quarta-feira, 23 de outubro de 2019

Ondas em Água Doce - Medo - Talvez Devas falar com Alguém

Há uns dias li uma publicação num blogue conhecido, na qual transcrevia uma pequena citação do livro  "Maybe You Should Talk to Someone", de  Lori Gottlieb.


Sinopse:
"Alguma vez imaginaram o que o vosso psicoterapeuta está realmente a pensar? Agora podem descobrir... um livro divertido, embora provocador e supreendente, leva-nos aos bastidores da vida de uma psicoterapeuta.
Apresento-vos Lori Gottlieb uma terapeuta perspicaz e compassiva, cujos pacientes apresentam todos os tipos de problemas. Existem os recém papás, que lutam com a sua nova situação, a senhora de mais idade que acha que não tem nenhuma razão para viver, o jovem auto-destrutivo e alcoólico, e o doente terminal de 35 anos recém casado. E também existe John, um produtor de televisão narcisista, que francamente parece ser um pouco idiota.
Ao longo de um ano, todos fazem progressos. Mas Gottlieb não é apenas uma terapeuta, ela é também uma paciente que está numa jornada individual própria.
Intercaladas com histórias dos seus pacientes, estão as suas próprias sessões de terapia, enquanto Gottlieb segue em busca das raízes escondidas de um devastador e transformador evento.
Pessoal, revelador, divertido e sábio, Maybe You Should to Someone (Talvez Devas Falar com Alguém) abre uma rara janela num mundo que normalmente está rodeado por secretismo, oferecendo uma esclarecedora viagem por um processo produndamente privado."

Deve ser uma leitura bastante interessante e que nos fará pensar, mas para já não me parece que esteja disponivel em português. Em inglês poderá ser uma boa alternativa, para quem tenha facilidade em ler.

E isto tudo porquê?
Para propor a leitura deste livro e comentar o trecho que foi escolhido pela autora desse blogue que falava do medo. Ou melhor dos medos que nos assolam. Alguns objetivos, avassaladores, outros mais leves mas que nos ocupam a mente. E o pior nestes medos, é a nossa dificuldade em assumi-los, para nós próprios.

Esta dificuldade prende-se com mais medos. Medo de sermos chamados obsessivos, pessimistas, covardes, incapazes... e outros adjetivos que não vale a pena acrescentar.

Uma vez que tenho andado a partilhar uma série de reflexões sobre vários temas e o ultimo foi "Porque existe o sofrimento?", achei que caía na hora certa comentar este livro, mais exatamente esse ponto que fala do medo, que não deixa de ser uma espécie de sofrimento quando o próprio sofrimento ou a possibilidade de ele nos alcançar, nos mete medo.

E para terminar esta conversa, transcrevo o meu comentário a essa publicação:

Sentir medo faz parte de nós, humanos, somos falhos. Queremos e até podemos achar que sim, mas não controlamos a coisa. Sózinhos não.. Mas não podemos deixar que o medo nos páre. O medo pode surgir, mas nós, podemos ultrapassá-lo, passar de volta, saltar por cima... avançar. Só temos que (confessar o nosso medo a Quem entenda exatamente o que sentimos) estender a mão a Quem a pode segurar e deixá-Lo guiar-nos. É fácil? Não será, se não O conhecermos. Até parecerá de loucos confiar em Alguém que não se vê, mas a fé é assim... a certeza do que se espera e a prova do que não se vê. E confiantes, em qualquer circunstância, no Deus que muitos ignoram, não deixaremos de ter medo, mas não deixaremos que o medo nos vença!

E para conclusão, não posso deixar de partilhar um trecho de um livro, já que iniciei com um livro que diz:
"... (é um risco) demorarmo-nos sobre as nossas próprias faltas e fraquezas... não devemos fazer do eu o centro e condescender com a ansiedade e o temor... Tudo isto desvia a alma da Fonte da nossa força. Entrega a guarda da tua alma a Deus, e confia n'Ele. Fala e pensa em Jesus. Deixa o eu perder-se n'Ele. Afasta toda a dúvida; desvia os teus temores... Descansa em Deus, Ele é apto para guardar aquilo que Lhe confiaste. Se te abandonares nas Suas mãos, Ele te levará a seres mais do que vencedor por Aquele que te amou." (O Caminho para a Esperança)

Mesmo os que não creem em Deus, não são religiosos ou espirituais, gostariam de ter esta ação nas suas vidas. Este, descansar... e ser vitorioso.

Paradigmas: Porque existe o sofrimento?



NovoTempoPortugal
22/10/2019

Quando passamos por momentos de sofrimento e de angústia, tendemos a recorer a Deus ou a revoltar-nos contra Ele?

É possível conciliar a fé num Deus de amor e Todo-Poderoso com o mal e injustiça que vemos no mundo?

Na párabola conhecida do trigo e do joio, Jesus contava, a propósito de um incidente num campo, onde supostamemte só tinham plantado bom trigo: E os servos do pai de familia, indo ter com ele, disseram-lhe; Senhor, não semeaste tu, no teu campo, boa semente? Porque tem então joio? E ele lhes disse: Um inimigo é quem fez isso. (Mateus 13:28). Quão real, nos parece a explicação que a Bíblia dá, de que o mal tem origem num "inimigo", nosso e de Deus?

Paradigmas: Qual a credibilidade da Bíblia?




NovoTempoPortugal
21/10/2019

Que beneficios pessoas podem trazer às nossas vidas a leitura e estudo da Bíblia?
Se existem outros livros ou escritos considerados sagrados, o que distingue a Bíblia como obra inspirada por Deus?
No relato da Sua tentação, lemos a seguinte afirmação de Jesus: "Está escrito, nem só de pão viverá o homem, mas de toda a plavra que procede da boca de Deus" (Mateus 4:4).

A Bíblia é o livro que melhor apresenta e explica os exemplos de vida e valores e pode mudar o rumo da nossa.

segunda-feira, 21 de outubro de 2019

Paradigmas: Deus existe?


NovoTempoPortugal
20/10/2019

"Qual é a justificação para um numero cada vez maior de pessoas se afirmarem descrentes em Deus?
Embora atualmente sejam apenas 7% da população mudial, está a aumentar.
Será necessária mais fé para se acreditar na existência de um Deus criador de todas as coisas, ou que o Universo é fruto de um "feliz" acaso?
Lemos na Bíblia "Porque toda casa é edificada por alguém, mas o que edificiou todas as coisas é Deus" (Hebreus 3:4). O que aprendemos sobre o Criador, ao observarmos  a nossa "casa", ou seja, o Planeta e o Universo em que vivemos?"

A complexidade e organizada e constante operacionalidade deste mundo e do homem, não se podem justificar por um simples acaso. Um planeamento sábio foi necessário, para que as leis (da fisica e da matemática) ou os processos que se repetem constantememte e de forma estável, existam.

É mais sábio crer no acaso ou em um Deus Ser Supremo e Criador?

Há respostas neste vídeo.

Paradigmas: O que é a verdade?


NovoTempoPortugal - dia 19/10/2019

"No Séc.XXI falar em verdades absolutas é facilmente rotulado como uma ideia retrógrada, e por vezes, até preconceituosa. Fará ainda sentido crer numa verdade objetiva, ou cada pessoas deve definir o que é verdade para si?
O humanista e ateu John Dewey (1859-1952) declarou: "Nao há espaço para a lei fixa e naturak ou para absolutos morais." A acreditar que não existem absolutos morais, de onde vem o sentido moral que temos como seres humanos? Como pode alguém afirmar que uma coisa está certa ou errada, se não há um padrão definido?
Jesus disse: Conhecereis a verdade e a verdade vois libertará" (João 8:32). Como é que se pode entender que há uma verdade que nos liberta num tempo em que a "verdade" de cada pessoa é tão valorizada?"

Se tiverem curiosidade em saber as respostas a estas perguntas, é só assistir.

sexta-feira, 18 de outubro de 2019

Desafio de escrita dos pássaros #6




Desafio:

Escreve uma história romântica baseada no clássico "O Amor, uma cabana… e um frigorífico"


 Mariana abriu a porta de casa. Era a primeira vez que entrava em casa e a encontrava vazia. Há muitos meses que a rotina era a mesma, mas nesta tarde, não seria.
Ficou parada, sobre o tapete, como se esperasse ver alguém aparecer das três divisões que abriam para aquela entrada. Quando se capacitou que ninguém apareceria, entrou e fechou a porta devagar, em silêncio, para que a sua entrada fosse o mais silenciosa possível. Como se fosse necessário todo o cuidado, não fosse o ruído estragar o momento. Queira entrar, como se não entrasse. Sem acender a luz, largou a mochila em cima do sofá e ficou, mais uma vez parada, à espera.
Durante as últimas semanas, desejara como louca, um dia chegar a casa e ter a casa só para ela. Em silêncio, vazia de gente e sem ter de ouvir falar, sem ter de ir para a cozinha fazer qualquer coisa para comer, porque Duarte trabalhava em casa, mas sempre esperava que ela chegasse para comer, chegasse ela a que horas chegasse. E agora, ali estava com o desejo realizado.
Respirou fundo e foi para a cozinha. Hoje sentia fome. Não comera nada o dia todo, ansiosa com a aproximação daquela hora em que chegaria a casa e ninguém lá estaria para a receber. E agora a fome dava sinal.
Tirou uma peça de fruta do frigorifico vermelho que era um grito na cozinha toda em tons pastel e fechou a porta, acompanhando-a, num gesto dançado. Mordeu a maçã, abriu a porta e saiu para o quintal, o imenso quintal que ninguém imaginava, vindo da frente da casa.
Mordeu a maçã, e rodou para ficar de frente para a casa. Na realidade era uma cabana, uma cabana de quatro divisões incluindo a casa-de-banho e a cozinha. Uma cabana, escolhida por dois, no meio do nada, para dar largas a um amor que poderia durar, não fosse a ideia de Mariana comprar aquele maldito frigorifico vermelho, que tanto exasperou Duarte, mais virado para as coisas pastel, mornas, insonsas…
Mariana deu nova dentada na maçã e sorriu, com os olhos postos no frigorifico que estava de frente para a porta. Afinal, mesmo com uma cabana, no meio do paraíso, nem todo o amor resistia a um frigorifico daqueles.

segunda-feira, 14 de outubro de 2019

Barbante

Para descansar um pouquinho das publicações de textos (que estou a gostar muito), vamos falar de barbante, mais exatamente, de um trabalho que fiz em barbante.

A primeira vez que ouvi falar do dito material, andava na fase do trapilho e como não fazia a mínima ideia onde ir encontrar barbante deixei-me andar, a ver trabalhos por essa internet fora. O que mais se vê, devido à carateristica grosseira do fio e peso, são tapetes.
Tapetes com ar de "naperons", mas não deixam de ser tapetes. E tapetes para todas as divisões. Para algumas eu não concordo, mas não sou eu que mando na casa de cada um, por isso... avancemos...

Quando descobri barbante numa loja ao pé de mim, em todas as cores possiveis, comprei um rolo para testar e para opinar.

Em primeiro lugar, o trabalho rende. E rende mesmo , porque vemos o trabalho a crescer em cada volta.
Pensei em fazer um tapete, mas com o caminhar da coisa, não me convenci e travei a meio do trabalho, para testar em outras utilizações.






Não uso "naperons" embora os haja muito bonitos e já os tenha usado, há uns anos atrás, mas agora prefiro as superficies livres, e uso apenas um corre-mesa, ou algo semelhante, na mesa da cozinha. Resolvi testar todas as possibilidades de utilização, face ao tamanho e à espessura da peça e registar para vos mostrar.
Como centro de mesa, como escorredor, como cobertura da máquina de lavar, e como base para quentes.





Gostei do assentar da coisa, pois como é pesado, não fica com os cantos levantados, no entanto:

Como centro de mesa faz-me lembrar um naperon grosso e não me parece. Talvez ainda teste outro tipo de "naperon" mais comprido e noutra cor. O grosseiro do material disfarçará a ideia.

Como escorredor não está mal, porque até absorve a água, mas precisava de ter um ponto mais fechado, para aproveitar completamente

Como cobertura da máquina, também vai muito bem. Substitui de uma forma mais adequada os panos de cozinha que uso para a cobrir e só precisa ser maior, para funcionar a 100%.

Como base para quentes, cumpre lindamente a sua função e irá continuar a ser usado.


Concluindo, serve muitos propósitos e pretendo repetir a façanha, para dois trabalhos, mas em outra cor: cobertura de máquina e corre mesa. E com as sobras poderei fazer mais bases para quentes.

Se tiverem pachorra para tanto, opinem. Digam se já trabalharam com este fio e qual a vossa opinião.






sexta-feira, 11 de outubro de 2019

Desafio de escrita dos pássaros #5




Não vejo porque razão deva haver um impasse no destino de Hitler. Reza a tradição que o purgatório, é o local, condição ou processo de purificação ou castigo temporário em que “almas” dos que morrem são preparadas para o céu.
Não me parece que Hitler seja merecedor desse interregno. Ele tomou a purificação da sociedade, nas suas mãos, com os horrores que já se conhecem e o seu resultado. Não há lugar para duvidar de qual será o seu destino, nem para lhe dar aplicar outro veredicto que não seja o inferno.
Mas, se o purgatório não existe, não há defesa ou acusação que dê a Hitler a sua sentença, que já recebeu em vida, pois é em vida que a purificação deve ser feita. É nesta vida, que devemos dar o nosso melhor para ir para o céu (vida eterna) e evitar o inferno (morte eterna).
A não existência de purgatório, equivale a que as almas vão diretamente para o céu ou para o inferno. E para irem para um desses lados quando morrem, deveriam existir depois do corpo morrer. E não existem.
Corpo e alma são uno. Um não existe sem o outro. O corpo morre se não tiver alma e a alma não existe sem corpo. Porque a alma é a vida desse corpo. É por isso que o homem se chama alma vivente.
Hitler, que é dele que trata este texto, enquanto alma vivente, fez o que pode para garantir o seu destino.  E o seu destino, não é ficar inconsciente e descansado na sepultura. Quando, for desperto e confrontado com tudo o que fez, coisa que quis evitar ao suicidar-se, entenderá o que angariou com as atrocidades que permitiu, tomará consciência da recompensa que irá receber e da não existência de uma segunda oportunidade para se purificar. Então, a sentença será posta em prática e a morte por onde fez tantos passarem, será o seu destino, em forma de um fogo que o destruirá, para sempre, do tamanho da sua maldade.
E afinal, existe um interregno na história de Hitler, onde ninguém o vai acusar ou defender, porque o seu veredicto já está decidido.
E o que deverá fazer-nos pensar, é que estamos todos na pele de Hitler, com a diferença de que nós, os vivos, ainda temos a oportunidade de ser ilibados.


terça-feira, 8 de outubro de 2019

Desafio de escrita dos pássaros #4




A palavra soou como um estrondo embora tenha sido dita em voz baixa.
Ecoou na sala. Um eco de resposta demorada que só se fez sentir quando todos se calaram e o silencio invadiu a sala. Não sei se foi o eco da palavra, ou o silêncio que ela provocou que fizeram mais ruido.
Como os líquidos escorrem pelas paredes quando se atira uma garrafa contra elas, era assim que o eco escorria pelo silêncio. Como se fosse sujo, mas não era, como se cheirasse a álcool, mas não cheirava, como se fizesse lembrar qualquer coisa infame, mas não lembrava, como se fosse deixar uma marca, um rasto por onde passava. E deixou.
Quem ouviu, deixou a palavra escorrer, para melhor tomar consciência do que fora dito.
Quando o eco deixou de se ouvir, o silencio manteve-se e todos os rostos se voltaram, uns para os outros. Ironicamente, não se atreviam a olhar para a pessoa que dissera a palavra, como se assim não a tornassem real, palpável e ainda tivessem esperança que tivesse sido só impressão, uma má impressão. Preferiram olhar uns para os outros, incomodados e confusos.
Ao aperceber-se da ação que a palavra tomara, a sua autora repetiu a palavra, desta vez mais alto, para que não voltasse a haver nem dúvidas, e repetiu para que não houvesse tempo de a deixarem escorrer pela parede, a tentar perceber onde ir encaixar aquela resposta.
Toda a vida, havia dito que sim. Sim às ordens, sim aos desafios, sim às perguntas, sim às opiniões dos outros, sim… sim… como se só os outros importassem.
Desta vez, experimentou o não. Beatriz disse não a uma coisa tão simples, tão básica, tão triste e sentiu-se completa, profunda, feliz.
E o que os outros pensavam disso, não lhe importava. Que arranjassem mais alguém para dizer sim, porque agora ela passaria a dizer não!

sexta-feira, 27 de setembro de 2019

Desafio de escrita dos pássaros #3



Melhor que relatar qualquer acontecimento recente, é rever um de há quase quarenta anos.

Estava no ensino Secundário, em Humanidades (Humanística na época) e tinha, nesse ano, duas disciplinas aos Sábados, lecionadas pelo mesmo professor, que se repetiam às Segundas-feiras. Como cristã, criada numa família Adventista do Sétimo, guardo o Sábado, como dia de adoração a Deus e tinha dispensa das aulas ao Sábado. Ninguém se incomodava ou me incomodava com isso, a não ser quando se marcavam os testes, normalmente dois por período escolar.

Lembro-me que normalmente fugíamos dos testes às Segundas-Feiras para podermos aproveitar o fim-de-semana para fazer o que durante a semana não tínhamos tempo para fazer e embora a maior parte da turma, não se importasse de os fazer nesse dia, por minha causa, havia duas colegas especialmente desagradadas com essa possibilidade, que cada vez que se marcava um teste, batiam o pé. Nessa altura, a democracia e a maioria, eram abafadas e deitadas por terra, com as reclamações delas. Ainda recordo a expressão do professor na minha direção e eu a encolher os ombros. Então ficou definido que um dos testes seria em dia de Sábado e o outro à Segunda-feira.

No fim do ano letivo, reunimos à porta da sala dos professores, esperando que o professor desse a nota acompanhada de uma das frases: tem de ir a exame ou dispensou de exame.
Metade da turma foi a exame e a outra metade dispensou. As minhas contrariadoras colegas ficaram na primeira metade e eu fiquei na segunda.

Eu sei que foi a ação do professor que assim o ditou, eu sei que se ele contabilizasse as minhas notas numa média de 6 testes eu nunca seria dispensada de exame. Ele limitou-se a fazer a média pelos três testes que eu fiz, considerando que se tive 13 ou 14 valores nesses, não iria de certeza ter menos de 10 se fizesse os outros.

Escolhi este acontecimento, não para exibir a minha vitória, que foi o que eu fiz nessa altura, perante toda a turma, mas para refletir que não foi vitória minha, foi ação de Deus que usou como instrumento, o meu professor. E nessa altura, eu não percebi, nem agradeci, estava por demais focada em mim e em me exibir perante os meus colegas, em especial perante duas delas.

quinta-feira, 26 de setembro de 2019

Cozinha de cara lavada #2

Por causa da mensagem anterior, lembrei-me que ainda não tinha atualizado a informação sobre a minha cozinha.

Já está pintada e só falta a decoração final, pois há coisas a substituir, umas delas dependentes de outras.

Para já mantive as coisas que tinha no topo do armário e voltei a colocar o varão sobre o lava loiça. Este varão dá jeito para o rolo do papel (para já) e antes também o usava para pendurar o escorredor dos talheres que agora está ao lado do escorredor da loiça. Devo avisar que normalmente tem loiça no escorredor, porque raramente a limpo e só a guardo depois de seca.


O armário do qual se vê uma ponta, ao fundo, está provisório, aguardando uma bancada naquele local. Daí não perdi tempo a pintar.


Virando para o outro lado, reparam que o canto não foi pintado. 
Isto porque, sou pessoa testar coisas novas, mas apesar disso, um pouco cética em relação a certos desafios. E não me parece muito seguro ou eficaz, pintar azulejos num canto onde está o fogão e onde as paredes aquecem com o funcionamento do mesmo.
A ideia é cobrir os azulejos com uma placa de qualquer material, em branco ou outra cor, que suporte as temperaturas elevadas que se registam por ali. Se tiverem ideias ou conhecimento de alguma solução, digam.




Pintámos até à canalização do gás, que depois não irá ser mexida e é aguardar, mais uns temps, enquanto se procura a melhor alternativa.


Neste momento, para variar que já estava cansada dos outros cortinados, coloquei uns coloridos. São para trocar brevemente, por uns neutros e depois disso, a decoração será então renovada: almofadas das cadeiras, tapete (sou daquelas que não consegue estar sem um tapete aos pés do lava loiça, em especial quando estou a lavar a loiça) e um ou outro objeto (alguns já trocados depois destas fotos).


A minha cozinha, não é uma cozinha moderna, até porque o prédio já tem quase 40 anos de construção e não me interessa nada mudá-la (por várias razões), como tal vou adaptando aqui e ali, a meu gosto e neste momento, já é mais fácil adaptar a decoração às paredes brancas.
Oportunamente, quando a coisa estiver finalmente terminada, tentarei publicar algumas fotos de vista geral.



Ondas em água doce - Sodoma e Gomorra

Podia ter escolhido outro título, mas não ia cair tão bem e já que levei um par de dias até decidir publicar este texto, achei que este título estava bem.

Desconfio que estou a chegar aquela idade em que as reações de algumas pessoas, a certas situações já me chocam. Ou se calhar, sempre chocaram, mas hoje apeteceu-me escrever sobre isso, porque me apeteceu escrever e pronto.

De vez em quando, dou uma espreitadela por alguns canais do youtube, para ver decoração de algumas casas (mais cozinhas na realidade) e tirar algumas ideias, e vou ouvindo o que as youtubers têm para dizer, pois é muito mais divertido ver as decorações comentadas.

Estava esta semana, a passar por um destes canais gerido por um casal jovem, quando ouvi a autora dizer que tinha convidado umas amigas para lanchar lá em casa e que tinha havido comentários de algumas seguidoras, perguntando se era seguro levar as amigas lá a casa, por causa do marido dela!

Ôi??!!

Sabemos que cada vez, a libertinagem sexual, e a falta de respeito pelos bens alheios está a tomar porporções assustadoras. As leis morais, mais que as leis civis, estão a ser desrespeitadas, porque o castigo não é tão imediato e em alguns casos nem existe. O "não adulterarás" e o "não cobiçarás" estão sendo descartados como coisa demodée, mas julgava que ainda não tinhamos chegado ao nível de Sodoma e Gomorra - eu olho, eu gosto, eu quero e eu vou ter!

Não foi a possibilidade do marido acabar por se interessar por uma das amigas da mulher, não foi a possibilidade inversa de uma das amigas se interessar pelo marido da outra, foram os comentários que refletiam que a possibilidade dessa situação acontecer, era uma coisa tão banal, tão normal que já se aceitava como fazendo parte do nosso dia a dia, tal como nos animais, ditos irracionais, em que um macho sente uma fêmea com cio e age! Fiz-me entender?

Não deve ser uma publicação de interesse, foi apenas um desabafo, mas teve que sair.

E para concluir, devo dizer que apesar de, este mundo, em todos os aspetos, não estar a caminhar para melhor, muito pelo contrário, espero que tenham sido apenas comentários de gente que não tem nada de jeito no interior da tola.


segunda-feira, 23 de setembro de 2019

Desafio de escrita dos pássaros #2

Começo muito bem, se ao segundo tema, já me atrasei na publicação. Mas avancemos.



Amor e um estalo.
Uma contradição logo para começar. E nesse sentido, que sentido dar a este texto? Um conto, onde essas duas palavras tomem ação, ou uma pequena dissertação sobre a contradição entre as duas? Como os contos, têm que ter alguma coisa que puxe por mim, para os escrever e aqui não vejo nada disso, opto por uma dissertação. Vamos lá, então.
Os dois não podem viver juntos. O amor não pode sofrer um estalo, seja em que sentido for e o estalo não tem lugar perto do amor. Senão vejamos.
A Bíblia diz (e para mim, a Bíblia é a única fonte da razão, da coerência e da verdade) no Primeiro livro aos Coríntios, no capitulo 13 que o amor é: paciente, é prestável, não é invejoso, não se envaidece, nem é orgulhoso, não tem maus modos, nem é egoísta, não se irrita, não pensa mal.
Analisada cada uma destas palavras, só posso concluir que se é amor, não há lugar para um estalo, se há um estalo é porque não é amor, mas sim qualquer um outro sentimento ou paixão menos nobre, mas igualmente avassaladora, porque o verdadeiro amor é avassalador. Transforma a nossa vida, faz-nos olhar os outros (ou o outro) com olhos de ver e coração de sentir o que eles (ou ele) sentem. E o que vemos e o que sentimos passa a ser nosso e passa a ser uma prioridade e um desejo de viver para os outros (ou o outro), e nesse desejo não há lugar para um estalo. E podemos considerar o estalo, tudo o que seja negativo, em relação a um sentimento tão positivo como é o amor.
E mais, não há espaço ocupado e sem espaço para mais, porque o amor abre espaço. O amor é um sentimento que quanto mais se partilha, mais aumenta. É por isso que no parágrafo anterior, falo em outros e outro, em eles e ele. Concluindo, amor é o nosso viver para além de nós e nesse viver, um estalo não pode ter lugar.

sexta-feira, 13 de setembro de 2019

Desafio de escrita dos pássaros #1


Problemas, só problemas


Não haveria título mais adequado para este primeiro desafio: problemas, só problemas. 
E agora, como é que eu vou descalçar esta bota? 
Meti-me nisto, convém que saia airosamente ou pelo menos que faça boa figura, quanto mais não seja no primeiro texto.
O maior problema dos problemas, é que têm vários significados, podem ser questões, charadas, perguntas, impasses, enigmas, distúrbios, doenças e falhas ou aborrecimentos e contrariedades e ainda, para ter mais o que escrever, a superficialidade dos problemas ou a sua profundidade dependem dos vários pontos de vista e do impacto que irão causar.
Somos animais de hábitos, e como tal, tudo o que altera o nosso ritmo normal, ou melhor o nosso hábito, vai tornar-se em um problema. E nessa altura, em vez de vermos o problema como uma mudança na nossa rotina que nos pode levar a buscar novos conhecimentos e atitudes para o resolver e o vermos como uma ponte, preferimos vê-lo como um muro que nos trava, mesmo que apenas por algum tempo, como se de repente nos surgisse uma incapacidade, que pode ser permanente ou temporária e nos transtorna o nosso ritmo “normal”.
Os problemas obrigam-nos a pensar e a por em ação o que aprendemos na vida; levam-nos a quem nos possa ajudar; levam-nos a procurar o porquê dos mesmos, ainda que em algumas alturas não os consigamos solucionar, pelo menos de imediato.
Mas quando os ultrapassamos, alguns até podem levar tempo, de certeza, aprendemos coisas novas e aprendemos novos hábitos. Descobrimos que somos mais do que éramos até ali e que afinal até conseguimos ser fortes, quando nos achamos fracos, que temos amigos quando nos víamos sós e que afinal há algo mais para além da nossa vida habitual e rotineira.
E o que fazer, quando nos surgem problemas? Agradecer, não porque nos surgiram problemas na vida, mas porque iremos ultrapassá-los e aprender com eles.
As provações fortalecem-nos e umas servem para resolver e enfrentar as outras. Porque, neste mundo, neste momento, embora o nosso desejo seja esse e até haja quem pense que sim, não vivemos no paraíso e os problemas podem surgir a cada passo. Mas os problemas (são) só problemas, e os problemas resolvem-se e se forem partilhados resolvem-se mais facilmente e não provocam tanto dano.

quarta-feira, 11 de setembro de 2019

Desafios

De vez em quando, entre afazeres e hobbys, gosto de mudar a temática das publicações. Se me visitam regularmente, já devem ter percebido isso.
E isto porque gosto de desafios e não posso virar costas a desafios quando estes têm a ver com ler ou escrever.

Por intermédio de um outro blog que sigo, esta tarde dei de caras com este desafio - Desafio da Escrita - neste BLOG AQUI e só se estivesse em coma, ou algum outro estado inconsciente não iria inscrever-me.
Para tal inscrição, precisei enviar um texto, inferior a 400 palavras a explicar o porquê da inscrição no desafio e como, pelo menos uma vez por semana - às 6ª feiras - irão ter o "gosto" de ler um texto, sobre o tema da semana, aqui vai o texto que enviei como candidatura.


Quando gostas de escrever e te aparece no colo, ou melhor no écran do computador a informação de que existe um desafio de escrita algures, só não vais à procura se estiveres de mãos atadas. Literalmente. E fui.

Afinal, quando decidiste criar um blogue foi com intenção de escrever qualquer coisa que interessasse, se não a outros, pelo menos a ti.
Mas depois, o blog teve outros fins e passaste a publicar artesanato. Aborrecida, resolveste criar outro só para falar de livros – a paixão que faz equipa com a de escrever, é a de ler o que outros escrevem. Mas não era suficiente e vai daí, em completa loucura, criaste um terceiro. Daqueles blogs que sem tema chave, servem para escrever tudo o que nos dá na gana ou pelo menos, o que nos vai na alma.
Mas, é o primeiro amor que é válido e forte e encerraram-se os dois blogs mais recentes e as publicações dos temas que apetecia, passaram a ser feitas no blog do coração, ou de estrelas.
Passou a publicar-se sobre artesanato, sobre livros, sobre outras coisas…  
Mas às vezes, por falta de tempo e pensando nisso, não percebo ainda porque me “meti” neste desafio, não havia publicações muito profundas e confesso que sinto falta disso. De ser profunda, ou pelo menos de escrever o que sinto em determinada altura, o que penso de determinado tema, o que espero de determinado acontecimento.
Gosto tanto de escrever (e de ler) que até a “obrigatoriedade” de responder a desafios, é um desafio saudável. Ainda me lembro, quando entrei para o Ensino Secundário em Humanidades e na primeira aula de Português, nos foram dados nomes de vários livros que deveríamos ler. Delirei de contentamento. Se há quem revire os olhos de aborrecimento, acho que os meus deram voltas de 360º de alegria! Não me incomodou nada, nem pensei que os livros poderiam ser uma seca, só pensei que me tinham mandado ler livros.
Por isso, voltei a sentir a mesma volta de 360º com esta oportunidade, agora na escrita.