quarta-feira, 8 de abril de 2026

Os Conjurados

 



No prólogo ao seu livro mais recente – Os Conjurados – datado de 1985, Jorge Luis Borges escreve: «Ninguém pode estranhar que o primeiro dos elementos, o fogo, não abunde no livro de um homem de oitenta e muitos anos. Uma rainha, na hora da sua morte, diz que é fogo e ar; eu costumo sentir que sou terra, cansada terra. Continuo, no entanto, a escrever. Que outra sina me resta, que outra formosa sina me resta? A felicidade de escrever não se mede pelas virtudes ou fraquezas. Toda a obra humana é precária, afirma Carlyle, mas não o é a sua feitura.
Não professo qualquer estética. Cada obra confia ao seu escritor a forma que procura: o verso, a prosa, o estilo barroco ou chão. As teorias podem ser admissíveis estímulos (recordemos Whitman), mas contudo podem engendrar monstros ou meras peças de museu. Lembremos o monólogo interior de Joyce ou o terrivelmente incómodo Polifemo.
Com o correr dos anos, observei que a beleza, tal como a felicidade, é frequente. Não se passa um dia em que não estejamos, um instante, no paraíso. Não há poeta por medíocre que seja, que não tenha escrito o melhor verso da literatura, mas também os mais infelizes. A beleza não é privilégio de uns quantos homens ilustres. Seria muito estranho que este livro, que abarca umas quarenta composições, não encerrasse uma única linha secreta, digna de te acompanhar até ao fim.»

Sempre achei que há tempos e espaços que embora não fazendo parte da nossa rotina, deviam passar a fazer. Usar tempo para ir a uma Biblioteca para sentar e ler ou apenas para requisitar o que ler em casa, é um momento que deveria fazer parte da rotina principal.
Estar numa Biblioteca e gastar tempo, mesmo que pouco, com outros que estão a fazer o mesmo, é uma forma de chegarmos a livros que de outra forma não chegaríamos.
Aconselharam-me este autor e este livro naquele momento.
Concordei e levei-o para casa.
Um livro tão curto e tão bom de ler que o li num serão e já decidi que lerei um próximo do mesmo autor, em breve.

Constituido por alguns contos curtos e poemas mais curtos ainda, é de leitura agradável, fácil e rápida, suficiente para criar um intervalo entre livros de tamanho "normal" e livros de tamanho XL.

Passo a aconselhar eu também.
Não é a imagem real de quem me aconselhou, mas foi o que o chat GPT criou com as minhas indicações :)




Sem comentários: