terça-feira, 23 de julho de 2024

De dentro para fora

 


Porque a boca fala do que está cheio o coração. Mateus 12:34

Lembrei-me de um aluno que tive anos atrás. Ele tinha sofrido um acidente de carro e sua frequência às aulas passou a ser muito irregular. Essa foi a razão pela qual ficou para o exame final. E quando corrigi sua prova, notei que era um desastre. A maioria das perguntas não tinha resposta, e as que ele respondera, mal se aproximavam da resposta certa. Chamei o jovem ao meu escritório e tivemos uma conversa. Ele quis justificar o resultado alegando o acidente e certos problemas de memória.

Pensei: “Vamos ver se isso procede.” Eu sabia que ele era fascinado por informática e fiz uma pergunta sobre os últimos modelos de certos aparelhos. O olhar dele se iluminou, e ele começou a dar detalhes de cada peça, chip e acessórios. Durante mais de 15minutos, recebi uma enorme quantidade de informações sobre o assunto. Depois disso, não tive dúvida: aquele rapaz não havia estudado para o exame! Em Mateus 12:34, Jesus diz que “a boca fala do que está cheio o coração”.

Em outras palavras, Cristo nos incentiva a nos enchermos Dele para que seja natural falarmos de Sua pessoa e tê-Lo em nossa memória, a fim deque nosso coração assimile bem o que significa ser cristão. Há um provérbio chinês que diz: “Todos os dias arrumamos os cabelos. Por que não o coração?” Imagine que certa manhã você se levante, coloque-se na frente de um espelho e diga: “Estou despenteado.” Você sai para o trabalho ou para a faculdade e, enquanto caminha, observa que as pessoas estão olhando e constata: “Estou despenteado.” Você entra na sala de aula ou na empresa em que trabalha, e o olhar de todos se fixa em você mais do que o habitual. Você pensa: “Estou despenteado.” Bem, o que é que não está funcionando? Não acho que seja seu pente ou sua escova. É você! Não adianta só saber que está errado; é preciso mudar! Assim como muitas pessoas passam por mudanças espetaculares em sua aparência em certos programas de TV, precisamos também de uma mudança completa em nossa vida espiritual. E essa mudança precisa começar de dentro para fora. Permita hoje que Jesus preencha seu coração. Encha-se da Palavra Dele e peça-Lhe a plenitude do Espírito Santo.

Dessa forma, você transbordará as maravilhas de Deus para outros ao seu redor.

Devocional paraAdultosdo diaMartes,  23 de Julio del 2024 


sexta-feira, 19 de julho de 2024

Abençoou Deus o dia sétimo e o santificou

 

Como o dia de Sábado não tem, para todos, o mesmo significado, achei que seria uma boa ideia esta publicação, que é apenas um excerto do início do capítulo 29 do livro "O Desejado de Todas as Nações".

 

"Tu, Senhor, me alegraste com os Teus feitos; Exultarei nas obras das Tuas mãos. Quão grandes são, Senhor, as Tuas obras, Mui profundos são os Teus pensamentos." Sal. 92:4 e 5.

O sábado foi santificado na criação. Instituído para o homem, teve sua origem quando "as estrelas da alva juntas alegremente cantavam, e todos os filhos de Deus rejubilavam". Jó 38:7. Pairava sobre o mundo a paz; pois a Terra estava em harmonia com o Céu. "Viu Deus tudo quanto tinha feito, e eis que era muito bom" (Gên. 1:31); e Ele repousou na alegria de Sua concluída obra.

Como houvesse repousado no sábado, "abençoou Deus o dia sétimo, e o santificou" (Gên. 2:3) - separou-o para uso santo. Deu-o a Adão como dia de repouso. Era uma lembrança da obra da criação, e assim, um sinal do poder de Deus e de Seu amor. Diz a Escritura: "Fez lembradas as Suas maravilhas." Sal. 111:4. As "coisas que estão criadas" declaram "as Suas coisas invisíveis, desde a fundação do mundo," "tanto o Seu eterno poder, como a Sua divindade" Rom. 1:20.

Todas as coisas foram criadas pelo Filho de Deus. "No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus. ... Todas as coisas foram feitas por Ele, e sem Ele nada do que foi feito se fez." João 1:1-3. E uma vez que o sábado é uma lembrança da obra da criação, é um testemunho do amor e do poder de Cristo.

O sábado chama para a Natureza nossos pensamentos, e põe-nos em comunhão com o Criador. No canto do pássaro, no sussurro das árvores e na música do mar, podemos ouvir ainda a Sua voz, a voz que falava com Adão no Éden, pela viração do dia. E ao Lhe contemplarmos o poder na Natureza, encontramos conforto, pois a palavra que criou todas as coisas, é a mesma que comunica vida à alma. Aquele "que disse que das trevas resplandecesse a luz, é quem resplandeceu em nossos corações, para iluminação do conhecimento da glória de Deus, na face de Jesus Cristo". II Cor. 4:6.

O sábado não se destinava meramente a Israel, mas ao mundo. Fora tornado conhecido ao homem no Éden, e, como os demais preceitos do decálogo, é de imutável obrigatoriedade (…). Enquanto céus e Terra durarem, continuará o sábado como sinal do poder do Criador. 

(Ellen G.White, “O Desejado de Todas as Nações”, cap.29)

(Pinterest)





terça-feira, 16 de julho de 2024

Conhece o seu destino?

 

(foto na Internet)


Prossigo para o alvo, a fim de ganhar o prêmio do chamado celestial de Deus em Cristo Jesus. Filipenses 3:13-14.

“Se você não sabe para onde ir, qualquer caminho serve.” Foi Lewis Carroll quem escreveu essas palavras em seu livro Alice no País das Maravilhas. Essa frase contém uma verdade que pode ser aplicada em muitas áreas da vida, inclusive na espiritual. Quem desconhece seu destino profético provavelmente terá maior dificuldade para fazer escolhas acertadas. Por isso, precisamos constantemente lembrar para onde estamos indo. Porque quem está indo para a Nova Jerusalém estuda diferente, namora diferente, trabalha diferente, vive diferente. Escrevo este texto em Salvador, na Bahia. Vim a essa linda cidade para uma reunião com líderes do Ministério Jovem da América do Sul. Aqui tive o privilégio de ouvir o pastor Busi Khumalo, líder mundial da juventude adventista. Ele nos contou uma história interessante que aconteceu com o cientista Albert Einstein. Conta-se que ele estava fazendo uma viagem de trem e, no momento em que o cobrador passou para conferir os tickets, Einstein percebeu que estava sem o seu. Ao notar o constrangimento do ilustre passageiro, o cobrador disse: “O senhor não precisa de ticket. O senhor é Albert Einstein, o grande cientista. Seja bem-vindo a bordo.” 

Com essas palavras, o cobrador foi se afastando em direção às próximas poltronas, mas, ao olhar para trás, percebeu que Einstein ainda estava vasculhando os bolsos à procura do tal bilhete. Vendo isso, o cobrador voltou tão somente para repetir o que já havia dito: “Doutor, o senhor não precisa de ticket. O senhor é Albert Einstein. Seu nome é o ticket.” Nessa hora, o cientista interrompeu a procura e disse: “Eu sei disso. Sei quem sou, mas preciso do ticket. É que meu destino está escrito lá. Meu destino é o ticket.” A história termina com os dois procurando pelo pedaço de papel. 

No texto bíblico de hoje, Paulo declarou que sabia aonde estava indo. Ele conhecia seu alvo. Era dessa certeza que derivavam sua força e ousadia para viver e pregar o evangelho. Lamentavelmente há muitos hoje que não têm a mesma convicção. Há uma geração que não conhece seu próprio destino. É para pessoas assim que Deus quer enviar você. Aceita a tarefa? Então vá e proclame. Ainda há assentos disponíveis no trem.

Meditação Jovem, Segunda-feira, 15 de julho

(Pinterest)


sexta-feira, 12 de julho de 2024

"ENCRUZILHADA"

 

(foto na internet in lifereader.com)

Houve fome naquela terra, e Abrão desceu ao Egito para ali viver algum tempo, pois a fome era rigorosa. Gênesis 12:10.

Quando lemos a Bíblia, somos tentados a pensar que os homens e as mulheres de Deus no passado foram infalíveis. Imaginamos que sua caminhada com o Eterno sempre foi ascendente. Mas não. As Escrituras não escondem as fragilidades dos escolhidos de Deus. Esse testemunho talvez tenha a intenção de nos encorajar ao longo da jornada. 

Abraão é conhecido como o pai da fé, mas sua biografia contém diversos capítulos de descrença e desânimo. Um dia, Deus o chamou para sair de onde estava e ir em direção a uma terra desconhecida, e ele foi. Em Gênesis 12:7, Deus disse: “À sua descendência darei esta terra.” O lugar em que os pés de Abraão pisavam era a Terra Prometida. O verso seguinte diz que ele construiu um altar e invocou o nome do Senhor. Imagino Abraão armando sua tenda e pensando nas bênçãos que receberia naquele lugar. Que fantástico! Deus o chamou, ele atendeu, e a promessa se cumpriu. Essa foi uma equação perfeita. 

Mas aí surge o verso de hoje: “Houve fome naquela terra.” Deus havia chamado Abraão para ir a uma terra especial. Havia dito: “Eu vou abençoar você.” Abraão foi para lá, mas não havia bênção. Pelo contrário, havia fome. Que estranho! Por que Abraão estava enfrentando dificuldades? Essa seria a recompensa por sua obediência? 

Nesse ponto, é preciso lembrar que, cada vez que decidimos seguir a Deus, nós nos colocamos em encruzilhadas. Diante delas, devemos decidir se vamos seguir a Deus, não importa o que aconteça. Quando andamos com o Senhor, podemos ter certeza de que nem tudo vai ser como queremos. Frequentemente nos surpreendemos com a maneira pela qual Deus nos dirige. 

Abraão estava diante de um teste. Infelizmente não o vemos orando ou consultando a Deus. O texto diz simplesmente que “Abrão desceu ao Egito”. Essa é mais que uma descrição geográfica. É uma descrição de sua vida. Ele não confiou em Deus, e isso o levou a outras complicações. 

Você está diante de um teste da vida? As coisas não estão acontecendo como você imaginava? Fique firme. Não desça para o Egito. Seguir a Deus pode levá-lo a situações complicadas. Mas seguir seus próprios caminhos certamente o levará a complicações ainda maiores.

(Meditação Jovem - Quinta-feira - 11 de julho)

(Pinterest)


quinta-feira, 27 de junho de 2024

Vida eterna

 


Esta publicação é da autoria de Angelo Repetto, do blogue Megaphone  onde poderão ler o artigo completo sob o título "Ressurreições".

[A expectativa do advento de Jesus e da ressurreição dos mortos não são meras utopias humanas ou “coletes salva-vidas” para momentos de crise existencial. Tratam-se de temas predominantes do Novo Testamento com sólido fundamento profético, natureza cristocêntrica evidente e relevância existencial profunda. Desafiando o curso do tempo, essa esperança chega até nós como um legado valioso e com uma mensagem cada vez mais pertinente.

A Bíblia ensina que haverá uma ressurreição por ocasião da volta de Cristo, que será a ressurreição dos justos (1 Tessalonicenses 4:16); outra ressurreição que será após o período de mil anos, a dos ímpios (Apocalipse 20:5, 6); e uma ressurreição parcial que ocorrerá juntamente com a primeira (Apocalipse 1:7). Mas antes destas, ocorreu uma ressurreição especial de pessoas juntamente com a ressurreição de Jesus (Mateus 27:52, 53).

Primeira ressurreição

O salário do pecado é a morte. Mas Deus, o único que é imortal, concederá vida eterna a Seus remidos. Até aquele dia, a morte é um estado inconsciente para todas as pessoas. Quando Cristo, que é a nossa vida, Se manifestar, os justos ressuscitados e os justos vivos serão glorificados e arrebatados para o encontro de seu Senhor. 

Segunda ressurreição
A segunda ressurreição, a ressurreição dos ímpios, ocorrerá mil anos depois da primeira ressurreição dos justos. Ellen G. White assim descreve a segunda ressurreição: 

"Com majestade terrível e pavorosa, Jesus chama então os ímpios mortos; e eles surgem com o mesmo corpo fraco, doentio, que foram à sepultura. Todos contemplam o Filho do homem" (História da Redenção, p. 418).

Essa segunda ressurreição (dos ímpios) não será com o intuito de dar-lhes outra chance de salvação, pois a Bíblia diz que nossa chance é apenas nesta vida (2 Coríntios 6:1-2; Hebreus 3:7-8; Hebreus 9:27) e que a segunda morte não tem autoridade apenas sobre aqueles que participaram da primeira ressurreição (Apocalipse 20:6).

A segunda ressurreição será para destruir definitivamente os ímpios.

Ressurreição parcial
E um pouco antes da volta de Jesus, ocorre uma ressurreição parcial, menor. Nesta ressurreição parcial, ressuscitarão para contemplar o Senhor os que transpassaram, crucificaram, zombaram e escarneceram da agonia de Cristo. "Os mesmos que O traspassaram' (Apocalipse 1:7), os que zombaram e escarneceram da agonia de Cristo, e os mais acérrimos inimigos de Sua verdade e povo, ressuscitam para contemplá-Lo em Sua glória, e ver a honra conferida aos fiéis e obedientes" (A Fé Pela Qual Eu Vivo, p. 182).

Estas pessoas morrerão três vezes. Primeira morte: a morte natural. Segunda morte: após esta ressurreição especial, depois que tiverem contemplado o Senhor Jesus, voltarão a morrer. Terceira morte: após o milênio ressuscitam para serem exterminados com todos os rebeldes, após reconhecerem que Deus foi justo em todo o seu trato com eles.

Ressurreição com Jesus
De acordo com o evangelho de Mateus, quando Jesus morreu, “os túmulos se abriram, e muitos corpos de santos, já falecidos, ressuscitaram e, saindo dos túmulos depois da ressurreição de Jesus, entraram na cidade santa e apareceram a muitos” (Mateus 27:52, 53). Ellen G. White assim descreve:

“Quando Jesus, suspenso na cruz, clamou: ‘Está consumado’ (João 19:30), as pedras se partiram, a terra tremeu e algumas das sepulturas se abriram. Quando Ele surgiu, vitorioso sobre a morte e o túmulo, enquanto a terra vacilava e a glória do Céu resplandecia em redor do local sagrado, muitos dos justos mortos, obedientes à Sua chamada, saíram como testemunhas de que Ele ressurgira. Aqueles favorecidos santos ressurgidos saíram glorificados. Eram escolhidos e santos de todos os tempos, desde a criação até os dias de Cristo. Assim, enquanto os líderes judeus procuravam esconder o fato da ressurreição de Cristo, Deus preferiu suscitar do túmulo, um grupo a fim de testificar que Jesus ressuscitara e declarar Sua glória.

Cristo levou consigo esse exército de cativos, ­conduzindo-os ao Céu como troféus de Sua vitória sobre a morte e Satanás. Jesus é as primícias dos que dormem (1 Coríntios 15:20), e aqueles que ressuscitaram com Ele são a primeira expressão de Seu poder de conceder vida eterna aos seres humanos. A ressurreição deles antecipa a ressurreição escatológica dos justos na segunda vinda.

Conclusão
João 5:28, 29 diz: “Não vos maravilheis disto, porque vem a hora em que todos os que se acham nos túmulos ouvirão a sua voz e sairão: os que tiverem feito o bem, para a ressurreição da vida; e os que tiverem praticado o mal, para a ressurreição do juízo”.

A universalidade da ressurreição não significa que, no último dia, todos serão levados a uma bem-aventurada vida eterna. A Bíblia ensina que Deus julgará a vida de cada ser humano, determinando o destino eterno de cada pessoa que já viveu (Ec 12:14; Rm 2:1-11). A execução da sentença divina, no entanto, não ocorre imediatamente após a morte de cada indivíduo, mas só depois de sua ressurreição. Até então, os salvos e os perdidos dormem inconscientemente no pó. A ressurreição, por si só, não é recompensa nem punição. É a condição prévia para receber a vida eterna ou a condenação.

No fim dos tempos, haverá duas classes de pessoas: os que escolheram o amor e os que rejeitaram o amor. A grande questão que precisamos responder hoje é: que escolha faremos? Essa decisão irá se refletir na eternidade. Hoje, Deus nos oferece perdão, salvação, a certeza do seu amor e sua Graça! Aceite enquanto há oportunidade, hoje é o tempo aceitável, agora é o momento da salvação! Portanto, levemos a sério o conselho de Paulo: “Façam isso, compreendendo o tempo em que vivemos. Chegou a hora de vocês despertarem do sono, porque agora a nossa salvação está mais próxima do que quando cremos. A noite está quase acabando; o dia logo vem. Portanto, deixemos de lado as obras das trevas e revistamo-nos da armadura da luz” (Romanos 13:11, 12). Em breve nossa esperança se tornará realidade!]

sexta-feira, 21 de junho de 2024

A minha Bíblia anotada, sem espaço para anotações

Faço da Bíblia uma companhia constante, de uma forma prática, a ler e a estudar, diariamente.

Uma coisa que me facilita muito no estudo, desde sempre, é sublinhar e tomar notas. 

Com receio de estragar as páginas da bíblia, que são extremamente finas, limitei-me durante anos a sublinhar com lápis de cor (um extravio) e a tomar notas em cadernos. Claro que tudo o que são cadernos e blocos de notas me fascinam pelo que achei a ideia muito interessante e satisfatória, até algum momento quando precisei dar um estudo ou entender melhor um estudo, e o caderno não estava exatamente à mão no mesmo momento da bíblia.

Andei investigando por aqui e por ali (leia-se internet) e surgiram ideias e opiniões que noutra altura não me diriam nada, mas que no presente acho práticas e eficazes. E como não tenho uma Bíblia de anotações - ou melhor, vamos ser sinceros, ter eu tenho, mas não é a "minha" bíblia - como tal faço as anotações na minha bíblia, nos pequenos espaços que ela tem ou aplicando papel extra nos sitios que me interessam ter anotados.

Este era o primeiro tipo de marcações que fazia. O que está a caneta já é mais recente.
Neste, mantenho o lápis de cor, porque, para mim, é o método mais eficaz e o que menos dano provoca, mas já uso a técnica de "acrescentar espaço" onde não há espaço para anotar.
Neste caso, trata-se de papel colado na extermidade da folha, ao lado do espaço ocupado pelos versículos em estudo, de forma que ao abrir a bíblia, se "abre" a folha extra e a anotação fica no sítio certo e não se perde.


Uma página extra, colada no interior, com uma janela recortada que nos remete diretamente aos versículos anotados.

Um pedaço de papel apenas para complementar a ideia obtida.



Uma página extra, com uma dobra para nos podermos alargar na anotação.


Há várias formas de acrecentar espaço à Bíblia, ou outro livro de estudo para manter as anotações sempre à mão.
Nesta foto pode ver-se uma espécie de etiquetas nas folhas, à esquerda. Não se trata dos nomes dos livros da Bíblia porque não acho muito prático, trata-se de etiquetas de acordo com os temas nos locais onde os podemos encontrar. Embora não use um color code nas minhas marcações, uso nas etiquetas para as identificar mais rapidamente.

Com este método, não me parece que vá ficar sem espaço para anotar num curto prazo e poderei assim manter a mesma Bíblia para estudo. 


quarta-feira, 31 de janeiro de 2024

A Ira de Deus, O Grande Terramoto de Lisboa de 1755

 


Sábado, 1 de Novembro de 1755, dia de Todos-os-Santos. Em Lisboa, a quarta maior cidade da Europa e a opulenta metrópole do grande império português, o dia amanhecera luminoso e quente. Poucos minutos depois das nove e meia, um barulho horrível anunciou uma das catástrofes mais devastadoras que alguma vez assolaram uma cidade importante no mundo ocidental.
A duração de dez minutos do Grande Terramoto de Lisboa raramente foi igualada. A magnitude do maior dos três tremores foi de 8,75-9 na escala de Richter. Seguiram-se duas réplicas fortes bem como um enorme maremoto. A destruição ficou completa com um incêndio que lavrou durante uma semana, consumindo uma área superior à do Grande Incêndio de Londres. Perdeu-se a maior parte do imenso recheio valioso existente nos palácios, igrejas e armazéns de Lisboa. Morreram entre quarenta a cinquenta mil pessoas em Lisboa.
Inspirando-se em fontes capitais, muitas das quais nunca antes utilizadas, Edward Paice pinta um retrato vívido de uma cidade e de uma sociedade transformadas para sempre no espaço de escassos minutos. A Ira de Deus é uma descrição emocionante feita por um escritor de excelência de um desastre natural recordado um século mais tarde como ‘a catástrofe mais temível que a história regista’.


Toda a narrativa, trazida até nós pela mestria deste autor, nasce dos olhos de quem assistiu à cena desde o palco e não em camarotes ou plateias. Pelas descrições dos mercadores ingleses e alguns diplomatas, também ingleses, que viviam em Lisboa naquela altura, temos um relato da catástrofe na primeira pessoa.

Esta narrativa de uma grande riqueza e quase poética, inicia-se com a descrição da vista de Lisboa pelos olhos que quem entra na barra e segue de barco pelo Tejo acima, mostrando ao leitor os edificios, monumentos e tudo o que daquele local se conseguia ver. Mais à frente, numa mostra da sociedade da época, com algumas críticas negativas, também nos são dados vislumbres da vida dos portugueses a par da vida da comunidade inglesa que então residia em Lisboa. A maior parte residia em Lisboa por negócios, alguns por assuntos diplomáticos e outros por motivos de saúde.

Quando o terramoto acontece, vamos assistindo à sua ação devastadora na cidade, conforme os locais onde estavam no momento as pessoas que os narraram.

De uma forma tão clara e sem subterfúgios, sentimo-nos presentes nos vários momentos e sentimos as ondas de destruição também sobre nós, o que, tal como o autor referiu muita vez, ao expressar os questionamentos das pessoas envolvidas, nos faz questionar não sobre "onde está Deus que permite tamanha destruição?", mas "quem pode subsistir à ira de Deus?". Não sendo um livro sobre religião, nem sobre Deus, mas sim sobre uma das maiores catátrofes já ocorridas, os questionamentos, nesta narrativa, refletem uma sociedade temente e submissa a Deus, nem que fosse apenas nos momentos de aflição e esse temor e submissão não passasse de terror pelo Seu juízo e aceitação da Sua vontade que não se podia contrariar mas nunca chegasse a ser respeito ou reverência.

Outra nota que gostaria de acrescentar é que este livro leva-nos a locais bastante distantes de Lisboa onde a ação dos abalos e das ondas do maremoto se fizeram sentir. Tinha noção, pelos livros de história, de que fora grande a distância percorrida pela catástrofe, mas nunca pensei que fosse tão alargada.

Recomendo vivamente. Eu li o livro em inglês, mas acredito que o tradutor conseguiu transmitir cada momento da mesma forma, até porque, se há lingua rica é a nossa.

quarta-feira, 25 de outubro de 2023

Ferramentas para memorizar

 Já lá vão alguns meses desde a última publicação desde que eu decidi (achei eu) que iria alimentar este blogue melhor.

Tenho feito algumas coisas básicas - uma bolsa para uma flauta, uma restauração de uma bíblia jovem - mas não tenho partilhado.

Claro que ninguém morre por isso, mas era mais para meu gosto. Lá vai...

Agora voltando ao assunto que me trouxe aqui. Gosto de tudo o que tenha a ver com escrita, leitura, papel e material escolar e como tal qualquer ideia que tenha a ver com esses tópicos tento levar ávante.

Gosto de decorar versículos bíblicos, mas apercebo-me que cada vez a memória me falha mais. Então decidi que iria criar cartões com versículos para ajudar na memorização.

E assim, os cartões têm de ser interessantes. Dentro do que sei e consigo fazer, vou alindando cada um a gosto e hoje resolvi partilhar.










sexta-feira, 23 de junho de 2023

Sua Glória


 Pela última estrofe deveria fazer esta publicação amanhã que é Sábado, mas apeteceu-me partilhar conforto hoje.

quarta-feira, 14 de junho de 2023

O juízo de Deus

 Cada vez que faço a recuperação de uma capa de Bíblia e a partilho aqui não consigo deixar de me perguntar quantas pessoas que passam por alguma publicação onde entram imagens de Bíblias de uma maneira geral, já tiveram uma Bíblia na mão e leram uma parte.

A Bíblia, é um livro que pode gerar amor ou ódio e até indiferença. Amor para os que creem e aceitam as Verdades nela apresentadas, ódio para os que são absolutamente contra e indiferença para os que nunca leram, não querem ler e não querem saber.

O extraordinário é que um dos pontos bíblicos que mais assusta e que é o responsável pelo maior volume de ódio é o que trata do Juízo Divino. Este é um tema amplamente divulgado e conhecido, mesmo pelos indiferentes.

Também há os que embora aceitando a existência de Deus e da Bíblia como a Sua Palavra, não aceitam "essa parte do Juízo", porque pela conotação negativa que o termo "Juízo" acarreta, dizem que não se coaduna com o caráter de Deus que é Amor.

Encontrei na net uma publicação relativamente curta sobre o assunto e vou partilhar aqui.


Sem medo do juízo

Poderão ouvir o áudio no link acima, se não gostarem de ler.

I João 4:17 e 18: “Dessa forma o amor está aperfeiçoado entre nós, para que no dia do juízo tenhamos confiança […] No amor não há medo; ao contrário o perfeito amor expulsa o medo”.

Quantas vezes durante a realização de um exame ou prova, um concurso público, apresentação de trabalho de conclusão de curso, você demonstrou sua confiança, dizendo: “Passei, estou dentro”?

Sem dúvida, ainda é vívido em nossa memória o clima de medo e ansiedade que cercava algumas matérias da escola. Íamos para as provas e exames apreensivos e em silêncio. Nelas, somente bons alunos é que conseguiam boas notas.

A maioria tinha que se contentar com uma nota “no limite” para não ser reprovada. Quando não era a matéria, era o medo do professor que tinha a fama de ser detalhista e exigente. Todos esses elementos, isoladamente ou em conjunto, criavam na classe um clima de “dia do juízo”.

É verdade que o juízo final também é um exame. Apesar de a Bíblia falar da solenidade e importância do juízo, o apóstolo João diz que não temos nada a temer. Vamos nos aproximar com plena confiança no dia do juízo (1Jo 4:17). “Deus enviou o Seu Filho ao mundo, não para condenar o mundo, mas para que este fosse salvo por meio dEle” (Jo 3:17).

Podemos lembrar o tom meticuloso de alguns pregadores que, na ânsia de demonstrar conhecimento detalhado sobre o processo do Juízo, diziam: “Cuidado! Confesse todos os seus pecados. Todos!”

E aí eu ficava remexendo e abrindo lembranças que já havia enterrado, só para ver se as tinha confessado: “Ah! Esse aqui eu já confessei. Esse aqui também. Esse aqui… Puxa, até que era bom, mas eu também já confessei…”

“Porque se você se esquecer só de um, poderá ficar fora do Céu!”, ameaçava o pregador, como se Deus, no dia do juízo, de repente dissesse: “Um momentinho. Há uma pendência aqui que não foi resolvida. No dia 23 de março de 2010, às 14h41, você cometeu tal pecado e não o confessou. Lamento muito! Próximo!”

Nós amesquinhamos Deus e blasfemamos dEle quando O tratamos como um tirano detalhista, procurando descobrir um cochilo de nossa parte; o mínimo desvio para nos punir. O pecado é um assunto sério, mas o perdão está à disposição do arrependido. Por isso, não tenha medo; nada de insegurança, mas plena certeza e confiança no momento do Juízo.

“Maravilhosa graça! Maior que o meu pecar! / Como poder contá-la? Como hei de começar? / Trouxe-me alívio à alma. E vivo em toda a calma / Pela maravilhosa graça de Jesus!” (Hinário Adventista, nº 204).

segunda-feira, 12 de junho de 2023

Restauro de Bíblia

 Está um pouco mais parada esta atividade, mas de vez em quando aparece uma a precisar de nova cara e aqui estou eu.

Influenciada pela anterior - não a minha, mas sim, a outra antes - voltei a fazer o forro da capa com tecido. E voltei a esquecer de partilhar o "antes" que é tão importante para apreciarmos o "depois".


Desta vez foi em tons de verde e motivo floral mais uma vez. Como se pareceu demasiado verde, achei que ficaria melhor se aplicasse qualquer motivo com outra cor e saiu aquela jarra. A dona gostou e isso é o que importa.


E porque estes tecidos se prestam a ser "papel", fiz um bloco de notas e um marcador a combinar com a capa.

E para que o ritmo não páre, já existe outra na calha, mas essa terá um motivo de capa personalizado que ainda está em estudo com o cliente. 


terça-feira, 30 de maio de 2023

Os animais irão para o céu?

 


Provavelmente à maior parte de vocês esta pergunta não vos diz nada, por duas razões: Primeiro: a resposta não vos interessa sequer; Segundo: interessa-vos uma resposta positiva mas em que não acreditam.

Pois bem, no que a mim respeita interessa-me a resposta e acredito nela. E no momento em que faz um ano que um dos meus amigos patudos nos deixou (um dos vários que já perdi), gostaria de partilhar a publicação do Megaphone.

A Bíblia não menciona a ressurreição dos animais. Podemos ler apenas citações sobre a ressurreição dos justos para a salvação e acerca da ressurreição dos maus para a perdição (João 5:28 e 29; Apocalipse 20:5 e 6, etc.). Conquanto as Escrituras não confirmem a existência de animais no Céu, afirmam que eles existirão na Nova Terra. Eis alguns textos sobre o assunto: 

"Lobos e ovelhas viverão em paz, leopardos e cabritinhos descansarão juntos. Bezerros e leões comerão uns com os outros, e crianças pequenas os guiarão. Vacas e ursas pastarão juntas, e os seus filhotes descansarão no mesmo lugar; os leões comerão capim como os bois. Criancinhas brincarão perto de cobras e não serão picadas, mesmo que enfiem a mão nas suas covas. Em Sião, o monte sagrado, não acontecerá nada de mau ou perigoso, pois a terra ficará cheia do conhecimento da glória do Senhor assim como as águas enchem o mar" (Isaías 11:6-9).
"'Pois eu estou criando um novo céu e uma nova terra; o passado será esquecido, e ninguém lembrará mais dele. (...) Os lobos e os carneirinhos pastarão juntos, os leões comerão palha como os bois, e as cobras não atacarão mais ninguém. E no meu monte santo não acontecerá nada que seja mau ou perigoso.' O Senhor falou" (Isaías 65:17 e 25).
Ellen G. White nos descreve assim sua visão da cidade celestial: "Vi outro campo repleto de todas as espécies de flores; e, quando as apanhei, exclamei: 'Elas nunca murcharão.' Em seguida vi um campo de relva alta, cujo belíssimo aspecto causava admiração; era uma vegetação viva, e tinha reflexos de prata e ouro quando magnificamente se agitava para glória do Rei Jesus. Entramos, então, num campo cheio de todas as espécies de animais: o leão, o cordeiro, o leopardo, o lobo, todos juntos em perfeita união. Passamos pelo meio deles, e pacificamente nos acompanharam" (Eventos Finais, p. 288). "Ali o homem será restaurado à sua perdida realeza, e a ordem inferior de seres de novo reconhecerá o seu domínio; os animais ferozes tornar-se-ão mansos e os ariscos, confiantes" (Visões do Céu, p. 149).

Não temos como explicar plenamente como Deus trará os animais à existência na Nova Terra. O que encontramos na Bíblia é um Deus amoroso, que se preocupa com todos os animaizinhos, por menores que sejam. Veja:
“Lembrou-se Deus (aqui o termo indica o interesse de Deus e Sua graça em favor de alguém) de Noé e de todos os animais selváticos e de todos os animais domésticos que com ele estavam na arca” (Gênesis 8:1). Ao orientar Noé a sair da arca, além de abençoar a raça humana o Senhor abençoou também os animais (Gênesis 8:15-17).

“Se encontrares desgarrado o boi do teu inimigo ou o seu jumento, lho conduzirás. Se vires prostrado debaixo da sua cerca o jumento daquele que te aborrece, não o abandonarás, mas ajudá-lo-ás a erguê-lo” (Êxodo 23:4 e 5).

“Seis anos semearás a tua terra e recolherás os seus frutos; porém, no sétimo ano, a deixarás descansar e não a cultivarás, para que os pobres do teu povo achem o que comer, e do sobejo comam os animais do campo" (Êxodo 23:11).

“Seis dias farás a tua obra, mas, ao sétimo dia, descansarás; para que descanse o teu boi e o teu jumento” (Êxodo 23:12). Mesmo os animais devem ter o direito ao repouso sabático! (Conferir Êxodo 20:8-11).

“Quando nascer o boi, ou cordeiro, ou cabra, sete dias estará com a mãe; do oitavo dia em diante, será aceito por oferta" (Levítico 22:27). Aqui vemos que um animal recém nascido não era aceito como oferta. Deus queria que ele ficasse com a mãe. (Ver também Êxodo 22:30).

“Se de caminho encontrares algum ninho de ave, nalguma árvore ou no chão, com passarinhos, ou ovos, e a mãe sobre os passarinhos ou sobre os ovos, não tomarás a mãe com os filhotes" (Deuteronômio 22:6). (Conferir também o verso 7, que mostra a preocupação de Deus com a preservação das espécies).

“Não atarás a boca ao boi quando debulha” (Deuteronômio 25:4). Deus não queria que o boi fosse maltratado. Ao debulhar espigas na frente dele, com certeza iria salivar de tanta vontade de comer.

“Os leõezinhos rugem pela presa e buscam de Deus o sustento” (Salmo 104:21).

“Tornou o Senhor: tens compaixão da planta que te não custou trabalho, a qual não fizeste crescer, que numa noite nasceu e numa noite pereceu; e não hei de eu ter compaixão da grande cidade de Nínive, em que há mais de cento e vinte mil pessoas, que não sabem discernir entre a mão direita e a mão esquerda, e também muitos animais?” (Jonas 4:10 e 11).

“Não se vendem cinco pardais por dois asses? Entretanto, nenhum deles está em esquecimento diante de Deus” (Lucas 12:6).

“Observai os corvos, os quais não semeiam, nem ceifam, não têm despensa nem celeiros; todavia, Deus os sustenta" (Lucas 12:24).
Além disso, a Bíblia diz que os filhos de Deus têm responsabilidades para com os animais: 
“O justo atenta para a vida dos seus animais, mas o coração dos perversos é cruel” (Provérbios 12:10). 
Ellen G. White assim se expressou a respeito: “É por causa do pecado do homem que 'toda a criação geme e está juntamente com dores de parto' (Rm 8:22). O sofrimento e a morte foram assim impostos não somente ao gênero humano, mas aos animais. Certamente, pois, ao homem toca procurar aliviar o peso do sofrimento que sua transgressão acarretou sobre as criaturas de Deus, em vez de aumentá-lo. Aquele que maltrata os animais porque os tem em seu poder, é tão covarde quanto tirano. A disposição para causar dor, quer seja ao nosso semelhante quer aos seres irracionais, é satânica. Muitos não compreendem que sua crueldade haja de ser conhecida, porque os pobres animais mudos não a podem revelar. Mas, se os olhos desses homens pudessem abrir-se como os de Balaão, veriam um anjo de Deus, em pé, como testemunha, para atestar contra eles no tribunal celestial. Um relatório sobe ao Céu, e aproxima-se o dia em que se pronunciará juízo contra os que maltratam as criaturas de Deus” (Patriarcas e Profetas, p. 443).

Noutro pensamento surpreendente, Ellen G. White diz: “A inteligência apresentada por muitos mudos animais chega tão perto da inteligência humana, que é um mistério. Os animais vêem e ouvem, amam, temem e sofrem. Eles se servem de seus órgãos muito mais fielmente do que muitos seres humanos dos seus. Manifestam simpatia e ternura para com seus companheiros de sofrimento. Muitos animais mostram pelos que deles cuidam uma afeição muito superior à que é manifestada por alguns membros da raça humana. Criam para com o homem apegos que se não rompem à custa de grandes sofrimentos de sua parte” (A Ciência do Bom Viver, pp. 315 e 316).

A Palavra de Deus também afirma que um dia o Criador virá a este mundo para dar o castigo àqueles que destroem a natureza (plantas, animais, rios, etc.): 
“Na verdade, as nações se enfureceram; chegou, porém, a tua ira, e o tempo determinado para serem julgados os mortos, para se dar o galardão aos teus servos, os profetas, aos santos e aos que temem o teu nome, assim aos pequenos como aos grandes, e para destruíres os que destroem a terra” (Apocalipse 11:18).
Todos esses versos (entre outros) são bem claros: Deus ama muito os animais e se preocupa com o bem estar de cada um deles. Isso indica que o Criador tem bons planos para tais criaturinhas. Não há como ter dúvidas.

Não podemos afirmar com base na Bíblia que teremos o mesmo animalzinho de estimação na Nova Terra e muito menos que não o teremos! Os textos que lemos devem nos confortar com a certeza de que Deus fará aquilo que for melhor para a nossa felicidade. Com toda a certeza, nosso Criador tem poder para recriar o mesmo animalzinho de estimação que um dia perdemos.

No mundo restaurado, teremos muitas surpresas; por que nos admirarmos de que o Senhor possa querer alegrar Seus filhos com os animais domésticos que tanto lhes fizeram bem? Gosto muito de ver a Deus como um pai que se alegra em dar ao seu filho um presente que ele menos espera.

Confie no amor de Deus e descanse em Suas promessas. O que Ele fez na cruz do calvário (João 3:16; Romanos 5:6-8) é suficiente para nos provar que o Seu amor por todas as Suas criaturas é infinito.

segunda-feira, 29 de maio de 2023

Daniel, Verso por verso

 


"Nesta obra, o autor mostra, versículo por versículo, que a profecia não é apenas uma obra literária. É um plano que Deus elaborou, de antemão, para conduzir a história humana de acordo com a sua vontade. Lendo este livro, o leitor compreenderá as implicações das profecias de Daniel para estes últimos dias."

Neste livro o autor analisa cada um dos versículos do 27º livro do Velho Testamento, com o nome do seu autor.

Daniel foi levado cativo para a Babilónia, aproximadamente no ano de 590 a.C., quando o rei Babilónio, Nabucodonosor depois de um longo cerco, invadiu Jerusalém levando muitos cativos, entre eles membros da elite hebraica. 

Daniel tornou-se um dos homens de confiança de Nabucodonosor, e pelas suas capacidades intelectuais, manteve a mesma posição, de confiança no reino, quando os Medos e os Persas conquistaram Babilónia. A sua história é mais do que a sua sentença para ser devorado por leões, que miraculosamente acabou em bem, e que é do gosto de tantos.

Apesar de muitos negarem a existente desse homem, a arqueologia já demonstrou que Daniel existiu de facto, nessa altura. E por isso, as suas profecias são para se levarem em conta.

Tendo sido um profeta de Deus, naquele tempo de 70 anos de cativeiro, foi uma segurança e fonte de esperança para um povo cativo e afastado da sua Terra,

As profecias que Daniel escreveu já se cumpriram na sua maioria e segundo os historiadores cristãos e ateus que se atrevem a estudá-las, estamos agora a viver nos ultimos tempos da sua profecia.






terça-feira, 18 de abril de 2023

Colocar a Leitura em dia

 Gosto do título desta publicação, quanto mais não seja para me influenciar a fazê-lo.

Quando retomei os meus estudos há três anos, tudo o que eram leituras recreativas foram postas de lado. O que tinha para ler era mais do que suficiente para me ocupar o tempo livre e o tempo não livre. Publiquei aqui algumas opiniões sobre uma parte ínfima dos livros que li e agora que os estudos já chegaram ao fim, convenci-me que ia colocar a leitura em dia.

Não posso dizer que o objetivo esteja a falhar completamente, pois no fim de Março, finalmemte livre, comecei e já li dois dos livros que esperavam na estante.

Jogo Mortal de Bruno Franco, este recente,  foi o primeiro e a A Cidade de Vapor de Carlos Ruíz Zafon que esperava há um ano.

Comecei a ler O Clube do Crime das Quintas-Feiras, de Richard Osman convencida que iria levar o mesmo caminho rápido dos outros dois, mas parei. Não sei se são as primeiras páginas que não me cativam, por falta de mistério, se é a forma de escrita do autor que não é do meu agrado. Só sei que já é a segunda vez que começo e fico, por ali, mais ou menos no mesmo sítio. Por isso, espero que seja mesmoa a falta de chamariz do início. Porque todos sabemos que há muitos livros bons que só nos chamam depois de um bom conjunto de páginas lidas. E ainda não cheguei lá. 

Os que esperam ainda são Coluna de Fogo, de Ken Follet e Para lá do Inverno, de Isabel Allende. 

Tenho alguma curiosidade em ler quer um quer outro, mas são livros que se não ler, não me afetarão muito. Espero.

A espera deve-se a que um dos livros aconselhados dentro do grupo dos que se deveriam ler para estudar me chamou mais a atenção. Não era de leitura obrigatória, como tal optei por não o ler enquanto tinha outros obrigatórios para ler e agora sim, estou a ler.



Toda a ação nos é dada a conhecer sob o ponto de vista de um único personagem Lúcio Valério Quincio e se isso pudesse ser causa de aborrecimento, que não é, ou de críticas, o vocabulário riquissimo logo nos remeteria ao silêncio. 
Conforme li num blogue onde esse pormenor era comentado, se desejarmos, poderemos ler usando ao mesmo tempo um dicionário para saber exatamente a definição de cada termo usado; mas se pretendermos envolvermos na narrativa, sem travagens, não é necessário, pois acabamos por entender o que está a ser dito, sem sombra de dúvida. E é como se os termos usados, na maior parte desconhecidos, nos remetessem à Tarcisis e ao séc.II.




A Cidade de Vapor

 Carlos Ruiz Zafón foi um novelista espanhol que escreveu alguns dos mais belos romances, onde a realidade da sua querida Barcelona e a mistica que só os livros podem criar, se misturam em histórias de nos tirar o fólego.

Já li este autor há alguns, bons, anos. Dos livros que li  lembro sem dúvida A Sombra do Vento, O Príncipe da Neblina, Jogo do Anjo e O Prisioneiro do Céu, tendo o primeiro sido o que realmente me marcou e claro, me fez ler os outros.


A publicação póstuma de A Cidade de Vapor, vai levar-nos de volta ao encontro de alguns dos personagens dessas obras. 

Se lemos os livros de Zafón, vamos reconhecer, nestos 11 contos, senão na totalidade, não só os personagens mas a ação desses livros, o que é muito agradável reencontrar, anos depois de os termos lido. 

Se nunca lemos Zafón, estes, são pequenos contos que nos mostram como Zafón escrevia e provavelmente serão uma influência para irmos ler Zafón. Se é este o caso, aconselho A Sombra do Vento, para começar.