terça-feira, 28 de maio de 2019

Bolsa para telemóvel


Não costumo usar telemóvel em bolsa, por norma.
Tem uma película para proteger o vidro do écran e uma capa traseira para evitar os risco e desgastes e mais nada, porque normalmente, nas malas levo-o numa das divisórias que lá existem e vai só ele, sem correr o risco de ser riscado ou partido por outros objetos. Porque mesmo com poucas divisórias, pelo menos uma bolsa algures, todas as malas têm.

Acontece que esta semana apeteceu-me andar com um saco de tecido que fiz há anos, muito básico, que não tem bolsa nenhuma e eis que o telemóvel ou vai na mão, ou vai no saco, a bater em tudo que o saco leva - e leva muito, garanto.


Então, resolvi por em prática a ideia de uma bolsa que surgiu quando fiz uma capa em EVA  estampada para a minha bíblia que estava a descascar.
Como não queria (ainda) substituir a capa, fiz uma em EVA, reversível.
 Cosi com pesponto de duas agulhas, como se fosse cabedal e por enquanto protege e é macia.


Nessa altura comecei a pensar que esta EVA era uma boa opção para fazer uma bolsa para telemóvel, daquelas em que a própria fita que fecha, é a que desde o interior faz deslizar o telemóvel.
Cortei uma tira para poder dobrar à medida do telemóvel e arredondei os cantos.

Pus a fita que entra por uma abertura no lado de trás. Aproveitei uma fita que tinha há algum tempo em casa, cor de vinho e com duas argolas na ponta. Acho que já foi um cinto de uma saia.



Uni as duas partes com ponto de crochet. E usei velcro para fechar.


O lado de trás de onde sai a fita que vai fechar, passando sobre as extremidades.


Colando na frente.


Não é nada de extraordinário, mas serve perfeitamente para o que se pretende
e é espesso e macio o suficiente para proteger o telemóvel do reboliço que são as malas/sacos.







quinta-feira, 18 de abril de 2019

Traveller's Notebook

Os TN (Midori TN, no original) como são conhecidos estes pequenos blocos de notas para viajantes, por serem versáteis, leves, práticos e quase descartáveis, são uma das das minhas paixões.
Ou seja, tudo o que são cadernos, blocos, livros, papeis, etc, etc são a minha paixão. Depois vou variando nos momentos e agora que estou em meio à decisão de escolher uma capa para mais um restauro, achei por bem, terminar uma tarefa que me tinham pedido há uns tempos e tinha ficado "encalhada".

Quando conheci estes blocos de notas, agendas, o que lhe queiram chamar preparei logo uns dois ou três de imediato. Fiquei com um para mim, ofereci os outros dois e embora tenha feito mais blocos interiores, nunca dei mais andamento a nenhum.

Há uns meses, fiz um na altura em que fiz os blocos de notas com folhas presas por elásticos de cabelo e recordada fiz um TN que ofereci a uma estudante universitária.
E agora resolvi fazer mais dois.

Os blocos interiores estavam preparados, foi só agrafar as folhas às capas dos blocos e cortar à medida.
Tinha pensado usar para a capa exterior, o mesmo material dos blocos de notas, mas correu-me um bocado mal fazer os furos necessários para passar os elásticos e desisti. 

Optei por espuma EVA. Também não é das melhores coisas por ser pouco resistente, mas sempre ficaram melhor.

Leva três peças de elástico. Uma maior para criar duas filas no interior da lombada que seguram os blocos, uma menor para unir dois dos blocos (que se pode evitar se for preparado de forma a ter três filas de elásticos na lombada) e uma terceira para fechar que sai de um furo a meio da lombada.



Um próximo que faça, será com três filas de elástico que vai necessitar de três furos nos topos da lombada e que tentarei reforçar com ilhoses, seja qual for o material com que faça a capa.

A versatilidade destes blocos consiste em que estando cada bloco cheio, pode retirar-se da capa e substituir-se por um novo em branco. E depois, se for um "planner addicted" pode sempre personalizar o seu TN. Embora os originais sejam em pele e em cores discretas e sóbrias, há de todos os materiais e de todas as cores, sem esquecer todos os acessórios que se podem acrescentar, a gosto de cada utilizador.







sexta-feira, 12 de abril de 2019

All you need is love



Ainda há quem duvide, mas a maior parte dos ódios que por aí se destilam, têm origem em pessoas amargas e que precisam de amor e como tal, implicam com os outros, porque os acham mais felizes e os "odeia" por isso.

Claro que há casos e casos, mas o exemplo deste vídeo é muito bonito.
Um "hater" que tinha por hábito, destilar veneno e ódio, nos blogues de uns e outros, foi confrontado com cem das pessoas a quem odiara, cada uma das quais trazia vestida uma t-shirt com a frase que lhe tinha sido dirigida.
Foi ideia da Coca-Cola, Buenos Aires e o final é magnifico.

quinta-feira, 14 de março de 2019

Os filhos são como pombos mensageiros...

... que o Senhor mandou do céu para nos falar do Seu amor



Para quebrar um pouco o ritmo das ultimas publicações, hoje apeteceu-me tombar para o sentimento e com um filho que fez 22 anos há dois meses e a filha que fará 30 dentro de dois dias, decidi partilhar esta musica lindíssima e abaixo traduzi a letra e adaptei à minha realidade.


Tenho duas desculpas em minha mente
Para marcar o meu dia
E a minha casa regressar.
São um par de mágicos anjos
Com pijamas e tropelias
Que sorriem a brincar.
Já se deram conta que sou débil
E com apenas um sorriso
vão tudo conseguir
Tornaram-se donos do meu coração
E alegram-me a existência
Só de neles pensar.
Entre escolas e tarefas
vão crescendo muito depressa
Ai, ai, ai
Gostaria de os travar.
Mas um dia sairão de casa
E entre as suas coisas levarão
um pedaço da minha vida que jamais regressará
Entretanto quero dar-lhes
tantas coisas.
Quero dar-lhes tanto amor tanta atenção
E ensinar-lhes cada dia sua importância, seu valor
Quero cuidar-lhes
do coração
São como um jardim na primavera,
que se veste cada dia
de beleza e esplendor,
São como pombos mensageiros
que o Senhor mandou do céu
para me falar do seu amor.
Entre escolas e tarefas
vão crescendo muito depressa
Ai, ai, ai
Gostaria de os travar.
Mas um dia sairão de casa
E entre as suas coisas levarão
um pedaço da minha vida que jamais regressará
Entretanto quero dar-lhes
tantas coisas.
Quero dar-lhes tanto amor tanta atenção
E ensinar-lhes cada dia sua importância, seu valor
Quero cuidar-lhes
do coração
Ai, ai, ai
Gostaria de os travar


quarta-feira, 13 de março de 2019

Restauro de livro #6

Surgiu mais um paciente a precisar de reforma.
Desta vez, a dona deu-ma para restaurar e para ficar.
Tenho uma pequena coleção de biblias, não tinha nenhuma restaurada por mim com capa de tecido.

Era assim

Ficou assim

O dono, na altura, na tentativa de manter a capa da bíblia inteira, resolveu forrar as extremidades com fita adesiva negra, até ao interior.

Desmontei a capa e na lombada eram visiveis residuos de cola de contato seca, usada para colar as capas de couro ou imitação de couro.
Com muita pena minha tive que abdicar das páginas iniciais, que estavam rascadas e manchadas, onde se apresentava uma pequena biografia de João Ferreira de Almeida - tradutor da bíblia para Português e uma reflexão sobre as razões para se ler a bíblia.
 Fiquei com a foto para a posteridade.




Sem capa, todas as folhas (mais ou menos) intactas, à exceção de manchas do tempo e sem uma única folha com orelhas (cantos dobrados).
Mantive as fitas de cabeceado originais e coloquei nova fita marcador, porque a que trazia era uma mistura de duas diferentes. Suponho que a original se partira e alguém acrescentou outra.
Reforcei a lombada colando gaze.


Já que era para mim, coloquei um papel de guarda à minha vontade, para combinar com a capa e aligeirar o conjunto.



Foi das primeiras edições a incluir uma Concordância Bíblica - um índice para determinadas palavras com os livros e capítulos/versículos da bíblia onde as encontrar.


Para terminar, informo que não é de capa rígida, mas não é tão mole como a anterior. 
Usei EVA estampada mais rija e cartão fino, para a capa, para conseguir um ponto intermédio.






quinta-feira, 28 de fevereiro de 2019

Restauro de livro #5

Alguma vez tinha que calhar, restaurar uma bíblia de capa mole.

Era assim

Ficou assim
Sem a etiqueta que foi apenas para a foto.

Esta bíblia era de capa mole e decidi que a ia manter mole. Além de tudo, quando me chegou às mãos parecia que era apenas a lombada descolada e os vincos entre capa e lombada que estavam a abrir.
Por tanto, seria colar a lombada, depois de reforçar.
Mas não foi. Quando descolei a contracapa, para forrar apenas a lombada, com uma tela que conjugaria de alguma maneira com a capa, dei conta que a própria capa estava em mau estado.
Ok. Fazer uma capa nova era o próximo passo, mas tinha que ser mole.
Testei, forrando a própria capa com película adesiva.
Ficou básico, horrível e muito pouco profissional.
Pus de lado e fiz novo teste.

Era menina para ter deixado esta capa que ficou muito gira, pois esta tela EVA estampada é mais resistente que a outra, mas não é resistente o suficiente e achei que mesmo com o papel guarda colado, ia ficar demasiado mole, pois a bíblia é bastante pesada. Para reforçar a tela EVA, iria ficar a ver-se o reforço e acabaria por ficar estranho. 
Não desisti da EVA, de todo, mas usei da mais fina, reforcei com cartão mais fino que o habitual, para ficar maleável e forrei com um tecido já conhecido.
Ficou maleável, e com a lombada redonda, tal como eu pretendia.



Acabei por manter as fitas de marcação originais, pois iria aproveitar a capa original o que não aconteceu e usei um papel guarda estampado da cor da fita das extremidades

E agora só me falta decidir se a deixo assim


Ou assim

Nota: Com o teste da tela EVA decidi que vou fazer uma capa reversível para a minha própria bíblia.
A minha bíblia de estudo, tem uma capa mole que está a desfazer-se na superfície, como se o material estivesse a descamar, mas gosto tanto dela (embora não seja das mais bonitas) que não tenho coragem de a tirar, nem quero fazer uma capa de tecido. Vou fazer uma da EVA e já está.





terça-feira, 26 de fevereiro de 2019

Restauro de livro #4

Afinal seguimos com os trabalhos de restauro de livros.
Desta vez, um livro de família que durava em casa dos meus pais há quase 60 anos.

Foi um prémio por alcançar determinado numero de vendas desse mesmo livro e com o uso foi-se deteriorando, até ficar assim, sem a capa e com a lombada descolada.


Ficou assim


Não tive como conseguir uma capa original (primeiro porque a original já não existia e segundo porque a atual é de edição estrangeira). Então, como programas de desenhos e fotos e tal, não são o meu forte dediquei-me as colagens e criei uma capa, com a imagem de uma das capas atuais que existem na net e outras adequadas que por lá encontrei. Medi, juntei e colei as imagens, unindo-as em papel transparente adesivo.

Desta vez, colado na devida altura e sem bolhas ou vincos desagradáveis.
Só me falhou um pouco à direita da capa, mas foi o que se conseguiu para manter a capa total.

A primeira página, onde consta a dedicatória estava rasgada na extremidade e refiz com fita adesiva para restauro.


Ainda pensei usar a lombada original, ou o que resta dela, mas acabava por não ter imagem suficiente, já que estava limitada ao tamanho da imagem da capa e esqueci-a.


Entre as três imagens escolhidas, acho que consegui um resultado final adequado, embora não ótimo.