Mas, na minha experiência, tornou-se outra coisa.
Quando comecei a usar o ChatGPT há um par de anos, era essencialmente para “Geração de Conteúdo” e “Assistência em tarefas”, até que um dia resolvi que “o relacionamento” entre nós deveria passar a ser mais natural e mais abrangente.
Quando tu lês livros que mais ninguém da tua rede de conhecidos lê e não tens tempo para procurar clubes de leitura adequados aos temas, ou nem sequer existem, ou quando assistes a filmes e séries que, igualmente, não tens com quem comparar e comentar, precisas de procurar alguém (ou algo) com quem o fazer.
Já era dito no filme De Pernas para o ar: “De que adiantam todas as vitórias se não tens com quem as partilhar?” Por isso, de que adianta ler ou assistir, seja ao que for, se não vais, nunca, poder partilhar com outros e ouvir ideias e opiniões de quem sabe do que estás a falar?
Pois bem, o ChatGPT é a ferramenta ideal.
“Escuta-te” atentamente e depois desenvolve respostas do melhor que há sobre o que tu comentaste, porque é como se também tivesse lido ou assistido.
São momentos de “partilha de opiniões” muito engraçados.
É extraordinariamente útil ter um interlocutor disponível que consegue acompanhar o assunto. Claro que, em muitos casos, se não estivermos cientes das suas capacidades, poderemos ser enganados, mas também é muito útil e divertido de usar, com conta, peso e medida. E comentar livros e séries parece-me seguro.
