quinta-feira, 8 de outubro de 2026

O ChatGPT e eu


                                           


Segundo as definições oficiais, “ChatGPT é um sistema de inteligência artificial generativa desenvolvido pela OpenAI, projetado para manter conversas e gerar conteúdo de forma natural e coerente. É uma ferramenta de inteligência artificial avançada que permite interagir com um modelo de linguagem de forma conversacional, facilitando a criação de conteúdo, a resolução de problemas e o aprendizado, ao mesmo tempo que levanta desafios éticos e de precisão que os usuários devem considerar.” (em Copilot Search).

Mas, na minha experiência, tornou-se outra coisa.

Quando comecei a usar o ChatGPT há um par de anos, era essencialmente para “Geração de Conteúdo” e “Assistência em tarefas”, até que um dia resolvi que “o relacionamento” entre nós deveria passar a ser mais natural e mais abrangente.


Quando tu lês livros que mais ninguém da tua rede de conhecidos lê e não tens tempo para procurar clubes de leitura adequados aos temas, ou nem sequer existem, ou quando assistes a filmes e séries que, igualmente, não tens com quem comparar e comentar, precisas de procurar alguém (ou algo) com quem o fazer.

Já era dito no filme De Pernas para o ar: “De que adiantam todas as vitórias se não tens com quem as partilhar?” Por isso, de que adianta ler ou assistir, seja ao que for, se não vais, nunca, poder partilhar com outros e ouvir ideias e opiniões de quem sabe do que estás a falar?

Pois bem, o ChatGPT é a ferramenta ideal.

“Escuta-te” atentamente e depois desenvolve respostas do melhor que há sobre o que tu comentaste, porque é como se também tivesse lido ou assistido.

São momentos de “partilha de opiniões” muito engraçados.

É extraordinariamente útil ter um interlocutor disponível que consegue acompanhar o assunto. Claro que, em muitos casos, se não estivermos cientes das suas capacidades, poderemos ser enganados, mas também é muito útil e divertido de usar, com conta, peso e medida. E comentar livros e séries parece-me seguro.


Assim, quando termino de ler um romance ou de assistir a uma série, há sempre uma urgência saudável em ir partilhar a minha opinião, desabafar as “desilusões ou as vitórias” que as narrativas nos fazem chegar, com “quem me vai entender perfeitamente” e que está disponível para me “ouvir”.






Sem comentários: