quinta-feira, 28 de maio de 2020

Manta de retalhos ou quilt que é mais fino


Gosto. Gosto muito.
Use-se ou não. Seja antigo ou não.
E de vez em quando lá vai uma manta nova.
Conheci-as como manta de retalhos ou de trapos, mas com a internet a entrar-nos pela casa adentro, passei a conhecê-las como "patchwork" ou "quilts".

Um bom trabalho neste género, deve ter os seus retalhos bem combinados seja em cores ou materiais, e alguns são autênticas obras de arte.
Mas quando a ideia é destralhar, não podemos ser esquisitos e pegamos em tudo o que são retalhos que existem nas gavetas e vá de os unir da forma mais conveniente (que em alguns casos é de qualquer forma) e sai uma manta.
Não comparando com os que têm desenhos geométricos lindissimos, aviso que é mais trabalhoso unir pedacinho a pedacinho de tamanhos e feitios diferentes, do que começar do zero com pedaços cortados todos do mesmo tamanho e ir unindo e cortando, unindo e cortando até chegar ao resultado pretendido.

Ainda não está terminada, mas para que vejam a variedade de retalhos usados e para que não digam que não está nenhum trabalho na calha, aqui está.
Só parei de unir retalhos quando deixei de os ter na gaveta.





Tem cerca de 1,70 por 1,90.
Esteve alfinetada durante um par de meses e neste momento está pespontada à mão, com pontos básicos e largos à espera de acertar lados e da colocação da fita de debrum, que será produzida desde tecidos existentes.

Para o forro, usei um pedaço de tecido de lençol que acrescentei com retalhos maiores de alguns dos tecidos usados. Mas isso, só será partilhado na parte #2, quando partilhar o resultado final.

Dada a dimensão e uma vez que pretendi gastar excessos que havia em casa, não vou colocar enchimento, que teria de comprar.


quarta-feira, 27 de maio de 2020

Ondas em água doce - A Terra é plana?????

imagem retirada da internet https://pplware.sapo.pt


Aqui há uns meses, por mero acaso, esbarrei num canal youtube que falava da teoria que circula por aí de que a terra é plana  e a rebatia.
O que me chocou foi em pleno séc. XXI haver gente a acreditar nisso e ser necessário contrariar essa teoria. Numa época em que existem viagens transcontinentais de avião, viagens espaciais e o uso de satélites.

O que pensaria Fernão Magalhães deste nosso mundo se soubesse que 500 anos depois de ter feito a circum-navegação da terra em 1519, as pessoas defendessem a teoria de uma terra plana.

O modelo da Terra plana é uma concepção arcaica do formato da Terra como um plano ou um disco. Muitas culturas antigas concordavam sobre a cosmografia plana da Terra. A ideia de uma Terra esférica apareceu na filosofia grega com Pitágoras (séc.VI a.C.) e só cerca do ano 330 a.c. Aristóteles forneceu evidências para a forma esférica da Terra https://pt.wikipedia.org/wiki/Terra_plana.

A Terra plana é uma teoria arcaica dos antigos que se reinventa agora, no entanto precisamos saber de que "antigos" estamos a falar.

No livro de Job (Antigo Testamento da Bíblia) que se crê ter sido escrito por Moisés entre os anos 1580-1510 a.C. já se falava da Terra como uma esfera.

Job 26: 7-10
Ele estende o norte sobre o vazio e faz pairar a terra sobre o nada.
Prende as águas em densas nuvens, e as nuvens não se rasgam debaixo delas.
Encobre a face do seu trono e sobre ele estende a sua nuvem.
Traçou uma esfera (no original hebraico) à superfície das águas, até aos confins da luz e das trevas.

O profeta Isaías que viveu cerca de 750 anos a.C. escreveu outro livro da Bíblia do Antigo Testamento)
Isaías 40:22
Ele é o que está assentado sobre o globo da terra, cujos moradores são como gafanhotos; é ele quem estende os céus como cortina e os desenrola como tenda para neles habitar;


E existe lá coisa mai'linda que o nosso globo?


Podem ler mais sobre o assunto AQUI




terça-feira, 19 de maio de 2020

Ondas em água doce - Lobos com pele de cordeiro

Vi ontem no telejornal, mais exatamente no "Poligrafo" e quero dizer coisas sobre a frase supostamemte dita por Saramago mas que a Fundação Saramago já informou que não era de sua autoria.


O que interessa aqui para a publicação não é quem disse mas o que foi dito.
Eu li isto e quase de imediato lembrei-me das histórias da "carochinha" que nos contavam que o lobo mau se vestiu com pele de cordeiro para passar despercebido no meio do rebanho e comer as ovelhas.

No entanto, também é importante lembrar outra frase, esta de João, Apóstolo, escrita pelo ano 90 d.c. enquanto estava exilado na ilha de Patmos.



Quando os poderes pretendem que os povos lhes obedeçam, apresentam-se com aspeto de cordeiro e embora a conversa seja doce, as intenções não são. 
Falando sobre temas importantes e queridos das gentes, pretendendo salvaguardar o bem estar geral, implantam medidas contrárias à liberdade tão apregoada na constituição e que são obedecidas.

Vimos uma pequena mostra disso agora mesmo com a situação do Covid-19. Para salvaguardar a saúde pública, foram impostas medidas contrárias à constituição, mas que foram aceites. 
Desta vez o fundamento tinha fundamento
mas mostrou-nos que as multidões por muito que reclamem, aceitam de bom grado qualquer exigência que os poderes imponham, se for apresentado como justificação o bem estar geral, a saúde pública, o bem estar particular das famílias ou a preservação do clima.

Devemos ficar preocupados? Devemos!
Lembremo-nos que Apocalipse é um livro bíblico profético e as profecias cumprem-se.




Arrumação em modo de confinamento

Após tanto tempo longe, resolvi que poderia retomar a vida de "blogger" com informação sobre arrumação em modo confinamento.
Não arrumação de casa em período de confinamento, mas arrumação de agendas, blocos de notas e afins, confinando-os em bolsas.

Estive de facto algum tempo em teletrabalho, o que é uma canseira, pois as horas de trabalho não têm fim e em casa há sempre tudo e mais alguma coisa para fazer. Largas o teletrabalho e na mesma hora tens a casa para arrumar. Ainda estás a arrumar e lembras-te de alguma coisa e voltas ao computador para trabalhar... de loucos!

Mas esta arrumação que me traz aqui não é doméstica, porque confesso, pouco fiz mais do que habitualmente se faz em casa. Houve quem tivesse aproveitado para fazer as limpezas de primavera e verão e eu não fiz nada disso.

Conforme já tenho dito por aqui tenho uma especial predileção por tudo o que sejam agendas, cadernos, blocos de notas, lápis e canetas. Na altura em que eu andava na escola a escolha não era muita e agora compenso.

Tenho sempre uma agenda ou duas a uso, mesmo que o uso não seja contínuo e um ou dois blocos de notas, para tomar notas, claro. De ideias, de frases que gostei ou de temas em estudo.
Andavam espalhados entre a mesinha de cabeceira, mesa da sala e secretária (numa espécie de escritório que tenho, daquelas divisões que servem para tudo e gostamos de ser finos e chamar de escritório ou atelier) e por vezes, exatamente quando os queria, estavam fora de mão. 
Então, depois de ver tanto video com ideias, resolvi que o mais acertado era confiná-los a um espaço único, neste caso dois e meti-os em bolsas. 
Estão assim, sempre arrumados, deixam os locais onde estavam arrumados e podem em qualquer altura ser deslocados ou guardados num roupeiro. E melhor, não precisamos de decidir qual vamos usar, agarramos e levamos todos, depois logo se vê.

Esta é a tralha composta por agendas, blocos de notas, cadernos para colorir, cadernos de folhas brancas para criar (não sei o quê), estojo com post its, autocolantes e fitas, estojo de esferográficas, láspis e canetas, canetas de bico de feltro diversas e lápis de cor.






Preparei duas bolsas. Uma delas foi prenda de aniversário há uns anos, do marido que sabe da minha queda por artigos escolares e a outra "prenda" da ucal (acho) quando comprei alguns packs de leite com chocolate.

Ainda tentei que coubesse tudo numa só, mas os estojos não iriam caber.
Então dividi por temas.

Na pasta escolar ficaram as agendas e blocos de notas e estojo de escrita.
E na pasta adaptada tudo o que se referia à outra "arte". Bloco de folhas de desenho, livro para colorir, canetas e lápis de cor.




Só para terminar, gostava de deixar uma ou duas fotos das bolsas que me inspiraram a confinar tudo de forma a que o material ficasse sempre arrumado e à mão.



Ao conjunto da tralha, falta, porque não tenho nenhuna foto da minha última aquisição em agendas, um faith planner de discos da Craftelier.
Essa está sempre na minha mesinha de cabeceira. Just in case...




É isto, embora esta não seja a minha (roubei da net) e a minha não tem discos multicolor, são todos em rosa transparente. Mas o resto é igual.
Não nos faltam justificações para não gostar de agendas, com tantas lindezas por aí.





quarta-feira, 26 de fevereiro de 2020

Jesus hoje

Com tantos filmes, séries e documentários sobre a vida de Cristo, decidi que deveria partilhar esta mensagem.

Como seria Jesus, se viesse hoje, em pleno século XXI a este mundo?

****
Fico pensando, numa situação apenas imaginária, como seria Sua passagem por nosso mundo, se Jesus Cristo viesse aqui, pela primeira vez, nos nossos dias.

Nasceria numa favela, na periferia de uma grande cidade, debaixo de uma ponte como morador de rua? Morreria morte de cruz, ou seria decapitado, fuzilado, eletrocutado, queimado vivo? Como seria Seu visual, usaria túnicas e sandálias ou, dessa vez, vestiria calça jeans, camiseta e tênis? Terno e gravata? Será?

Seria afinado com PTistas ou PSDBistas? Democratas ou Republicanos? Blancos ou Colorados? Trabalhistas ou Conservadores? Comunistas ou Capitalistas? Seria de esquerda ou de direita? Islâmico ou judeu?

Será que Se envolveria com governantes e autoridades ou, mais uma vez, manteria distância deles e se concentraria em atender o indivíduo comum em suas necessidades básicas e carências espirituais? O “o meu reino não é deste mundo” e o “dai a César o que é de César e a Deus o que é de Deus” continuariam fazendo parte do Seu discurso?

Escorraçaria os comerciantes da fé, da mesma forma como o fez com os vendilhões do templo? Diria a teólogos e doutores da lei o mesmo que disse a Nicodemos? Participaria de debates doutrinários acirrados e intermináveis, ou Sua doutrina continuaria a ser baseada nos conceitos de relacionamento e vida eterna do Sermão do Monte? Desta vez frequentaria mega-templos das mais diversas instituições religiosas ou novamente faria nas ruas, praças e ao ar livre as Suas pregações? Usaria para isso a Internet?

Acolheria gays, lésbicas, travestis e transexuais da mesma maneira que fez com prostitutas e adúlteras? Curaria aidéticos como curou leprosos? Salvaria corruptos e roubadores do povo como salvou Zaqueu e Mateus? Seria mais inclusivo ou exclusivo?

É verdade que a complexidade da vida humana hoje não guarda qualquer similaridade com a da vida no tempo de Jesus. O mundo e sua população atual de mais de 7 bilhões de pessoas tornam qualquer comparação inútil e impossível. Por isso, não vou me estender em outras questões, não conseguiríamos responde-las com precisão, mas, eu penso que há pelo menos três particularidades da vida de Jesus que estariam presentes como da vez primeira, e isso é que é o importante.

Seu contato e relacionamento com Deus, para seguir as estritas orientações do Seu Pai, seriam os mesmos. 
Seu amor incondicional, sem limites, restaurador e transformador seria o mesmo, que aceita o homem em qualquer condição, mas, não o deixa assim. 
E a condenação severa ao reino, às obras e aos representantes das trevas, onde quer que Ele os identificasse, também seria a mesma.

Felizmente, Jesus já veio, no tempo certo, determinado pelo Céu. E não apenas pagou a grande dívida do homem em função do pecado, mas, ato contínuo, nos estendeu os benefícios de Seu perdão e graça. Seus princípios de fidelidade, liberdade e amor sem limites, continuam os mesmos. Continuamos sendo salvos unicamente por Sua graça e não por qualquer coisa de bom que tenhamos, sejamos ou façamos. Amém por isso. Não fosse assim, não teríamos chance alguma.
****

Créditos:
Publicada a 25 de Fevereiro - MegaphoneAdv que por sua vez usou a publicação do dia 9 de Março de 2016 - Instantaneos do Reino


Concluindo gostaria de partilhar uma frase do célebre monge reformista Martinho Lutero: "Olho para mim e não vejo como posso salvar-me. Olho para Cristo e não vejo como posso perder-me."


quinta-feira, 23 de janeiro de 2020

Dia da Escrita à mão

Hoje comemora-se o Dia da Escrita à Mão.
Vi num blogue que sigo e tive que ir ver o que se dizia por aí, sobre a data comemorativa desta invenção que tem mais de 3500 anos.
Parece que este dia teve origem nos Estados Unidos. Com a proliferação das tecnologias e o seu uso em todo o local, deixou de se escrever à mão e "tornou-se" necessário criar um dia para a sua comemoração. Quem não tem saudades de uma boa carta ou de um simples postal manuscrito?
Neste dia é sugerido que se larguem os teclados e se escreva qualquer coisa, com um lápis ou uma caneta, em papel. Depois, usar as tecnologias para digitalizar e partilhar a escrita, por esse mundo fora.
Claro que aderi!
Devo dizer que levei anos até me habituar a escrever tudo em computador. Comecei muito jovem a ter gosto pela escrita e sempre escrevi. Contos, simples frases e quaisquer notas, em blocos, cadernos e até folhas soltas. Quando o computador se tornou a minha ferramenta de trabalho diário, fora e dentro de casa, decidi que os contos passariam a ser escritos no computador e levei bastante tempo para o fazer. Era como se faltasse alguma coisa no que escrevia...
Atualmente já o faço sem recriminações, até porque é muito mais rápido, mas mantenho cadernos a uso, quase diariamente para apontamentos, ideias, etc.
Gostava de partilhar a minha experiência mais divertida com a escrita à mão versus teclado de computador.
Um dia, há relativamente pouco tempo, estava a escrever um resumo de qualquer coisa que já não me recordo, em casa, num caderno e a dada altura, ao reler o que tinha escrito, decidi que um dos paragrafos faria mais sentido no final do resumo. Automaticamente marquei o parágrafo em questão e com a caneta fiz um circulo a toda a sua volta e virei a folha... só dei conta do que ia fazer quando posei o bico da caneta na folha em branco. Afinal copy+paste não resulta em escrita à mão. Acho que nunca ri tanto sozinha!
Para finalizar e abrilhantar esta comemoração, deixo o meu contributo:




D.O.C. ou em português D.O.L. - Destralhar, Organizar e Limpar

D.O.C - declutter, organize and clean
D.O.L. - destralhar, organizar e limpar

Independentemente das siglas e da tradução, o ideal aqui é começar mesmo pelo Destralhar.

Não há situação mais inimiga da organização e da limpeza, que a tralha. O excesso que por muitos esforços que façamos, acaba por dificultar a organização e a limpeza que se torna mais trabalhosa.

Graças à internet e aos blogues e vlogues que nos são dados de bandeja, vemos que há alturas do ano em que o destralhar é rei. Inicia-se o novo ano e o pessoal quer mudar! Se não de vida, pelo menos de estado (na parte doméstica, claro está).

Como tal, inspirada por algumas dessas internautas que "sigo", decidi que também eu vou destralhar. Não tornar-me minimalistas, porque há coisas de que não abro mão - não me fazem falta bem vistas as coisas, mas gosto de ter.

Comecei pela gaveta dos talheres.

O tabuleiro de talheres que tenho, desde sempre, tem o tamanho ideal para a gaveta. Já procurei outros, mas mais largos não cabem e mais altos não há.
Como tal, durante anos lutei com a desarrumação desta gaveta, a tal ponto que já me imaginava a fabricar um tabuleiro, numa de DIY (do it yourself) mais conhecido por aqui como mãos-à-obra.

Pondo o destralhar em ação e aproveitando ideias do minimalizar, decidi que ia manter apenas 6 unidades de cada tipo de talher - já que somos 4, de vez em quando temos mais uma ou duas pessoas a comer connosco, mas os dias de grandes jantaradas já lá vão.
Guardei os excessos numa caixa, que irá algures para um canto da despensa e a gaveta ficou assim.


Esqueci-me de tirar foto ao antes, mas é facil imaginar este tabuleiro com um faqueiro de 12 unidades a multiplicar pelas variedades: colher sopa, garfo e faca carne, garfo e faca peixe, colher, garfo e faca de sobremesa, colheres de chá, colheres de café, no seu pequeno espaço, sem contar com as colheres de servir que também já lá estiveram.


Mereceu o 1º lugar na minha decisão D.O.L.

Acho que o próximo D.O.L. vai ser ao armário por baixo do lava-louças onde guardo tudo o que são panelas, tachos, bandejas e tabuleiros de forno.



quinta-feira, 9 de janeiro de 2020

A boca fala do que o coração está cheio

Não é o tema mais bonito para iniciar as publicações deste ano e se calhar para algumas pessoas vai parecer-lhes excesso de virtude ou querer parecer virtuosa, mas li em outro blogue - já disse aqui, algures, que por vezes as minhas publicações aparecem por ler sobre o assunto em outro lugar -  e não posso deixar de partilhar o assunto e a minha opinião, sobre palavrões.

Este é o caso.
Fui educada de forma a não se dizer palavrões. Não se diziam em casa, como tal, não se deveriam dizer na rua, na escola ou no trabalho.

Sempre tive colegas de escola que tal como eu não diziam palavrões, de forma que a obediência às regras dadas não esbarrou com nada. Quase no final dos anos de escola, apanhei uma colega que dizia palavrões. Não era sempre, mas de vez em quando lá saía um. Como não era colega do meu grupo, pois era mais velha que nós, não me afetava, mas tenho a plena noção de que não gostava de ouvir.

Quando comecei a trabalhar, com 23 anos, sofri o maior choque da minha vida. Os meus colegas de trabalho, nos momentos de laser, primavam em desfilar todos os palavrões que se conhecem numa só conversa.

Eduquei os meus filhos da mesma forma, embora saiba que as influências externas na maior parte das vezes conseguem ser mais fortes que as internas, em especial quando eles começam a achar que sabem mais que nós. Em casa não se dizem palavrões e espero sinceramente que na rua, eles também não os digam.

Concluindo, não há momentos ideais para usar palavrões. Não se devem usar e ponto final.
Seja em conversas entre amigos, em publicações em blogues - já que isto é um blogue - ainda que informais e de divertimento não vão ser mais interessantes, só porque têm palavrões pelo meio.
Há tantas palavras que podem ser usadas e que conseguirão um resultado muito melhor, se bem usadas!!

Gostaria de partilhar um video sobre o assunto. Leva quase 10mns a assistir, mas é muito bom. Não se deixem influenciar pelo título, pois é muito mais abrangente.



segunda-feira, 30 de dezembro de 2019

Liberdade (ou libertinagem) de expressão?


Com este título, pretendo, numa publicação curta, opinar sobre o ataque ao grupo Porta dos Fundos, que apresentou um filme em que Jesus Cristo era gay.

Em primeiro lugar, quero dizer que não aceito a ação do grupo Porta dos Fundos. Não posso apoiar tal afronta, blasfémia. É uma grosseira falta de respeito. A liberdade de expressão perde o seu poder e os seus direitos com este tipo de ações. Liberdade é poder ser liver para fazer ou dizer o que se deve e não para fazer ou dizer o que se quer. Aceitando ou não as ideias e crenças de cada um, a liberdade de expressão não dá a ninguém, o direito de blasfemar, de ofender ou de achincalhar os outros e as suas crenças. Neste caso, podemos adaptar o chavão: a liberdade de expressão termina onde começa a liberdade religiosa.

Mas...

E agora, o motivo que me levou a escrever: a verdadeira liberdade também não suporta a reação violenta de alguns ofendidos, como foi o ataque com cocktails molotov ao prédio das produtora, que não provocou vitimas e maiores danos porque um segurança agiu prontamemte.

Devemos defender Jesus e as verdades bíblicas (que são o assunto aqui) a todo o custo, mas devemos defender por atos ou palavras, com a nossa forma de viver, com o mesmo método que Cristo viveu e nos ensinou.

"O verdadeiro cristão jamais reagiria à afronta lançando coquetéis molotov nos outros. O verdadeiro cristão sofre, fica indignado e até se revolta, mas foi ensinado pelo Mestre a dar a outra face – e exatamente por isso frequentemente é alvo de escárnio.
Não se podem tolerar incendiários, nem homicidas esfaqueadores de políticos, nem qualquer outro tipo de pessoa que se vale da violência como “recurso”.
Estejamos atentos às ofensas, defendamos as nossas crenças, mas deixemos a vingança para Quem tem o poder e a sabedoria para o fazer.
"Concluo com as palavras de Fábio Porchat: “Não vão nos calar! Nunca! É preciso estar atento e forte.” Sim, não podemos nos calar. Mas que nossas palavras, ainda que firmes, sejam sempre temperadas com amor, respeito e bom senso. No entanto, se for para usá-las para magoar e desrespeitar, o silêncio será será sempre uma boa opção."
E até mesmo o silêncio pode mostrar o quão ofendidos ficámos com blasfémias, mas não tira a vida a ninguém.
Podem ler AQUI a publicação que quis partilhar resumidamente.


quarta-feira, 18 de dezembro de 2019

As decorações de natal

Li uma publicação sobre árvores de natal e ri-me imenso com a escrita.
Podem ir ler no blogue O Meu Pensamento Viaja . Vale a pena e diz-nos qualquer coisa.
Pelo menos a mim diz qualquer coisa, já que cada vez me apetece menos montar árvores e decorações e afins. Não é que não goste do natal, que gosto e muito. É que cada vez vou tendo menos paciência para estas coisas.

Portanto, em afinidade com a publicação referida, venho mostrar a minha decoração de natal. Pindérica (gostei do termo usado) de certeza.

Não me lembro se tirei a foto de dia ou de noite, mas a nitidez deixa um pouco a desejar. Neste preciso momento, já tem alguns presentes por baixo, porque gosto de comprar alguns por esta altura, embora tenha curado a loucura de há uns anos atrás...


Mais pindérico que as fotos que se seguem não deve haver. 
Mínimo, porque esta mesa está sempre ocupada com mil e uma coisas aos serões: comandos, livros, revistas, canecas de chá, etc. De forma que não a podia atulhar mais.


Quando acabei de por estas peças sobre a lareira, pensei que teria que melhorar a coisa, encher mais um pouco, mas com quê? perguntei-me várias vezes e acabou por ficar assim, por falta de resposta.

Não sou muito de espalhar decor pela casa fora, embora ponha umas velas e umas flores em alguns lugares. 
À cozinha calhou um coração (pouco a ver) nas cores definidas, uma caixa com azevinho na prateleira e (não fotografei que não valia a pena) as almofadas das cadeiras são vermelhas com estrelas brancas. Fazem parte da coleção de natal da Casa mas quer-me parecer que vão ficar ao longo do ano, pois combinam muito bem com o corre mesa que normalmente uso.


E para finalizar, tenho que publicar o "mãos-à-obra". Sou eu e o Querido Mudei a Casa.
Gosto sempre de ter alguma coisa feita por mim: fronhas de almofada, arranjos de flores, qualquer coisa. Este ano, decidi criar uma pequena paisagem. Gosto muito das que há já feitas, mas acho que não compensa o preço, pela duração da exposição e como tal...



É o que há e para a vontade com que me dediquei à coisa, parece-me suficiente.









sexta-feira, 6 de dezembro de 2019

Natal em detalhes...


É sempre a mesma coisa.
Quando se aproxima o natal penso que poderia ter feito qualquer coisa comemorativa: uns acessórios, uns enfeites, mas já não vou a tempo e então decido que no próximo começarei mais cedo - nunca começo e é sempre assim.
Por isso, vou deixar aqui uns trabalhos - que os há por essa internet fora lindos e muitos - para incentivar o pessoal (eu incluída), afinal ainda temos duas semanas para por as mãos à obra.

Individuais






Enfeites







Almofadas . os meus favoritos







E a minha singela experiência - uma espécie de cristal de gelo... que de cristal tem pouco (nem texteura, nem cor, nem delicadeza...)


quinta-feira, 28 de novembro de 2019

Ondas em Água Doce - A César o que é de César e a Deus o que é de Deus #2


Lido o livro de Diog Freitas do Amaral, de que falei duas publicações atrás, está na hora de fazer um pequeno comentário ao que foi lido. E como os comentários são opiniões pessoais...


É um livro curto, com cerca de 80 páginas de impressão muito agradável e em menos de meia-hora consegue ler-se. 
Inicia com uma breve apresentação do panorama histórico da altura da vida de Jesus Cristo e divide o livro em três vertentes: politica, social e económica.

O autor avisa logo de inicio que vai tratar a pessoa de Jesus como apenas um homem que influenciou o mundo (de tal forma que a história está dividida em AC e DC), e mais nada.
No entanto, no final, interroga-se como podem as pessoas aceitar que os ensinos de Jesus e que foram postos em prática ao longo dos anos, provando que bem utilizadas funcionam, tiveram origem em apenas un homem, inteligente, mas apenas um homem e não querem aceitar em algo mais profundo e poderoso.

Tenho apenas duas chamadas a fazer:

Primeira:
No inicio da apresentação do pensamento politico, diz que a igreja sempre esteve ligada ao estado. Poderosas nações que eram politicamente organizadas como teocracias, a tal ponto que os seus governantes (faraós, imperadores e outros) se consideravam representantes diretos de divindadee e até a incarnação de alguma e exigiam a devida adoração e que até o povo judeu vivia a prática de que os reis eram os porta-voz das diretivas de Deus e que Jesus veio alterar isso.

No caso do povo judeu, a ideia e teocracia tem outras carateristicas. Sendo uma civilização monoteísta, não era admitido que os seus líderes politicos assumissem ou exigissem alguma condição de natureza divina. Assim, esses líderes (particularmente o sumo sacerdote e/ou profetas) tinham a importante função de intermediar a relação com Deus e nada mais. 

Não era a religião misturada com o estado. Era um estado em que o seu líder era Deus e ninguém mais. E se tivesse sido mantido assim, metade das provações (guerras e cativeiros) que o povo sofreu teriam sido evitadas. Mas o povo exigiu ser como as outras nações  (I Samuel 8:5 - Por isso, queremos que nos arranje um rei para nos governar, como acontece em outros países) e esse afastamento (rejeição de Deus) enfraqueceu a nação.

Segunda:
Na parte social, falando sobre o auxilio aos pobres, comentou a parábola do jovem rico (Mateus 19:16-30) que perguntou a Jesus o que fazer para herdar a vida eterna. Jesus disse-lhe para guardar os mandamentos de Deus e quando o jovem confirmou que já o fazia, Jesus disse-lhe que vendesse o que tinha, desse o dinheiro dessa venda aos pobres e O seguisse, o jovem afastou-se, porque não queria ficar sem os seus bens, pois tinha muitos. 
Aqui, o autor frisou que há muita gente que põe em prática os ensinos de Jesus, no sentido em que divide com os pobres boa parte das suas riquezas. Uns à espera de reconhecimento social, publico, o que seja, e outros por amor ao próximo. Que em primeiro lugar está a vida devocional, mas se nem sempre podemos levar uma vida 100% religiosa, pois temos outros patamares de vida a levar em conta, se dermos das nossas riquezas, aos pobres - ainda assim poderemos ser salvos.

Fiquei com a impressão que o autor queria dizer que ser bispo, padre, freira, pastor, etc, é salvação garantida e não podendo ser (por várias razões impeditivas) poderiamos comprar a salvação com as nossas "boas" obras.

Gostaria de lembrar que a Reforma Protestante, no séc.XVI, de que Martinho Lutero é o mais conhecido, quando amando a sua igreja queria apenas transformá-la, para que não se abusasse dos pobres, que se iludiam com a salvação se comprassem indulgências (obras) quando a salvação só é concedida pela graça de Deus ao pecador, e mais nada.

As boas obras sim, são essenciais, mas apenas como resultado da transformação do nosso carater, não como moeda de troca.

E tenho o comentário terminado.
O livro é bom, pois enaltece o bom funcionamento de uma sociedade que segue os ensinos de Jesus mas achei por bem fazer este comentário.




quarta-feira, 27 de novembro de 2019

Neste Natal Abra o Presente - Vodafone

De há uns anos para cá, a Vodafone brinda-nos com um pequeno clip sobre o Natal e relacionamentos quebrados que são restaurados.

Qual deles o melhor até agora?

Acabei de ver o de 2019 e mais uma vez, completamente rendida.

Pequenas histórias, com muito para contar.



Podem recordar os outros aqui







quarta-feira, 20 de novembro de 2019

Ondas em água doce - A Deus o que é de Deus e a César o que é de César



Ao querer atualizar-me, li no Sapo.pt, a noticia sobre o livro póstumo de Diogo Freitas do Aamaral e dado o resumo imediato sobre o mesmo:
"Jesus Cristo foi o precursor do princípio da separação entre a Igreja e o Estado, apesar de não ter sido um político"  

Tive que ler a noticia na totalidade  AQUI .

Não sei se algum dia lerei o livro - porque até tentei fazer a encomenda online mas estava a dar erro e cancelei, veremos - e também não sei se concordarei com tudo o que lá está escrito, mas de imediato o que está na noticia, pode fazer-nos pensar.

Segundo Diogo Freitas do Amaral, o estado é para ser respeitado, obedecido e para servir o povo.

A bíblia diz exatamente o mesmo, as pessoas devem respeitar os poderes politicos, que estão lá para manter a sociedade organizada e para proteger o povo e para o servir e em troca devem obedecer e cumprir as suas leis, desde que não sejam contra as leis divinas, porque a lei de Deus é acima de tudo.
A César o que é de César e a Deus o que é de Deus - não supõe igualdade entre as duas, apenas separação.

A união entre estado e igreja, mistura coisas que não se podem misturar.
O estado cria e impõe decretos e leis que devem ser cumpridos - supostamente para bem estar das nações sobre as quais legisla e a igreja impõe quais as leis a serem aplicadas, que lhes sejam favoráveis.

 A história da ação da igreja, apoiada e fortalecida pelo poder secular, não é uma história feliz - temos as cruzadas e a inquisição, para encurtar - evangelizar com doutrinas transformadas os homens e destruir os que não aceitam essa evangelização.
Este impor à força, tem o intuito de obter a adoração que é apenas prerrogativa de Deus. E a adoração supõe a obediência.

É dever e desejo de um verdadeiro cristão, levar outros a conhecer Cristo, mas não vai impor,
Vai contra o amor e a tolerância que Cristo nos deu nos seus ensinos.

E mesmo Deus, único digno de adoração, não impõe, embora deseje essa adoração, benéfica para o homem.


E segundo a noticia, nas palavras de Diogo Freitas do Amaral, os ensinos de Cristo no que se refere a doutrina social, se postos em prática,  refletir-se-iam numa sociedade mais feliz, saudável e eficaz.
Ele diz: "é uma pena - é mesmo motivo de escândalo - que um número considerável de católicos convictos (professores, empresários, gestores, políticos, jornalistas) não se sintam obrigados em consciência a seguir essa doutrina, e a ignorem ou menosprezem na sua vida profissional, sem fazerem o que têm o dever de fazer ou agindo contra as proibições que devem acatar".

Gostaria ainda de comentar um parágrafo, onde D.F.Amaral, defende qual deveria ser a posição do Estado perante o povo:
"O Sábado foi feito para servir o Homem, e não o Homem para servir o Sábado", escreveu S. Marcos no Evangelho, o que o ex-líder do CDS se encarrega de traduzir à luz dos dias de hoje. "O Estado foi feito para o Homem, e não o Homem para o Estado", ou melhor, os poderes da autoridade do Estado são apenas "um meio para alcançar um fim, o bem comum é que é o fim a atingir".


O parafrasear de "O Sábado foi feito por causa do homem e não o homem por causa do Sábado" que é tão conhecida como a de "A César o que é de César..." foi bem escolhida para defender a sua ideia, que para já me parece a ideia geral do livro, mas convém esclarecer, que não é apenas uma frase a aplicar e parafrasear conforme as ocasiões se prestem e vai além das doutrinas sociais da bíblia, sendo uma doutrina religiosa, e ponto de divisão entre algumas denominações cristãs, pelo que não deve ser substituída e esquecida na sua verdadeira essência.


E resta-me convidar-vos a ler o livro, e já agora a comentarem de vossa justiça, o que acharam.

segunda-feira, 18 de novembro de 2019

Desafio de Escrita dos Pássaros - Fico-me por aqui...

Quando me inscrevi no desafio, foi com a ideia que assim, teria a "obrigatoriedade" de manter as publicações em dia, sem falhas, mas logo no primeiro texto falhei.
Fui insistindo, mas acho que se não todos, quase todos, publicados atrasados.
Concluo e confirmo mais uma vez que a,  falta de publicações nem sempre é por não ter o que dizer, mas sim por não ter tempo para o fazer. E ter uma hora e dia certo para tal, pelo visto, em vez de me ajudar, ainda me complica mais, porque normalmente publico alguma coisa, em algum momento livre.

Tenho pena, porque como qualquer "autor" que se preze, gostamos que alguém leia o que escrevemos, mas como não consigo manter o ritmo que deve ser cumprido, para mim, acabou-se o desafio, mas irei visitar os que seguem publicando.
Descobri uns quantos autores, que muito me agradam.

E continuarei por aqui, com a minha miscelânea de publicações claro, porque...