terça-feira, 16 de junho de 2026

Atualização das leituras

 


Nem sempre consigo publicar as minhas opiniões ou pelo menos as sinopses dos livros que acabo de ler, nem que seja para meu registo pessoal, por isso hoje, ao contrário do habitual, para colocar a "coisa" em dia, vou fazer numa publicação apenas a atualização das leituras dos ultimos dois meses.

le vai lembrá-la que prometeram ficar juntos. Até que a morte os separe.

Não vivo aqui há muito tempo. A casa é pequena e um pouco degradada, mas cada pedaço do papel de parede florido e desbotado que arranco parece desvendar a segunda oportunidade que nunca pensei vir a ter. Finalmente, posso vestir o que quero, e já não me encolho quando queimo o jantar por acidente. A minha nova casa é acolhedora, e os meus filhos estão seguros dentro dela. Qualquer lugar pareceria um paraíso depois do casamento infernal de que acabei de escapar. Mas então vejo o meu ex-marido a passar diante da minha janela e a entrar diretamente na casa ao lado. O pânico aperta-me a garganta. Como é que ele me encontrou? Será que está a tentar voltar para mim… ou quer destruir-me de vez?


Achei este livro com uma ação ao estilo de "A Rapariga no Comboio" de Paula Hawkins, com a diferença de que em "A Rapariga no Comboio" foi a protagonista que tomou a ação de se envolver e neste caso, foi o contrário e a nossa protagonista é apenas a vítima.

Fácil de ler e interessante para quem gosta do género thriller psicológico.


2014: Num jantar para amigos e colegas próximos, o conceituado poeta Francis Blundy presta homenagem à sua mulher, no aniversário dela, lendo em voz alta um novo poema que lhe dedica: Uma Coroa para Vivien. Mal sabem os convidados que depois daquele jantar serão várias as gerações a especular sobre a mensagem daquele poema, cujo registo original nunca foi encontrado, permanecendo um mistério.

2119: Pouco mais de cem anos depois, grande parte do mundo ocidental está submersa pela subida do nível do mar após um acidente nuclear catastrófico. Aqueles que sobrevivem são assombrados pela riqueza de um mundo que se perdeu. No sul inundado do que costumava ser a Inglaterra, Thomas Metcalfe, um solitário investigador, idealiza o início do século XXI enquanto persegue o fantasma de um poema. Thomas sente fascínio por aquelas vidas selvagens e cheias de riscos, enquanto se debruça sobre os arquivos dessa era distante, cativado pelas possibilidades da vida humana. Quando tropeça numa pista que pode levar à descoberta do poema dedicado a Vivien, encontra também uma história de amores entrelaçados e de um crime brutal, que destrói as suas suposições sobre pessoas que julgava conhecer intimamente.

O que Podemos Saber é uma obra-prima, um tour de force filosófico, uma história de amor sobre pessoas e as palavras que elas deixam para trás, um enredo detectivesco que resgata a nossa actual sensação de catástrofe iminente e imagina um mundo onde nem tudo está completamente perdido.


Às vezes, em situações semelhantes, receio não me ter esforçado o suficiente, mas não consegui passar das primeiras páginas. Se o autor tivesse dado primazia ao ano 2119 e o restante fossem apenas resquicios de lembranças para justificar a ação talvez tivesse tomado outra atitude. Mas passou demasiado tempo, desde o início, com o aniversário de Vivien e o famoso poema e poeta, o que não me cativou.
Achei desinteressante.


Era uma vez um casal de lenhadores muito pobres que vivia numa floresta, por onde passava um comboio de mercadorias. Como estavam em guerra e era inverno, não tinham quase nada para comer. Por isso, a lenhadora sonhava que um dia alguém lhe atiraria uma coisa boa e deliciosa do comboio. Os lenhadores não tinham filhos, o que para ele era um alívio mas, para ela, um grande desgosto.

Era uma vez um casal de judeus que viajava num comboio com dois bebés praticamente recém-nascidos. O pai sabia que não iam para um lugar nada bonito e, ao atravessar a floresta, teve uma ideia bastante insensata…

Vendido em mais de dez países, finalista de uma série de prémios literários, escolhido pelo realizador Michel Hazanavicius para ser em breve um filme de animação, A Mais Preciosa Mercadoria é uma fábula sobre Auschwitz que se inspira num episódio real e não cessa de perturbar e comover leitores em todo o mundo, sobretudo por ter essa rara qualidade de poder ser lida por pessoas de todas as idades. Em França, onde foi originalmente publicado, já se imprimiram mais de 90 000 exemplares.


Trata-se de um conto em 120 páginas que se lê de uma assentada apenas.
Faço minhas as palavras de "Florbela" e mais não digo correndo o risco de contar a história toda em dois ou três parágrafos.

Um Conto sobre a bondade em tempos de horror

Florbela

“A Mais Preciosa Mercadoria”, de Jean-Claude Grumberg, é sobre a violência do Holocausto narrada com simplicidade e força poética. Em poucas páginas, o autor contrapõe a brutalidade humana à capacidade de compaixão, mostrando como um gesto de cuidado pode sobreviver mesmo nos contextos mais sombrios. É um livro pequeno, mas de grande impacto emocional, que faz pensar muito depois da última linha.

Aconselho.


Dois jovens empolgados, Asier e Joseba, partem em 2011 para o Sul de França com a intenção de se converterem em militantes da ETA. Esperam instruções numa quinta com um aviário, acolhidos por um casal francês com quem pouco se entendem. É lá que ficam a saber que o grupo anunciou o fim da atividade armada.

Abandonados à sua sorte, sem dinheiro, sem experiência nem armas, decidem continuar a luta por sua conta, fundando uma organização própria, na qual um assumirá o papel de chefe e disciplinado ideólogo, e o outro o de subalterno mais descontraído. O contraste entre o ensejo de feitos heroicos e as peripécias mais ridículas, sob uma chuva persistente, vai conduzindo a história para uma espécie de drama cómico. Até que conhecem uma jovem que lhes propõe um plano.

Depois do sucesso de Pátria, este novo romance de Fernando Aramburu arrasta-nos, de uma forma muito ágil e surpreendente, para uma aventura inesperada com um desenlace magistral. Contado com um humor permanente, cáustico e veloz, e escrito com frases cuja brevidade são um autêntico virtuosismo, Filhos da Fábula é mais uma prova de que Fernando Aramburu pertence à estirpe dos grandes escritores, aqueles que nos contam histórias como mais ninguém é capaz de o fazer.


Não vou dizer que é desinteressante como o livro de Ian McEwan, apenas porque não me cativou o primeiro capítulo. Já não me sinto com pedalada ou disposição para avançar na leitura de um livro, que de início não me cativa, a tentar encontrar algo que me mantenha empenhada a ler. 

Para não dexiar esta publicação, sobre este livro, a seco, vou partilhar a conclusão do ChatGPT sobre este livro: o livro é uma sátira sobre dois jovens que chegam tarde demais à “revolução” e acabam confrontados com a inutilidade das suas fantasias heroicas.

E dito isto, não em arrependo de não ter continuado.