quinta-feira, 27 de agosto de 2020

Porta trecos

 Não sei se o nome está adequado para a peça que se segue. 

Na arrumação das gavetas do tal móvel dos trapos, encontrei alguns bordados de ponto cruz de há anos que por ali andam, sem nunca terem tido uso e outros que já tiveram um determinado uso e agora estão por ali quase abandonados.

Decidi que devia dar-lhes uso e este foi o primeiro.

Com parte de umas pernas de umas calças de ganga, resolvi fazer um porta trecos que també é comumente chamado de lixeira. Pode sim, usar-se para linhas e trapos quando se costura, ou papeis e outros restos de materiais quando se faz artesanato, mas também se pode usar para abrigar uma garrafa de água, se as usamos de litro e não as queremos à vista.

Esta boneca foi bordada pela minha filha há uns vinte anos quando ela achou que queria aprender a fazer ponto de cruz e lhe serviu de experiência e nada mais, nem nunca mais. Recortei um pesponto que tinha em volta, desfiei o quadrilé e cosi no tecido que serviria de forro interior.


Porque o bordado é bastante grande e eu queria que se visse a "perna" da calça, ficou uma peça alta.



Daí poder ser usada para alojar garrafas de água em cima das mesas ou secretárias.


Neste momento está na cómoda no meu quarto com todos os cabos e auscultadores que normalmente se usam e ainda tem o leque que anda sempre à mão.


quarta-feira, 26 de agosto de 2020

Mini mantas de retalhos

 Cheguei à conclusão, mais uma vez, que os retalhos não acabam. Nunca!

Eu não tinha feitro uma manta de quase 200x200cm para acabar com retalhos? Pois como é que quando decidi que ia arrumar as gavetas do meu móvel dos trapos e afins, descobri mais uns quantos (muitos!) retalhos.

Decidi fazer duas manta mini, para não misturar tecidos tão diferentes uns dos outros e isto foi o que saiu.









A próxima não está muito nítida, mas é apenas para mostrar o tecido que usei na parte de baixo, para as duas. Para aproveitar.



sexta-feira, 7 de agosto de 2020

Que faz Deus quando o mundo morre aos poucos?

 

Apesar de tudo o que há por esse mundo fora, que conhecemos ou não, o certo é que ainda não estavamos recuperados da tragédia com um nome que se tornou demasiado conhecido desde há cinco meses a esta parte - Covid.19.

Na madrugada do dia 5, o mundo ultrapassou a marca dos 700 mil mortos provocados pelo Covid-19 desde o inicio da pandemia, com 18 milhões de casos confirmados. No dia 4 uma explosão  devastou  a área portuária de Beirute, capital do Líbano. A tragédia deixou mais de 100 mortos, 4 mil feridos e 100 desaparecidos, segundo estima a Cruz Vermelha Libanesa.


Ellen G. White, escritora norte americana alertou, há muitos anos atrás: "Tempos de perplexidade se acham diante de nós. O coração dos homens está desmaiando de terror das coisas que sobrevirão ao mundo" (Eventos Finais, p. 19).

E ante o terror do que nos assola, quantos de vós já se perguntaram: Onde está Deus nestas alturas? Que faz Deus quando o mundo morre aos poucos?

O mundo está a atingir o seu final, porque o sofrimento e a dor não podem durar para sempre. Mas enquanto sucedem e sofremos, Deus está atento e embora nos pareça, não nos abandona.
"Nossas aflições comovem a Deus, mas também O movem a revelar Seu propósito. Nem sempre veremos a evidência de Seu poder hoje ao enfrentarmos desastre, dor e morte. Podemos, ao contrário, apenas sentir Suas lágrimas. Não obstante, o Novo Testamento torna claros os propósitos de Deus. Por fim, Deus fará novas todas as coisas (Apocalipse 21:5)."

Podem ler todo o artigo AQUI



segunda-feira, 20 de julho de 2020

Os animais irão para o céu?

Cada vez mais me interessa uma certa mudança no tipo de publicações a fazer neste blogue.
Não abandonarei a vertente de artesanato que me levou a criá-lo, mas irei muito mais vezes amiúde colocar outras publicações.

Imagem retirada de: 


E mais uma vez, aproveito a publicação de um dos meus blogues de eleição, que faz todo o sentido (sempre) mas hoje em especial, 24 horas depois da calamidade que ocorreu no "abrigo" para animais  em Santo Tirso. Local que deveria ser de resgate e cuidado para animais abandonados e se revelou local de morte, por negligencia agravada.
Não direi mais nada sobre a notícia que corre todas as redes sociais e noticiários, mas partilharei parte da publicação do blogue MegaphoneAdv, onde porderão ler a publicação na totalidade.


Mesmo quem acredita e aceita o céu -  não na altura da morte o que é contra o escrito na Bíblia, mas quando Jesus voltar para buscar os remidos - muitas vezes se pergunta: E os nossos amigos de quatro patas? Afinal há muitos textos que falam da existência de animais na Nova Terra.

"Entramos, então, num campo cheio de todas as espécies de animais: o leão, o cordeiro, o leopardo, o lobo, todos juntos em perfeita união. Passamos pelo meio deles, e pacificamente nos acompanharam" (Eventos Finais, p. 288). "Ali o homem será restaurado à sua perdida realeza, e a ordem inferior de seres de novo reconhecerá o seu domínio; os animais ferozes tornar-se-ão mansos e os ariscos, confiantes" (Visões do Céu, p. 149)"


A Bíblia não fala da ressurreição dos animais, nem nos garante que teremos o mesmo animalzinho de estimação, mas fala de tal forma do cuidado de um Deus amoroso, que sabendo que Ele é poderoso até para os recriar, podemos ficar descansados que Ele fará o que for melhor para a nossa felicidade, Seu objetivo principal.


“Lembrou-se Deus (aqui o termo indica o interesse de Deus e Sua graça em favor de alguém) de Noé e de todos os animais selváticos e de todos os animais domésticos que com ele estavam na arca” (Gênesis 8:1). Ao orientar Noé a sair da arca, além de abençoar a raça humana o Senhor abençoou também os animais (Gênesis 8:15-17).

“Se encontrares desgarrado o boi do teu inimigo ou o seu jumento, lho conduzirás. Se vires prostrado debaixo da sua cerca o jumento daquele que te aborrece, não o abandonarás, mas ajudá-lo-ás a erguê-lo” (Êxodo 23:4 e 5).

“Seis dias farás a tua obra, mas, ao sétimo dia, descansarás; para que descanse o teu boi e o teu jumento” (Êxodo 23:12). Mesmo os animais devem ter o direito ao repouso sabático! (Conferir Êxodo 20:8-11).

“Tornou o Senhor: tens compaixão da planta que te não custou trabalho, a qual não fizeste crescer, que numa noite nasceu e numa noite pereceu; e não hei de eu ter compaixão da grande cidade de Nínive, em que há mais de cento e vinte mil pessoas, que não sabem discernir entre a mão direita e a mão esquerda, e também muitos animais?” (Jonas 4:10 e 11).


E também nos diz qual é a nossa responsabilidade para com os animais:

“o justo atenta para a vida dos seus animais, mas o coração dos perversos é cruel” (Provérbios 12:10)

E um texto com uma explicação sobre o que o pecado fez a toda a criação:

“É por causa do pecado do homem que 'toda a criação geme e está juntamente com dores de parto' (Rm 8:22). O sofrimento e a morte foram assim impostos não somente ao gênero humano, mas aos animais. Certamente, pois, ao homem toca procurar aliviar o peso do sofrimento que sua transgressão acarretou sobre as criaturas de Deus, em vez de aumentá-lo. Aquele que maltrata os animais porque os tem em seu poder, é tão covarde quanto tirano. A disposição para causar dor, quer seja ao nosso semelhante quer aos seres irracionais, é satânica. Muitos não compreendem que sua crueldade haja de ser conhecida, porque os pobres animais mudos não a podem revelar. Mas, se os olhos desses homens pudessem abrir-se como os de Balaão, veriam um anjo de Deus, em pé, como testemunha, para atestar contra eles no tribunal celestial. Um relatório sobe ao Céu, e aproxima-se o dia em que se pronunciará juízo contra os que maltratam as criaturas de Deus” (Patriarcas e Profetas, p. 443).



terça-feira, 14 de julho de 2020

Ondas em água doce: Céu ou Inferno?


No meio do caos deste mundo, ou até da calmaria, em que tudo se tenta explicar à luz da ciência e em que a evolução é palavra-chave, começa a desenvolver-se a ideia de evolucionismo teísta - ideia filosófica criacionista que procura conciliar a ideia de uma divindade e a teoria da evolução. Porque o homem começa a perceber que o boom e a evolução natural das espécies, per si, não explica tudo e começa a fazer falta, alguma outra explicação?

Então, vamos por momentos permitir-nos aceitar que existe um Ser Superior, Criador e que tudo o que conhecemos e cientificamente se pretende explicar, afinal é mais que isso. É sobrenatural mesmo!
Vamos assumir que esta vida aqui, com os seus momentos bons e maus, que "termina" em morte, afinal não é o TUDO e há decisões a ser tomadas enquanto aqui vivemos.
Escolhemos o céu ou o inferno?

A publicação que se segue tem direitos de autor no blogue MEGAPHONE ADV e pode ser lida na íntegra aí:


Stairway to Heaven (Escada para o Céu)
O Céu é uma realidade. É um lugar. É onde Deus vive com os outros membros da Divindade e uma hoste de anjos não-caídos. Também é o lugar em que viveremos durante mil anos, se permanecermos ao lado de Deus. Quando Cristo voltar e tiver lugar a primeira ressurreição, os santos ressuscitados acompanharão seu Senhor para o Céu, onde permanecerão por mil anos (Apocalipse 20:4-6). Depois disso, ocorrerá uma série de eventos culminando com a criação de um “novo céu” e uma “nova Terra” (Apocalipse 21:1), em que os remidos então viverão para sempre. 

O pastor e escritor Dr. Steven J. Lawson escreveu sobre o céu: "Não se enganem, o céu é um lugar real. Não é um estado de consciência. Nem uma invenção da imaginação humana. Nem um conceito filosófico. Nem abstração religiosa. Nem um sonho emocionante. Nem as fábulas medievais de um cientista do passado. Nem a superstição desgastada de um teólogo liberal. É um lugar real. Um local muito mais real do que onde você está agora... É um lugar real onde Deus vive. É o lugar real de onde Deus veio para este mundo. E é um lugar real para onde Cristo voltou na Sua ascensão – com toda a certeza!" (Heaven Help Us! Truths About Eternity That Will Help You Live Today, p. 16) 

Highway to Hell (Estrada para o Inferno) 
Mas o inferno também é uma realidade. A crença popular de um lugar em que os pecadores serão atormentados e queimarão por toda a eternidade não tem apoio bíblico. Mas também não tem esse apoio a ideia popular de que, no fim, todos serão salvos. Os que rejeitam as boas-novas de salvação e recusam obediência a Deus serão julgados, condenados e enfrentarão uma morte da qual nunca haverá ressurreição. Os que creem que todos serão salvos argumentam que um Deus de amor não permitiria que ninguém perdesse a felicidade eterna. Eles têm certa razão até onde dizem que Deus é o amor personificado e quer salvar a todos. Mas, tragicamente, nem todos querem ser salvos. 


Deus sabe quem vai ser salvo e quem se perderá, porque Ele é “perfeito em conhecimento” (Jó 37:16) e “conhece todas as coisas” (1Jo 3:20), inclusive “o que há de acontecer” (Is 46:10). Mas esse conhecimento divino não restringe de qualquer forma a liberdade humana de escolher o caminho da salvação ou da perdição.

Embora a salvação seja oferecida gratuitamente a todos indistintamente, somente aqueles que a aceitam pela fé serão salvos (ver Ef 2:8-10). “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o Seu Filho unigênito, para que todo o que nEle crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (Jo 3:16). A perdição dos ímpios não é, portanto, o resultado de um decreto divino arbitrário, mas sim a consequência natural de haverem rejeitado individualmente a oferta de salvação.

A. W. Tozer comenta: “Certas coisas foram decretadas pelo livre-arbítrio de Deus, e uma delas é a lei da escolha e suas consequências. Deus declarou que todo aquele que voluntariamente se entrega a Seu Filho Jesus Cristo na obediência da fé, receberá a vida eterna e se tornará filho de Deus. Decretou também que aqueles que amam as trevas e continuam em sua rebeldia contra a suprema autoridade do Céu, permanecerão em estado de alienação espiritual e sofrerão afinal a morte eterna” (Mais Perto de Deus, p. 132).

Embora Deus haja predestinado à salvação todos os que voluntariamente aceitam a Cristo (ver Ef 1:314), Ele não predestinou ninguém para a perdição. Que compete ao próprio homem (e não a Deus) escolher o seu destino é óbvio nas seguintes palavras de Josué 24:15: “Porém, se vos parece mal servir ao Senhor, escolhei, hoje, a quem sirvais: se aos deuses a quem serviram vossos pais que estavam dalém do Eufrates ou aos deuses dos amorreus em cuja terra habitais. Eu e a minha casa serviremos ao Senhor.”

Toda a humanidade aguarda um de dois destinos: "Os que tiverem feito o bem, para a ressurreição da vida; e os que tiverem praticado o mal, para a ressurreição do juízo" (João 5:29). "Ponho diante de ti a vida e a morte, a bênção e a maldição. Escolhe pois a vida, para que vivas com a tua posteridade" (Deuteronômio 30:19).


Você decide 
Ellen G. White diz sobre essa fundamental decisão: 

"Há muitas almas que vacilam entre o caminho do Céu e o do inferno. Há sutis e enganadoras influências que desviam almas de Deus e das coisas celestiais" (Conselhos sobre a Escola Sabatina, p. 49).

"Toda alma tem um Céu a ganhar, e um inferno a evitar. E as instrumentalidades angélicas acham-se todas prontas a vir em auxílio da alma tentada e provada" (Mensagens Escolhidas, vol. 1, p. 96).

Conclusão
Deus nos deu a vida, e durante a nossa existência temos uma escolha a fazer. A mais importante de todas, e esta decisão é com relação a nossa vida eterna. "Entrem pela porta estreita porque a porta larga e o caminho fácil levam para o inferno, e há muitas pessoas que andam por esse caminho. A porta estreita e o caminho difícil levam para a vida, e poucas pessoas encontram esse caminho" (Mateus 7:13-14). Aceitemos a Jesus e nos preparemos para o Céu. O Céu existe, sim, e está ao nosso alcance. O Céu é a morada de Deus, e será a morada daqueles que creem nEle. Jesus nos prometeu um lugar no Céu: “Não se turbe o vosso coração; credes em Deus, crede também em mim. Na casa de Meu Pai há muitas moradas. Se assim não fora, eu vo-lo teria dito. Pois vou preparar-vos lugar. E, quando eu for e vos preparar lugar, voltarei e vos receberei para mim mesmo, para que, onde Eu estou, estejais vós também” (João 14:1-3). 

terça-feira, 23 de junho de 2020

Manta de retalhos #2

Acabei a manta.
Ou seja, apliquei o contorno que faltava.
Já que estava no aproveitar de tecidos, desmontei umas fronhas de almofada que usava, mas não eram muito práticas, porque a dobra estava demasiado larga e a meio, o que as tornava complicado para "vestir" as almofadas.
Cortei-as em tiras com cerca de 8cm de largura e contornei a manta.

Não ficou perfeita, nem de longe, mas já agora que mostrei uma parte, mostro o final.



Aviso já que não sei fazer cantos. Parece impossível que com tantas explicações que há por essa net fora, ainda não tenha tirado uns minutos para aprender...



A parte de trás, tem uns acrescentos, porque o tecido branco não chegava para o tamanho com que ficou depois de todos os retalhos montados.




Fiz um pesponto (quilting) â mão, largo, que ainda não sei se fica ou se posteriormente farei à máquina...





Falta lavar e passar a ferro, mas mesmo assim não sei se irá ficar com os retalhos, todos, devidamente esticados.


quinta-feira, 18 de junho de 2020

Ondas em água doce: Violência doméstica que não se vê...


Há dias passei por um casal que "conversava" na rua dentro de um carro.
À medida que me ia aproximando, ouvi o que se dizia, ou melhor o que ele dizia.
"Se não estivesses casada comigo, já tinhas apanhado muita porrada. Só fazes é m****!!"

Passei de fininho com receio que me vissem e dei por mim a pensar naquilo o caminho todo até casa.

Não cheguei a ouvir a mulher vez nenhuma enquando estive ao alcance das suas vozes; não sei o motivo da "conversa", não sei se o assunto era sentimental ou outro, não sei se ela tinha feita alguma coisa verdadeiramente errada ou não, só sei que fiquei a pensar naquela frase.
"Se não estivesses casada comigo, já tinhas apanhado muita porrada...." Como se dissesse: só não apanhas porque sou um gajo decente...

Esta é a violência doméstica que não se vê e passa despercebida. Imputa-se aos outros e só não somos autores visíveis porque... não há oportunidade... somos "decentes"... mas que mereces, mereces....

Que deveria fazer aquela mulher? Calar-se como acho que fez, pelo menos por algum tempo em que eu não ouvi? Ou agir, fosse qual fosse a razão de semelhante reparo?

Fiquei a pensar naquilo até hoje... e tive que partilhar...

quinta-feira, 28 de maio de 2020

Manta de retalhos ou quilt que é mais fino


Gosto. Gosto muito.
Use-se ou não. Seja antigo ou não.
E de vez em quando lá vai uma manta nova.
Conheci-as como manta de retalhos ou de trapos, mas com a internet a entrar-nos pela casa adentro, passei a conhecê-las como "patchwork" ou "quilts".

Um bom trabalho neste género, deve ter os seus retalhos bem combinados seja em cores ou materiais, e alguns são autênticas obras de arte.
Mas quando a ideia é destralhar, não podemos ser esquisitos e pegamos em tudo o que são retalhos que existem nas gavetas e vá de os unir da forma mais conveniente (que em alguns casos é de qualquer forma) e sai uma manta.
Não comparando com os que têm desenhos geométricos lindissimos, aviso que é mais trabalhoso unir pedacinho a pedacinho de tamanhos e feitios diferentes, do que começar do zero com pedaços cortados todos do mesmo tamanho e ir unindo e cortando, unindo e cortando até chegar ao resultado pretendido.

Ainda não está terminada, mas para que vejam a variedade de retalhos usados e para que não digam que não está nenhum trabalho na calha, aqui está.
Só parei de unir retalhos quando deixei de os ter na gaveta.





Tem cerca de 1,70 por 1,90.
Esteve alfinetada durante um par de meses e neste momento está pespontada à mão, com pontos básicos e largos à espera de acertar lados e da colocação da fita de debrum, que será produzida desde tecidos existentes.

Para o forro, usei um pedaço de tecido de lençol que acrescentei com retalhos maiores de alguns dos tecidos usados. Mas isso, só será partilhado na parte #2, quando partilhar o resultado final.

Dada a dimensão e uma vez que pretendi gastar excessos que havia em casa, não vou colocar enchimento, que teria de comprar.


quarta-feira, 27 de maio de 2020

Ondas em água doce - A Terra é plana?????

imagem retirada da internet https://pplware.sapo.pt


Aqui há uns meses, por mero acaso, esbarrei num canal youtube que falava da teoria que circula por aí de que a terra é plana  e a rebatia.
O que me chocou foi em pleno séc. XXI haver gente a acreditar nisso e ser necessário contrariar essa teoria. Numa época em que existem viagens transcontinentais de avião, viagens espaciais e o uso de satélites.

O que pensaria Fernão Magalhães deste nosso mundo se soubesse que 500 anos depois de ter feito a circum-navegação da terra em 1519, as pessoas defendessem a teoria de uma terra plana.

O modelo da Terra plana é uma concepção arcaica do formato da Terra como um plano ou um disco. Muitas culturas antigas concordavam sobre a cosmografia plana da Terra. A ideia de uma Terra esférica apareceu na filosofia grega com Pitágoras (séc.VI a.C.) e só cerca do ano 330 a.c. Aristóteles forneceu evidências para a forma esférica da Terra https://pt.wikipedia.org/wiki/Terra_plana.

A Terra plana é uma teoria arcaica dos antigos que se reinventa agora, no entanto precisamos saber de que "antigos" estamos a falar.

No livro de Job (Antigo Testamento da Bíblia) que se crê ter sido escrito por Moisés entre os anos 1580-1510 a.C. já se falava da Terra como uma esfera.

Job 26: 7-10
Ele estende o norte sobre o vazio e faz pairar a terra sobre o nada.
Prende as águas em densas nuvens, e as nuvens não se rasgam debaixo delas.
Encobre a face do seu trono e sobre ele estende a sua nuvem.
Traçou uma esfera (no original hebraico) à superfície das águas, até aos confins da luz e das trevas.

O profeta Isaías que viveu cerca de 750 anos a.C. escreveu outro livro da Bíblia do Antigo Testamento)
Isaías 40:22
Ele é o que está assentado sobre o globo da terra, cujos moradores são como gafanhotos; é ele quem estende os céus como cortina e os desenrola como tenda para neles habitar;


E existe lá coisa mai'linda que o nosso globo?


Podem ler mais sobre o assunto AQUI




terça-feira, 19 de maio de 2020

Ondas em água doce - Lobos com pele de cordeiro

Vi ontem no telejornal, mais exatamente no "Poligrafo" e quero dizer coisas sobre a frase supostamemte dita por Saramago mas que a Fundação Saramago já informou que não era de sua autoria.


O que interessa aqui para a publicação não é quem disse mas o que foi dito.
Eu li isto e quase de imediato lembrei-me das histórias da "carochinha" que nos contavam que o lobo mau se vestiu com pele de cordeiro para passar despercebido no meio do rebanho e comer as ovelhas.

No entanto, também é importante lembrar outra frase, esta de João, Apóstolo, escrita pelo ano 90 d.c. enquanto estava exilado na ilha de Patmos.



Quando os poderes pretendem que os povos lhes obedeçam, apresentam-se com aspeto de cordeiro e embora a conversa seja doce, as intenções não são. 
Falando sobre temas importantes e queridos das gentes, pretendendo salvaguardar o bem estar geral, implantam medidas contrárias à liberdade tão apregoada na constituição e que são obedecidas.

Vimos uma pequena mostra disso agora mesmo com a situação do Covid-19. Para salvaguardar a saúde pública, foram impostas medidas contrárias à constituição, mas que foram aceites. 
Desta vez o fundamento tinha fundamento
mas mostrou-nos que as multidões por muito que reclamem, aceitam de bom grado qualquer exigência que os poderes imponham, se for apresentado como justificação o bem estar geral, a saúde pública, o bem estar particular das famílias ou a preservação do clima.

Devemos ficar preocupados? Devemos!
Lembremo-nos que Apocalipse é um livro bíblico profético e as profecias cumprem-se.




Arrumação em modo de confinamento

Após tanto tempo longe, resolvi que poderia retomar a vida de "blogger" com informação sobre arrumação em modo confinamento.
Não arrumação de casa em período de confinamento, mas arrumação de agendas, blocos de notas e afins, confinando-os em bolsas.

Estive de facto algum tempo em teletrabalho, o que é uma canseira, pois as horas de trabalho não têm fim e em casa há sempre tudo e mais alguma coisa para fazer. Largas o teletrabalho e na mesma hora tens a casa para arrumar. Ainda estás a arrumar e lembras-te de alguma coisa e voltas ao computador para trabalhar... de loucos!

Mas esta arrumação que me traz aqui não é doméstica, porque confesso, pouco fiz mais do que habitualmente se faz em casa. Houve quem tivesse aproveitado para fazer as limpezas de primavera e verão e eu não fiz nada disso.

Conforme já tenho dito por aqui tenho uma especial predileção por tudo o que sejam agendas, cadernos, blocos de notas, lápis e canetas. Na altura em que eu andava na escola a escolha não era muita e agora compenso.

Tenho sempre uma agenda ou duas a uso, mesmo que o uso não seja contínuo e um ou dois blocos de notas, para tomar notas, claro. De ideias, de frases que gostei ou de temas em estudo.
Andavam espalhados entre a mesinha de cabeceira, mesa da sala e secretária (numa espécie de escritório que tenho, daquelas divisões que servem para tudo e gostamos de ser finos e chamar de escritório ou atelier) e por vezes, exatamente quando os queria, estavam fora de mão. 
Então, depois de ver tanto video com ideias, resolvi que o mais acertado era confiná-los a um espaço único, neste caso dois e meti-os em bolsas. 
Estão assim, sempre arrumados, deixam os locais onde estavam arrumados e podem em qualquer altura ser deslocados ou guardados num roupeiro. E melhor, não precisamos de decidir qual vamos usar, agarramos e levamos todos, depois logo se vê.

Esta é a tralha composta por agendas, blocos de notas, cadernos para colorir, cadernos de folhas brancas para criar (não sei o quê), estojo com post its, autocolantes e fitas, estojo de esferográficas, láspis e canetas, canetas de bico de feltro diversas e lápis de cor.






Preparei duas bolsas. Uma delas foi prenda de aniversário há uns anos, do marido que sabe da minha queda por artigos escolares e a outra "prenda" da ucal (acho) quando comprei alguns packs de leite com chocolate.

Ainda tentei que coubesse tudo numa só, mas os estojos não iriam caber.
Então dividi por temas.

Na pasta escolar ficaram as agendas e blocos de notas e estojo de escrita.
E na pasta adaptada tudo o que se referia à outra "arte". Bloco de folhas de desenho, livro para colorir, canetas e lápis de cor.




Só para terminar, gostava de deixar uma ou duas fotos das bolsas que me inspiraram a confinar tudo de forma a que o material ficasse sempre arrumado e à mão.



Ao conjunto da tralha, falta, porque não tenho nenhuna foto da minha última aquisição em agendas, um faith planner de discos da Craftelier.
Essa está sempre na minha mesinha de cabeceira. Just in case...




É isto, embora esta não seja a minha (roubei da net) e a minha não tem discos multicolor, são todos em rosa transparente. Mas o resto é igual.
Não nos faltam justificações para não gostar de agendas, com tantas lindezas por aí.





quarta-feira, 26 de fevereiro de 2020

Jesus hoje

Com tantos filmes, séries e documentários sobre a vida de Cristo, decidi que deveria partilhar esta mensagem.

Como seria Jesus, se viesse hoje, em pleno século XXI a este mundo?

****
Fico pensando, numa situação apenas imaginária, como seria Sua passagem por nosso mundo, se Jesus Cristo viesse aqui, pela primeira vez, nos nossos dias.

Nasceria numa favela, na periferia de uma grande cidade, debaixo de uma ponte como morador de rua? Morreria morte de cruz, ou seria decapitado, fuzilado, eletrocutado, queimado vivo? Como seria Seu visual, usaria túnicas e sandálias ou, dessa vez, vestiria calça jeans, camiseta e tênis? Terno e gravata? Será?

Seria afinado com PTistas ou PSDBistas? Democratas ou Republicanos? Blancos ou Colorados? Trabalhistas ou Conservadores? Comunistas ou Capitalistas? Seria de esquerda ou de direita? Islâmico ou judeu?

Será que Se envolveria com governantes e autoridades ou, mais uma vez, manteria distância deles e se concentraria em atender o indivíduo comum em suas necessidades básicas e carências espirituais? O “o meu reino não é deste mundo” e o “dai a César o que é de César e a Deus o que é de Deus” continuariam fazendo parte do Seu discurso?

Escorraçaria os comerciantes da fé, da mesma forma como o fez com os vendilhões do templo? Diria a teólogos e doutores da lei o mesmo que disse a Nicodemos? Participaria de debates doutrinários acirrados e intermináveis, ou Sua doutrina continuaria a ser baseada nos conceitos de relacionamento e vida eterna do Sermão do Monte? Desta vez frequentaria mega-templos das mais diversas instituições religiosas ou novamente faria nas ruas, praças e ao ar livre as Suas pregações? Usaria para isso a Internet?

Acolheria gays, lésbicas, travestis e transexuais da mesma maneira que fez com prostitutas e adúlteras? Curaria aidéticos como curou leprosos? Salvaria corruptos e roubadores do povo como salvou Zaqueu e Mateus? Seria mais inclusivo ou exclusivo?

É verdade que a complexidade da vida humana hoje não guarda qualquer similaridade com a da vida no tempo de Jesus. O mundo e sua população atual de mais de 7 bilhões de pessoas tornam qualquer comparação inútil e impossível. Por isso, não vou me estender em outras questões, não conseguiríamos responde-las com precisão, mas, eu penso que há pelo menos três particularidades da vida de Jesus que estariam presentes como da vez primeira, e isso é que é o importante.

Seu contato e relacionamento com Deus, para seguir as estritas orientações do Seu Pai, seriam os mesmos. 
Seu amor incondicional, sem limites, restaurador e transformador seria o mesmo, que aceita o homem em qualquer condição, mas, não o deixa assim. 
E a condenação severa ao reino, às obras e aos representantes das trevas, onde quer que Ele os identificasse, também seria a mesma.

Felizmente, Jesus já veio, no tempo certo, determinado pelo Céu. E não apenas pagou a grande dívida do homem em função do pecado, mas, ato contínuo, nos estendeu os benefícios de Seu perdão e graça. Seus princípios de fidelidade, liberdade e amor sem limites, continuam os mesmos. Continuamos sendo salvos unicamente por Sua graça e não por qualquer coisa de bom que tenhamos, sejamos ou façamos. Amém por isso. Não fosse assim, não teríamos chance alguma.
****

Créditos:
Publicada a 25 de Fevereiro - MegaphoneAdv que por sua vez usou a publicação do dia 9 de Março de 2016 - Instantaneos do Reino


Concluindo gostaria de partilhar uma frase do célebre monge reformista Martinho Lutero: "Olho para mim e não vejo como posso salvar-me. Olho para Cristo e não vejo como posso perder-me."


quinta-feira, 23 de janeiro de 2020

Dia da Escrita à mão

Hoje comemora-se o Dia da Escrita à Mão.
Vi num blogue que sigo e tive que ir ver o que se dizia por aí, sobre a data comemorativa desta invenção que tem mais de 3500 anos.
Parece que este dia teve origem nos Estados Unidos. Com a proliferação das tecnologias e o seu uso em todo o local, deixou de se escrever à mão e "tornou-se" necessário criar um dia para a sua comemoração. Quem não tem saudades de uma boa carta ou de um simples postal manuscrito?
Neste dia é sugerido que se larguem os teclados e se escreva qualquer coisa, com um lápis ou uma caneta, em papel. Depois, usar as tecnologias para digitalizar e partilhar a escrita, por esse mundo fora.
Claro que aderi!
Devo dizer que levei anos até me habituar a escrever tudo em computador. Comecei muito jovem a ter gosto pela escrita e sempre escrevi. Contos, simples frases e quaisquer notas, em blocos, cadernos e até folhas soltas. Quando o computador se tornou a minha ferramenta de trabalho diário, fora e dentro de casa, decidi que os contos passariam a ser escritos no computador e levei bastante tempo para o fazer. Era como se faltasse alguma coisa no que escrevia...
Atualmente já o faço sem recriminações, até porque é muito mais rápido, mas mantenho cadernos a uso, quase diariamente para apontamentos, ideias, etc.
Gostava de partilhar a minha experiência mais divertida com a escrita à mão versus teclado de computador.
Um dia, há relativamente pouco tempo, estava a escrever um resumo de qualquer coisa que já não me recordo, em casa, num caderno e a dada altura, ao reler o que tinha escrito, decidi que um dos paragrafos faria mais sentido no final do resumo. Automaticamente marquei o parágrafo em questão e com a caneta fiz um circulo a toda a sua volta e virei a folha... só dei conta do que ia fazer quando posei o bico da caneta na folha em branco. Afinal copy+paste não resulta em escrita à mão. Acho que nunca ri tanto sozinha!
Para finalizar e abrilhantar esta comemoração, deixo o meu contributo:




D.O.C. ou em português D.O.L. - Destralhar, Organizar e Limpar

D.O.C - declutter, organize and clean
D.O.L. - destralhar, organizar e limpar

Independentemente das siglas e da tradução, o ideal aqui é começar mesmo pelo Destralhar.

Não há situação mais inimiga da organização e da limpeza, que a tralha. O excesso que por muitos esforços que façamos, acaba por dificultar a organização e a limpeza que se torna mais trabalhosa.

Graças à internet e aos blogues e vlogues que nos são dados de bandeja, vemos que há alturas do ano em que o destralhar é rei. Inicia-se o novo ano e o pessoal quer mudar! Se não de vida, pelo menos de estado (na parte doméstica, claro está).

Como tal, inspirada por algumas dessas internautas que "sigo", decidi que também eu vou destralhar. Não tornar-me minimalistas, porque há coisas de que não abro mão - não me fazem falta bem vistas as coisas, mas gosto de ter.

Comecei pela gaveta dos talheres.

O tabuleiro de talheres que tenho, desde sempre, tem o tamanho ideal para a gaveta. Já procurei outros, mas mais largos não cabem e mais altos não há.
Como tal, durante anos lutei com a desarrumação desta gaveta, a tal ponto que já me imaginava a fabricar um tabuleiro, numa de DIY (do it yourself) mais conhecido por aqui como mãos-à-obra.

Pondo o destralhar em ação e aproveitando ideias do minimalizar, decidi que ia manter apenas 6 unidades de cada tipo de talher - já que somos 4, de vez em quando temos mais uma ou duas pessoas a comer connosco, mas os dias de grandes jantaradas já lá vão.
Guardei os excessos numa caixa, que irá algures para um canto da despensa e a gaveta ficou assim.


Esqueci-me de tirar foto ao antes, mas é facil imaginar este tabuleiro com um faqueiro de 12 unidades a multiplicar pelas variedades: colher sopa, garfo e faca carne, garfo e faca peixe, colher, garfo e faca de sobremesa, colheres de chá, colheres de café, no seu pequeno espaço, sem contar com as colheres de servir que também já lá estiveram.


Mereceu o 1º lugar na minha decisão D.O.L.

Acho que o próximo D.O.L. vai ser ao armário por baixo do lava-louças onde guardo tudo o que são panelas, tachos, bandejas e tabuleiros de forno.



quinta-feira, 9 de janeiro de 2020

A boca fala do que o coração está cheio

Não é o tema mais bonito para iniciar as publicações deste ano e se calhar para algumas pessoas vai parecer-lhes excesso de virtude ou querer parecer virtuosa, mas li em outro blogue - já disse aqui, algures, que por vezes as minhas publicações aparecem por ler sobre o assunto em outro lugar -  e não posso deixar de partilhar o assunto e a minha opinião, sobre palavrões.

Este é o caso.
Fui educada de forma a não se dizer palavrões. Não se diziam em casa, como tal, não se deveriam dizer na rua, na escola ou no trabalho.

Sempre tive colegas de escola que tal como eu não diziam palavrões, de forma que a obediência às regras dadas não esbarrou com nada. Quase no final dos anos de escola, apanhei uma colega que dizia palavrões. Não era sempre, mas de vez em quando lá saía um. Como não era colega do meu grupo, pois era mais velha que nós, não me afetava, mas tenho a plena noção de que não gostava de ouvir.

Quando comecei a trabalhar, com 23 anos, sofri o maior choque da minha vida. Os meus colegas de trabalho, nos momentos de laser, primavam em desfilar todos os palavrões que se conhecem numa só conversa.

Eduquei os meus filhos da mesma forma, embora saiba que as influências externas na maior parte das vezes conseguem ser mais fortes que as internas, em especial quando eles começam a achar que sabem mais que nós. Em casa não se dizem palavrões e espero sinceramente que na rua, eles também não os digam.

Concluindo, não há momentos ideais para usar palavrões. Não se devem usar e ponto final.
Seja em conversas entre amigos, em publicações em blogues - já que isto é um blogue - ainda que informais e de divertimento não vão ser mais interessantes, só porque têm palavrões pelo meio.
Há tantas palavras que podem ser usadas e que conseguirão um resultado muito melhor, se bem usadas!!

Gostaria de partilhar um video sobre o assunto. Leva quase 10mns a assistir, mas é muito bom. Não se deixem influenciar pelo título, pois é muito mais abrangente.