ter pressa. Foi assim que, naquele fatídico dia da cruz, quando perfuraram Seu lado, descobriram o maior coração da história. Isso é magnanimidade! Peça hoje a Deus que lhe dê um coração grande o suficiente para abraçar todos os que sofrem, perdoar os que lhe causaram dor, salvar os que estão em trevas. Peça, enfim, um coração que saiba amar como Jesus amou.

(Devocional para Adultos do dia, Segunda,  25 de Novembro de 2024)

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segunda-feira, 11 de novembro de 2024

Fé Sustentável

 


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Temei a Deus e dai-Lhe glória, pois é chegada a hora do Seu juízo; e adorai Aquele que fez o céu, e a terra, e o mar, e as fontes das águas. Apocalipse 14:7, ARA

Nós, criacionistas, temos muito a dizer.Não só sobre a saúde das pessoas, mas também sobre a saúde do nosso planeta, criado por Deus. Devemos nos envolver mais na proteção da Terra, e eu lhe apresento a seguir algumas ideias – não minhas, mas da ONU – para que possamos ser melhores mordomos das obras do Criador.

1. Não desperdice desnecessariamente. Aproveite a água com sabedoria, tome um banho mais curto e feche as torneiras quando não precisar. Não gaste mais energia elétrica do que a necessária. Reduza o emprego de papel, imprima nos dois lados da folha e dê preferência a arquivos eletrônicos. Consuma menos, faça uma lista do que está faltando em casa antes de ir às compras e não se deixe manipular pela publicidade.

2. Reutilize tudo o que for possível. Transforme garrafas PET em vasos, utilize a água da lavagem das frutas e verduras para regar as plantas e faça compostagem do lixo orgânico.

3. Recicle todos os dias. Faça uma coleta seletiva dos resíduos, compactando-os para que ocupem menos espaço. Recicle pilhas, aparelhos eletrônicos, óleo e lâmpadas.

4. Empregue energias alternativas. Informe-se sobre o uso adequado de fontes renováveis de energia, utilize aparelhos que usem energia solar e compre eletrodomésticos eficientes e de baixo consumo.

5. Eduque sobre o respeito pelo planeta. Deus nos colocou neste jardim, e devemos ensinar essa mensagem aos que nos seguem. Não somos donos deste mundo, e sim o Senhor, que o desenhou de forma única e maravilhosa. Respeitar o planeta é respeitar a Deus como Criador. Precisamos superar o materialismo e o consumismo e propor modelos de vida mais próximos daquilo que será a nova Terra.

 “Ao Senhor pertence a Terra e a sua plenitude, o mundo e os que nele habitam” (Sl 24:1). “Os céus proclamam a glória de Deus, e o firmamento anuncia as obras das Suas mãos” (Sl 19:1). Com nossas palavras e ações, adoremos Aquele que fez o céu, a terra, o mar e as fontes das águas. O Eterno merece nossa gratidão e nosso compromisso em cuidar do mundo que Ele nos deu.

(Devocional para Adultos, Segunda 11 de Novembro 2024)



quarta-feira, 6 de novembro de 2024

Graça no Saleiro

 


Que a palavra dita por vocês seja sempre agradável, temperada com sal, para que saibam como devem responder a cada um. Colossenses 4:6

Cádiz, na Espanha, é uma cidade de contrastes, onde a antiga história se mistura com a realidade do presente. Essa cidade tem visto muitas mudanças ao longo dos anos, mas uma coisa permanece inalterada: a alegria contagiante de seus habitantes.

Os gaditanos são conhecidos por sua maneira divertida e criativa de se expressar, mesmo em situações difíceis. Eles dominam a arte de evitar o enfrentamento verbal e, ao mesmo tempo, não deixar de ser assertivos. Sua palavra é “temperada com sal”. Esse tipo de “graça no saleiro” é incentivado na Bíblia, especialmente pelo apóstolo Paulo. Ele nos exorta a falar com inteligência social e de forma agradável.

A graça de Cristo nos dá uma nova identidade e uma nova perspectiva sobre a vida. Ela nos torna filhos de Deus e nos enche de gratidão e alegria. Jesus é o maior exemplo de “graça no saleiro”. Ele sabia falar com as pessoas de acordo com suas necessidades, consolando-as em seus pesares e fortalecendo-as em suas incertezas.Ele nunca ofendia ninguém e sabia dar a cada um o que lhe era devido.

Em momentos de tensão, mantinha a serenidade e a simpatia, como quando respondeu à pergunta sobre o imposto devido a César.

Em situações complexas, usava o humor para aliviar o clima, como quando perguntou aos acusadores da mulher adúltera onde estavam os que a acusavam.

E em ocasiões de amor e devoção, defendia aqueles que eram discriminados, como quando elogiou a mulher que derramou perfume em Seus pés.

Assim como Jesus, nós também podemos ser cheios de “graça no saleiro”. Podemos aprender a falar com as pessoas de acordo com suas necessidades, confortando-as em seus momentos difíceis e inspirando-as em suas lutas. Podemos aprender a ser delicados e amorosos e a nunca ofender ninguém com nossas palavras. E, acima de tudo, podemos aprender a ser gratos por tudo o que recebemos e a compartilhar generosamente com os outros.

Se você tem dificuldade em fazer essas coisas, peça ajuda a Jesus. Ele é a fonte suprema de todo amor, bondade e delicadeza. Sua graça aplaina a aspereza de nosso caráter. Ele vai ajudá-lo a ser “sal da terra” e “luz do mundo” (Mt 5:13-16).

(Devocional para Adultos do dia. Quarta,  06 de Novembro de 2024)




terça-feira, 29 de outubro de 2024

Cansados deste Mundo

 

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Fiquem atentos, para não desprezarem nenhum destes pequeninos! Porque Eu afirmo a vocês que os anjos deles, lá nos Céus, veem incessantemente a face de Meu Pai celeste. Mateus 18:10

Uma cena impactante. Um menino sírio, de não mais que três anos, com seus olhos grandes e cabelos negros, chorava desesperado. Sua pele estava coberta de poeira e sangue, e manchas roxas marcavam o pescoço ao redor dos ferimentos. Sua expressão era de dor e confusão, um rosto que não entendia o absurdo da guerra. Muitos poderiam ver naquela foto apenas mais um retrato da violência sem sentido que assola nosso mundo, mas aquela imagem tocou profundamente os corações que a viram, pois aquele menino, pouco antes de morrer, deixou uma frase que ainda ecoa em nossa alma: “Quando eu morrer, vou contar tudo para Deus.” Tento imaginar o semblante do anjo da guarda daquele pequeno. Tento imaginar sua expressão ao ver o Pai do Céu após a morte da criança. Tento imaginar o Criador, com lágrimas nos olhos, cansado de ver tanta injustiça e opressão. Imagino o anjo sem palavras, pois não há linguagem que possa expressar a loucura da violência. Ele apenas espera o dia em que as coisas mudarão para sempre.

Deus ama as crianças.É por isso que Ele colocou em nosso coração o sentimento de ternura.É por isso que Ele as criou pequenas, mas perfeitas, vivendo a vida com graça e espontaneidade. Deus tem uma paixão especial por essas criaturas, e nada Lhe dói mais do que saber que alguém lhes fez mal. Que ninguém se atreva a tocar em Seus pequenos, pois terá que se ver com Ele! Se somos verdadeiramente filhos de Deus, essas coisas ainda nos afetam. Não devemos ficar indiferentes, mesmo que diariamente vejamos tragédias nos noticiários. Não podemos permitir que nossa sensibilidade desapareça.

Continuemos a ser humanos e, ainda mais, busquemos dar às crianças a perspectiva do futuro que nos aguarda. Se, assim como eu, você está cansado deste mundo de injustiças e dor, eu o convido a se comprometer a apressar o retorno de Jesus (2Pe 3:12), pois essa é nossa única esperança de um mundo verdadeiramente melhor, sem tristeza nem sofrimento.

Pregue o evangelho, ame as pessoas e faça a diferença na vida delas.

Dessa forma, muito em breve, como os anjos do Céu, veremos a face de nosso querido Criador.

(Devocional para Adultos Terça,  29 de Outubro 2024 )


sexta-feira, 25 de outubro de 2024

O Preço Justo

 


Tenho grande alegria no Senhor! A minha alma se alegra no meu Deus, porque me cobriu de vestes de salvação e me envolveu com o manto de justiça. Isaías 61:10

Existe um programa de televisão chamado O Preço Certo, um jogo que consiste basicamente em tentar acertar o valor de um produto. Além de promover, de forma subliminar, certas mercadorias ou, explicitamente, estimular um estilo de vida consumista, o programa reflete a fixação humana em pagar o preço justo por algo. É desagradável pagar a mais por algo, enquanto pagar menos pode não causar a mesma reação. Geralmente as pessoas ficam felizes quando encontram um preço baixo. Ainda que algo não seja tão barato, procura-se sempre um preço justo.

No aspecto moral, também procuramos retribuições justas. Esperamos que cada pessoa receba exatamente o que merece e nos sentimos incomodados quando alguém que teve uma conduta inadequada tem sucesso na vida. Isso nos parece injusto, porque acreditamos que tal pessoa deveria pagar o preço pelo seu comportamento. 

No entanto, é assim que a Bíblia nos apresenta o tema da salvação. O preço justo pelos nossos pecados é a morte eterna. Despidos diante de Deus, não somos nada além de criaturas desorientadas que insistem em agir de maneira imprópria.

Em termos estritamente legais, deveríamos ser destruídos para sempre, mas Deus, sem violar a lei, ultrapassa os limites dessa estrutura formal.

Ele optou por pagar, de Seu próprio “bolso”, o preço justo, porque a justiça divina sempre caminha de mãos dadas com a misericórdia.

Na cruz, essa união se consumou para sempre.

Quanto custam as vestes da salvação? O preço é altíssimo: a vida e a morte do Filho de Deus. E quanto custa o manto da justiça? É igualmente caro.

Um preço tão elevado que, à primeira vista, poderia parecer um péssimo investimento quando olhamos para nós mesmos. Mas Deus não enxerga as coisas dessa forma.

Ele ama nos ver vestidos de pureza e santidade e bem agasalhados com a cobertura dos méritos de Cristo. Reconheça o imenso preço que Jesus pagou pela sua redenção.

As vestes que Ele nos concede realçam nossa aparência como filhos de Deus, destacam a elegância de nossos modos e costumes, são feitas sob medida e aquecem nosso coração.

E o melhor de tudo: são gratuitas – basta aceitar!

(Devocional para Adultos do dia, Sexta,  25 de Outubro de 2024)



segunda-feira, 21 de outubro de 2024

Ainda é tempo

 


Sumo Sacerdote no Céu
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Foi instalada a sessão do tribunal e foram abertos os livros. Daniel 7:10

Em um dia como hoje, em 2126 a.C., um eclipse solar foi registrado na China, ofuscando a luz do Sol e escurecendo a Terra. Em 22 de outubro de 1811, nasceu um virtuoso pianista húngaro, Franz Liszt, cujo magnetismo pessoal ainda é lembrado.

Na mesma data, em 1906, faleceu um pintor francês que revolucionou a pintura moderna, Paul Cézanne. Em 22 de outubro de 1973, partiu um compositor e violoncelista espanhol, Pau Casals, que com sua música exaltou a paz como nenhum outro.

Mas, para nós, adventistas, o dia 22 de outubro de 1844 é a data que marca nossa história. Os mileritas esperavam a volta de Jesus e a purificação da Terra, mas a noite chegou e o Salvador não veio. Essa decepção é conhecida como o “grande desapontamento”.

Mas, aqueles que permaneceram estudando as Escrituras entenderam que algo grandioso havia acontecido: Jesus havia entrado no lugar santíssimo do santuário celestial para dar início ao juízo pré-advento, também conhecido como “juízo investigativo”.

Isso significa que Cristo, nosso Mediador, agora desempenha uma nova função, que vai além de Sua missão de interceder pelos pecadores.

Desde Sua ressurreição até 1844, Ele apresentou Seu sacrifício para perdoar e redimir os pecadores. Mas agora, além de perdoar, Ele leva a efeito a tarefa de separar o joio do trigo. No juízo investigativo, aqueles que têm apenas aparência de justos são separados dos verdadeiramente justos que permaneceram na graça de Cristo.

Não precisamos ter nenhum medo do juízo se nossa vida estiver nas mãos de Deus e confiarmos totalmente em Sua graça e na virtude do sangue do maravilhoso Salvador. Lembre-se do hino que diz: “Há poder, sim, força sem igual / Só no sangue de Jesus” (Hinário Adventista do Sétimo Dia, no 123). Hoje é a “grande oportunidade” para todos nós. Cristo ainda intercede no santuário celestial.

Ainda é tempo de se arrepender, buscar perdão e confiar inteiramente nos méritos do sangue precioso de nosso Redentor.

Jesus nos oferece diariamente a chance de recomeçar, mas cabe a nós decidir aceitá-la ou não. Não desperdice essa oportunidade.

Com a ajuda de Cristo, abandone tudo o que o faz pecar e permita que seu nome continue no Livro da Vida.

(Devocional para Adultos do dia, Terça  22 de Outubro de 2024)

Sumo sacerdote no Lugar Santissimo na Terra
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O Duo Dinâmico

 

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Logo a Lei é contra as promessas de Deus? De nenhuma sorte. Gálatas 3:21

A lei e o Evangelho não podem estar separados. Em Cristo a misericórdia e a verdade encontraram-se; a justiça e a paz se beijaram.  O Evangelho não ignorou as obrigações devidas a Deus por homens e mulheres. O Evangelho é a Lei desdobrada, nada mais, nada menos. Ele não oferece mais latitude para pecar do que a Lei. A Lei aponta para Cristo; Cristo aponta para a Lei. O Evangelho chama-nos ao arrependimento. Arrependimento de quê? Do pecado. E o que é o pecado? É a transgressão da Lei. Portanto, o Evangelho chama pecadores, para que regressem das suas transgressões para a obediência à Lei de Deus. Jesus, na Sua vida e morte, ensinou a mais estrita obediência. Ele morreu, o Justo pelos injustos, o Inocente pelos culpados, para que a honra da Lei de Deus pudesse ser preservada, e ainda assim a Humanidade não perecesse completamente.

A obra da salvação tanto na dispensação do Antigo como do Novo Testamento é a mesma…

Satanás está a operar com todo o seu poder enganador para prender o mundo na sua armadilha. Ele quer que os seres humanos creiam que este grande sacrifício (de Cristo) foi feito para abolir a Lei de Deus, Ele representa Cristo como opondo-Se à lei do governo de Deus no Céu e na Terra. Mas o Soberano do mundo tem uma Lei pela qual governa as Suas inteligências celestes e a Sua família humana, e a morte do Seu Filho fixa a imutabilidade dessa Lei de modo inquestionável. Deus não tem qualquer intenção de eliminar o Seu grande padrão de justiça. Por este padrão Ele pode definir o que é um caráter correto.

É necessário que cada ser inteligente compreenda os princípios da Lei de Deus. Cristo, através do apóstolo Tiago, declara: “Qualquer que guardar toda a Lei, e tropeçar em um só ponto, tornou-se culpado de todos.” Estas palavras foram pronunciadas depois da morte de Cristo; portanto, a Lei vinculava todos os que viviam nessa altura…

As pessoas podem falar de liberdade, liberdade evangélica. Elas podem declarar que não estão sob a servidão da Lei. Mas a influência de uma esperança do Evangelho não levará os pecadores a olharem para a salvação vinda de Cristo como oferecendo graça barata ao mesmo tempo que continuam a viver em transgressão da Lei de Deus.

Quando a luz da verdade amanhece na sua mente e compreendem plenamente os requisitos de Deus e percebem a extensão das suas transgressões, eles reformarão os seus caminhos, tornar-se-ão leais a Deus mediante a força obtida do seu Salvador e levarão uma nova e mais pura vida.

(Signs of Times, 25 de Fevereiro de 1897)

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quinta-feira, 17 de outubro de 2024

Ser cristão

 

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Num mundo em que todos se entitulam alguma coisa e ser cristão quase virou moda para alguns, é importante ver a definição de cristão no dicionário. Escolhi o Infopédia.

cris.tão separador fonéticakriʃˈtɐ̃w̃

adjetivo
1.
pertencente ao cristianismo
2.
que crê em Jesus Cristo
3.
figurado (ato, gesto) que obedece aos princípios do cristianismo
4.
figurado razoável; conveniente
nome masculino
aquele que professa religião cristã

Do latim christiānu-, «idem»


Quando me desafiaram a definir o que é ser cristão em 10 linhas, não resisti a partilhar aqui a minha singela opinião.

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Somos cristãos quando ouvimos a Sua voz pela manhã a nos despertar e agradecemos, pois, compreendemos que no final de cada dia deveríamos ter morrido.

Somos cristãos quando a vontade de Jesus passa a ser a nossa vontade e tudo o que queremos é amá-Lo e obedecer-Lhe. É ser submissos a Ele e aceitar a Sua disciplina quando nos desviamos e cair a Seus pés, certos da Sua infinita misericórdia, tal como David fez em 2 Samuel 24:14

Ser cristão é, durante o dia, manter a comunhão com Ele orando, louvando e estudar a Sua Palavra pois sem isso não conseguimos respirar e devemos respirar Cristo a cada instante.

É morrer de saudades de Jesus quando nos afastamos e renascer na Sua presença sempre que O buscamos.


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sexta-feira, 4 de outubro de 2024

Sentar

 

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Maria, sua irmã, ficou sentada aos pés do Senhor, ouvindo a Sua palavra. Lucas 10:39.

Proximidade nem sempre é sinônimo de intimidade. Um dia, Marta convidou Jesus para entrar em sua casa, mas, quando fechou a porta, acabou deixando o convidado de honra na sala e foi cuidar dos preparativos para que aquela visita fosse inesquecível. Essa história deixa claro que é possível receber Jesus em casa sem necessariamente dar atenção ao que Ele está dizendo. Hospedar não significa ouvir. Dividir o mesmo espaço geográfico nem sempre corresponde a compromisso. 

Há quem pense que, quando Jesus entra em nossa vida, Ele Se assenta em uma cadeira e fica em silêncio assistindo ao que estamos fazendo. Acham que andar com Cristo é ocupar os mesmos espaços que Ele. Se Jesus está dentro, então está tudo bem. Seguindo essa linha de pensamento, a presença de Cristo passa a ser uma espécie de amuleto que valida os esforços humanos. Jesus está lá, mas está em silêncio. 

A irmã mais nova de Marta teve uma postura diferente. Maria é citada pelo menos três vezes nos evangelhos. Em situações diferentes, mas sempre no mesmo lugar: aos pés de Jesus. Em João 11, ela se joga aos pés de Jesus para lamentar a perda de seu irmão Lázaro. Em João 12, ela se prostra para lavar os pés de Jesus, em sinal de adoração. No texto bíblico de hoje, em Lucas 10, ela aparece assentada para ouvir as palavras do Mestre da Galileia. Ali está Maria, aos pés de Jesus. Enquanto Marta vai de um lado para o outro, Maria senta e ouve. Maria entendeu que o que fazemos com Cristo é mais importante do que aquilo que fazemos para Cristo. 

Aprendi que as coisas no reino de Deus começam quando estamos sentados, dispostos a ouvir e aprender. Tem muita gente que aprendeu a correr antes de aprender a sentar. É gente que não para. Que realiza, que conquista, que alcança, mas que não conhece a boa parte. Falta ainda parar e ouvir Jesus, como fez Maria. 

Comece esse dia assentado na presença de Deus. Ouça o que Ele tem a ensinar sobre a vida e até sobre você mesmo. Não tenha pressa. Essa é a boa parte. Conhecê-la e desfrutá-la faz toda diferença.

(Meditação Jovem, Sexta-feira, 04 de outubro)

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quarta-feira, 2 de outubro de 2024

À Flor da Pele


Nas férias, quando tentei atualizar as minhas leituras, dei uma olhadela pelos livros que estão na estante, por ler. Alerto já que não compro livros sem ter a certeza que os vou ler num curto espaço de tempo, mas este foi um dos que comprei numa loja em segunda mão para aproveitar o preço, tal como o anterior. Quatro livros custaram 5 euros.




Três mulheres que aparentemente, não têm nada em comum, a não ser a obsessão doentia e mortal de um psicopata que as escolheu como seus alvos.
Zoe é uma jovem professora primária atraente, recém-chegada à grande cidade. Jennifer é uma ex-manequim atualmente transformada em mãe e esposa modelo. Nadia é uma mulher irrepreensível e livre, animadora de grupos de crianças. Vivendo em locais diferentes de Londres, debatendo-se com os seus problemas e acaletando sonhos próprios, estas três  mulheres têm apenas uma coisa em comum: um potencial assassino que as persegue sádica e doentiamente. À medida que o calor do Verão se vai começando a sentir, estas mulheres começam a receber cartas revelando que estão a ser observadas, estudadas, amadas...até à morte. Todas elas, a príncipio, dirão que as cartas são ridiculas, depois incomodativas, depois aterradoras e, finalmente subjugantes.


Quando li esta sinopse, fiquei com a ideia de as três se iriam cruzar em algum momento das suas vidas, mas isso não aconteceu. A autora não as quis misturar, não quis que se conhecessem, para que se sentissem sós e impotentes nas suas vidas ameçadas.

O livro está dividido em três conjuntos de capítulos, narrados, na primeira pessoa por cada uma das três mulheres. 
O primeiro diz respeito a Zoe que faz queixa na polícia quando recebe a primeira carta e estranha quando se lhe apresentam, quase de imediato, à porta, dois agentes para averiguar. O interesse demonstrado, pela polícia, teve a ver com uma façanha de Zoe no início da narrativa, mas vai-se intensificando quando as cartas continuam a aparecer. 
Nunca nos apercebemos de quem é o psicopata que nos é apresentado no início do livro, como se escrevesse um diário onde se refere às mulheres de uma forma doentia e desagradável. 
Esta parte termina com aquilo que apesar de anunciado, achávamos que não iria acontecer.

No segundo conjunto é Jennifer a narradora, uma dona de casa que não se sente bem com a sua vida, com o seu marido, com os filhos nem com a recém comprada casa que em obras aumenta a sua habitual ansiedade e desespero. Quando recebe a primeira carta, aconselhada por uma amigo, queixa-se à polícia e a sua vida passa a incluir a permanência contínua dos inspetores e agentes, que lhe travam a continuação das obras e lhe aumentam o desespero. 
Acontece de novo e descobrimos que o psicopata era alguém que estava presente na sua vida, embora muito discretamente.

O terceiro conjunto é diferente. O psicopata imiscui-se delicadamente na vida de Nadia, como quem não quer ter nada a ver com ela, mas tentando ser agradável o suficiente para ser bem recebido, o que no meio do rodopio de policias, agentes e inspetores com que tem de viver diariamente, depois de fazer queixa de primeira carta, até é como uma lufada de ar fresco, que nos deixa "aflitos", a nós leitores, porque aqui já sabemos quem ele é. A dada altura Nadia também vai ficar "aflita" e por isso, o desfecho não é o que esperávamos.

Confesso que comeci a ler por curiosidade, e não dava nada pelo livro, achando que era apenas mais um thriller. Mas valeu muito a pena e aconselho, pois a mestria dos autores - já que se trata de uma dupla Nicci Gerard e Sean French, donde resulta o nome Nicci French - sabem como nos manter presos na narrativa, em especial na terceira parte.




quarta-feira, 25 de setembro de 2024

Almas Cinzentas

 

Inverno de 1917. Numa pequena povoação da Lorena, a poucos quilómetros do campo de batalha onde decorre uma das maiores carnificinas da história da Europa, é descoberto o cadáver de uma menina de dez anos. O assassino é encontrado na figura de um jovem desertor que é imediatamente executado, ainda que uma testemunha diga que viu a criança encontrar-se com o insondável Procurador da terra na noite do crime.
Muitos anos depois, vai ser o polícia da aldeia, que desde o início duvidara da culpa atribuída ao rapaz, a relembrar o dia do crime e a cadeia de acontecimentos que o precederam e que se lhe seguiram. Uma história que termina com a tomada de consciência de que, na fronteira entre o bem e o mal, todos somos a um tempo culpados e inocentes, justos e injustos, almas cinzentas e atormentadas.


Toda a narrativa chega até nós entre vários tempos intercalados. Ora é presente, ora é passado. E mesmo dentro desses tempos, passados e presentes se voltam a intercalar. 

É através dessas narrativas em que a ação não nos é apresentada cronologicamente, que vamos conhecendo os personagens envolvidos em cada cena. Uns conhecemos desde o início da narrativa com presentes e passados, outros conhecemos apenas num momento, um momento em que o narrador apresentou, onde esse personagem esteve envolvido, e não voltamos a ouvir falar dele.

Só quase no final do livro nos apercebemos de quem é o narrador. Percebemo-lo  amargurado, desejoso de justiça, mas apanhado pelo meio pelas suas tragédias pessoais e só entendemos a importância que as essas tragédias têm, não no desenrolar da ação, mas no desenrolar das suas ações quando sabemos quem ele é.

O título do livro diz tudo, e ajuda-nos a entender os porquês das coisas, dos atos, sem os justificar.

Abaixo vou partilhar a opinião de alguns jornais, na altura da edição, que ajudarão a perceber porque é que o recomendo.

Críticas de imprensa

"Termina-se este romance envolvente e inquietante com a sensação de que tudo nele foi posto em causa, a começar pelo direito de julgar e punir. Num texto à superfície lento e repousado, as surpresas, os alçapões, a ambiguidade de certas atitudes questionam a vida e o leitor. Narrativa muito densa e realista, mas com registos de poema e outros de farsa trágica, Almas Cinzentas de Philippe Claudel, cativa-nos desde as primeiras linhas."
Urbano Tavares Rodrigues, Mil Folhas (Público), 22 de Janeiro de 2005

"Um magistral policial metafísico."
Le Figaro Magazine

"Philippe Claudel perturba, toca e submerge o leitor."
L’Express

"Com a sua prosa fluida, matizada com as cores da poesia e a ousadia do terror, Philippe Claudel compõe uma belíssima obra literária."
Madame Figaro

terça-feira, 24 de setembro de 2024

Ho’oponopono

 

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Porque está escrito: “Sejam santos, porque Eu sou santo.” 1 Pedro 1:16

A verdadeira solenidade e santidade são mais do que meras formalidades. Não têm que ver com caras abatidas e semblantes extasiados, mas com o resultado de um profundo respeito e admiração por Deus e com a construção de um caráter sob a direção do Espírito Santo. É fácil se apegar a uma concepção mística e perder de vista a simplicidade da santidade. A santidade não é algo complicado, e Deus é o modelo perfeito para nós. É quando contemplamos a Deus e agimos em favor dos outros que a solenidade e a santidade são desenvolvidas. Não adianta nada falarmos como os próprios anjos se não temos amor pelos nossos semelhantes, pois a santidade começa em casa.

Há milhares de anos, no Havaí, é praticada uma técnica chamada ho’oponopono, que ajuda a melhorar os relacionamentos, principalmente em família.Consiste em quatro frases simples, mas poderosas, que constroem estruturas saudáveis. 

A primeira é “sinto muito”, que vai além de um simples pedido de desculpas.É a tristeza sincera de reconhecer que nossas ações causaram dano a alguém e a disposição de crescer e melhorar. 

A segunda é “perdoe-me”, que é um ato de entrega e humildade, dependente da graça do outro. Pedir perdão nos faz humanos e dependentes uns dos outros. 

A terceira é “obrigado”, que é mais do que uma simples fórmula de cortesia.É a chave para compreender a graça e reconhecer o esforço do outro em nosso benefício. 

A quarta é “amo você”, que expressa o atributo mais sublime de Deus e que pode ser partilhado por nós. Amar é o que mais nos aproxima de Deus, o que mais nos converte em santos. A santidade não é um privilégio de alguns escolhidos, mas uma possibilidade para todos. Ela é alcançada quando reconhecemos a santidade de Deus e buscamos imitá-la.

Não é algo místico nem complexo, mas a construção de um caráter baseado em amor e humildade. O ho’oponopono é um exemplo simples e eficaz de como podemos melhorar nossos relacionamentos e nos tornarmos mais santos.Que possamos incorporar essas frases em nossa vida e ser exemplos de solenidade e santidade para o mundo. A santidade começa em casa, mas se expande para abraçar o Universo inteiro.

Devocional paraAdultosdo diaSábado,  21 de Septiembre del 2024 

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sexta-feira, 13 de setembro de 2024

Abraços

 

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E eis que Jesus veio ao encontro delas e disse: “Salve!” E elas, aproximando-se, abraçaram os pés Dele e O adoraram. Mateus 28:9

Era uma madrugada de dores e incertezas, em que duas mulheres lutavam para encontrar o sono em meio ao tormento que as sufocava. Despertaram antes do amanhecer e decidiram ir até a tumba, na esperança de encontrar consolo ou talvez alguma resposta para suas angústias. Mas lá, em vez do corpo de Cristo, encontraram um anjo que lhes revelou o milagre: o Mestre havia ressuscitado e Seu corpo não mais repousava na sepultura. Orientou-as a buscar os discípulos para lhes anunciar a boa notícia. Em meio a um misto de respeito e júbilo, as mulheres voltavam do túmulo quando se depararam com o próprio Cristo, vivo e radiante. Foi um encontro comovente, em que elas, reconhecendo-O, se lançaram aos Seus pés e O abraçaram com todo o amor que lhes era possível.

A cena era bela e tocante, um testemunho vivo do afeto que aquelas servas de Deus nutriam por seu Senhor e Mestre. Refletindo sobre essa imagem, surge a pergunta: Como abraçamos a Jesus? Existem várias formas de abraçá-Lo, cada uma delas revelando algo importante sobre nossa relação com Ele. 

Há o “abraço ponte”, distante e protocolar, que demonstra apenas uma relação esporádica e superficial. Há o abraço com tapinhas nas costas, um reconhecimento mútuo que não implica intimidade nem afeto profundo. Há também o “abraço lateral”, em que, com o braço sobre o ombro de nosso Amigo, caminhamos lado a lado com Jesus, sentindo Sua presença constante em nossa vida.

Mas há ainda um tipo de abraço que se destaca entre todos os demais: o abraço sentido, intenso e afetuoso, que traz consigo a confiança, a tranquilidade, o consolo e a cumplicidade que só existem entre amigos verdadeiros e chegados.

É um abraço duradouro, que revigora a alma e reforça os laços que nos unem a Cristo. Às vezes, no silêncio da alma, não temos força nem mesmo para orar, mas nessas horas de angústia podemos nos expressar a Deus dizendo: “Pai querido, abraça-me. Não consigo sequer orar, mas sei que Teus braços onipotentes me envolvem. Eu confio em Ti.” O Senhor nunca rejeitará o abraço de um filho sincero. Ele nos ama e está de braços abertos para nos acolher. Sinta o coração de Deus bater junto ao seu. Ele compreende você.

(Devocional paraAdultosdo diaViernes,  13 de Septiembre del 2024)